É ela…

Talvez apareça no escuro, no silêncio da solidão. Talvez se mostre no final de um dia exaustivo, entre as demandas dos filhos e a ressaca do trabalho.

Constante e insistente, travestida de algum desejo, junto com a incompletude, a incerteza aparece e desestabiliza.

Não sabemos ainda o que ela é, porque existe, a o que nos chama, mas já se instala de mansinho e se engrandece a cada dia, a cada movimento automático, a cada decisão premeditada pelo mainstream.

Sentir a incerteza é talvez o primeiro estágio da mudança.

Reconhecê-la é talvez o mais difícil. Tentamos amansar o desconforto com compras, metas profissionais, viagens, relacionamentos… evitamos encarar o incerto.

É onde, aparentemente, podemos encontrar a liberdade mas a ausência de controle nos apavora. Cronogramas, planejamentos, estoques, previsão… como viver sem tudo isso? Enfrentar esse medo, no entanto, e perceber que esse vazio no peito demanda atenção e não vai embora enquanto não for reconhecido e atendido, parece-me o único caminho onde pode-se encontrar sossego.

Nesta primeira edição da revista convido a juntos pegarmos a incerteza pelas orelhas e olhá-la no fundo dos olhos. Compartilharemos nossas experiências e exploraremos algumas alheias.

Para que possamos enfim abraçar o incerto e acolher a instabilidade que nos permitirá voar.

Bem vindo!

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Patricia Lugokenski’s story.