Com redações reduzidas, demissões de jornalistas caem em 2016

Pelo menos 180 jornalistas já foram dispensados até setembro deste ano, segundo mais recente levantamento do Volt Data Lab


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As demissões de jornalistas caíram significativamente em 2016, e, salvo algum enorme passaralho que possa ser efetuado ainda neste ano, devem ficar bem aquém de 2015 — ano no qual 685 jornalistas foram demitidos de redações e um total de 2.600 pessoas (incluindo jornalistas) perderam o emprego em empresas de mídia.

No entanto, a queda nas demissões deve ser vista com cautela. Após os milhares de desligamentos efetuados em 2015, as empresas jornalísticas agora têm pouco espaço para cortar profissionais — sob o risco de simplesmente ficarem com redações vazias.

Foi o que aconteceu com o Jornal do Commercio, diário mais antigo da América Latina que fechou as portas completamente e demitiu toda sua redação.

Outras redações fizeram "ajustes" neste ano também, seja realizando efetivamente um passaralho e fechando editorias ou demitindo jornalistas com salários mais altos. Leia aqui recente reportagem do Brazil Journal sobre o assunto.

Veja abaixo alguns gráficos sobre a conta de demitidos em redações e empresas de mídia no Brasil neste ano e desde 2012, de acordo com levantamento baseado em relatos da imprensa especializada. Para ver a metodologia, clique aqui.

Para gráficos interativos, acesse a Conta dos Passaralhos

20 empresas que mais demitiram jornalistas desde 2012
Empresas que demitiram jornalistas em 2016