Flambe: Flash e HTML 5 no mesmo código

Recentemente precisamos desenvolver um game para navegadores que funcionasse tanto em desktop quanto mobile.

Nota: Este post foi publicado há quase 3 anos no meu blog antigo. Desde então, muita coisa já mudou e a engine foi descontinuada. Estou publicando aqui apenas para manter o histórico na migração para o Medium

A princípio planejamos fazer em alguma engine html 5 como o Phaser, mas ao pesquisar notamos que adotar o html 5 iria limitar uma boa parcela de navegadores desktop mais antigos. Como se trata de um jogo educativo, que será jogado principalmente nos laboratórios de informática de escolas públicas, a porcentagem de acessos em computadores desatualizados será bem expressiva. Portanto, era necessário que houvesse um falback em flash.

Portar o game não era uma opção já que o orçamento já estava bem limitado. Foi então que descobri a engine Flambe.

Esta engine é baseada em Haxe, uma linguagem semelhante ao ActionScript 3 mas que permite gerar aplicativos em diversos formatos. No caso do flambe, a partir de um mesmo código fonte, é possível compilar seus games em flash, HTML 5, AIR e até para Firefox OS.

A engine é focada em 2D com sprites (nada de vetor) é tem um sistema de Entities é Components bem interessante. No começo este sistema parece um pouco estanho se você vem de uma estrutura orientada a objetos, mas é fácil de aprender e dá para entender como isso pode ajudar em projetos mais complexos.

A documentação é bem crua e falta exemplos, mas o desenvolvedor é bem solícito e sempre ajuda quem aparece no fórum com dúvidas.

Para quem se interessou, existe um excelente guia inicial feito pelo markknol. As dicas desse guia foram muito úteis para mim.

Se estiver curioso, o game que criamos está no site Edukatu. Pretendo fazer um post-mortem quando tiver mais informações de como foi a aceitação. Dê tambem uma olhada no Showcase. Lá você pode testar vários outros jogos feitos na engine.


Originally published at vnakamura.com on October 16, 2014.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.