Bogotá – Primeiro Dia

Sexta, 29 de Dezembro de 2017

Chegamos em Bogotá na sexta feira. O vôo foi bom, apesar de alguma turbulência na descida. Os procedimentos no aeroporto foram todos feitos com eficiência e de maneira educada. Os carrinhos de transporte de malas são pagos, mas na própria área de bagagem tem uma casa de câmbio. Depois descobri que poderia pagar em dolar ($2 por carrinho), mas acabei trocando uns dolares e pagando 4.000 pesos por carrinho. Na verdade, trata-se de um empréstimo. Você recebe um cupom e se devolver o carrinho no local apropriado, recebe o dinheiro de volta. É uma forma eficiente de incentivar a colaboração do usuário. Acredito mais nessas iniciativas do que nas proibições costumeiras do Leviathan.

Só tivemos alguma dificuldade na regularização da entrada dos nossos bichos, uma cadela e uma gata, que trouxemos conosco na cabine. Tínhamos que pagar uma taxa de 44.000 pesos por animal e tinha que ser com pagamento em cartão, coisa que não sabíamos. Como não tínha utilizado ainda o cartão na Colombia, fiquei um pouco tenso se funcionaria. Funcionou. Demoramos um certo tempo, por conta de um bug no sistema, mas depois de cerca de meia hora estava tudo certo.

Apesar da temperatura em Bogotá não variar muito, estamos no período mais frio. A noite chega à cerca de 8 graus; durante o dia fica em torno dos 13. Para mim está ótimo, mas ainda não estamos com roupas bem apropriadas ao clima.

Viemos direto para o apartamento que alugamos por um mês, já mobiliado. É o tempo que vamos utilizar para procurar um em definitivo, para passar o ano. Estamos na região norte da cidade, a mais rica. O bairro que estou seria uma espécie de Leblon, mas muito mais limpo e sossegado.

O apartamento é confortável, mas com alguns problemas de encanamento e eletricidade. Já aparenta ter uma certa idade e precia de manutenção, mas atende bem nossas necessidades. por hora. O curioso é que destinamos os três banheiros da seguinte forma: um para a gata, um para a cadela e o menor para a família. Não sou louco de tentar argumentar.

A diferença de horário para o Rio de Janeiro é de 3 horas. Chegamos por volta de uma da tarde (quatro no Rio). Nossa prioridade foi comprar os mantimentos básicos para passar a noite. Foi nessa hora que o Rappi nos ajudou.

Trata-se de um aplicativo que presta serviços de compra e entrega. Funciona mais ou menos assim. Atendentes percorrem algumas lojas e supermercados disponíveis no aplicativo, comprando o que você selecionou pelo aplicativo. Existe uma janela de chat para comunicação. O atendente comunica que certo produto está em falta, sugere subsituições, ou pede alguma orientação específica. Depois de finalizado, um entregador leva até seu endereço. Dá até para acompanhar pelo mapa do aplicativo o deslocamento do entregador. Muito eficiente e está quebrando um galhão. Você inclusive define a gorjeta no próprio pagamento pelo aplicativo.

Quando chegou nove da noite, estávamos derrubados. Tratamos de dormir pois o dia seguinte seria o último dia útil do ano.

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