De que vale entrar no redemoinho interno e não saber sair?

Quando comecei minha caminhada em direção ao desenvolvimento humano e espiritual, fui percebendo a quantidade de amarras e crenças que amordaçavam e impediam que eu seguisse à diante.

Era doloroso… Muito doloroso tentar dar um passo e sentir que não saia do lugar, simplesmente porque me sentia “pesada” demais. Carregando uma bagagem que passei anos acumulando inconscientemente. Por mais que eu tentasse me mover não era fácil. O esforço era tão grande e exaustivo que me fazia retornar ao ponto inicial ou dar vários passos para trás.

Só quando consegui entender que eu não avançaria se não me permitisse despir-me das máscaras e da dura carapaça que criei, consegui dar finalmente passos mais largos. Fui organizando o caos interno e liberando suavemente o que não me pertencia.

Participei de diversas vivências, andei por aí tentando me encontrar e persisti bravamente sempre acreditando que uma hora o processo entraria no fluxo.

O que eu ganhei? A leveza para poder transitar entre as minhas sombras sem ser tragada por elas durante horas ou dias. Agora, bato nas minhas portas internas, entro, verifico o que não me serve mais, ponho ordem, fecho a porta e saio. Sabendo que preciso fazer isso constantemente, porém sem tanta dor e apego. Já não fico mais ali sentada no quarto das sombras presa e sem saber como agir.

E hoje, fazendo a análise das áreas da minha vida, fica claro o quanto tive que abandonar, deixar ir e principalmente aprender que o processo é gradual, que não existe mágica, que eu posso ou não estar preparada para assumir e resolver algo, que tudo na vida tem seu tempo e que não adianta entrar no redemoinho interno e não saber sair… Porque é na vida real, profana que a força e a veracidade do seu ser interno são postos à prova.


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