E esse cansaço da faculdade, hein?

É engraçado falar isso no começo do ano, mas ainda bem que o semestre ta acabando. O semestre da faculdade.

Eu estudo na Universidade Federal e mais ou menos no começo de Novembro até o começo de Janeiro ficamos de greve porque essa nossa situação política do Brasil só piora. Voltamos agora da greve pra terminar o semestre anterior (2016.3? Haha). Enfim, fim de semestre, sabe como é. Uma penca de trabalhos e seminários e provas, é realmente cansativo. Mas o que eu me peguei pensando enquanto conversava com uma amiga russa minha foi: até que ponto gerar esse cansaço na gente é necessário?

Eu mesma tirei um tempinho essa semana pra escrever esse texto, mas o resto do tempo eu to surtando com um trabalho de programação web. Eu sou mais uma pessoa de design do que de programação, então é como um desafio para mim. Semestre passado foi um dos mais pesados, também por causa de uma cadeira de programação. Não importa o quanto eu me esforçava, na hora da prova, parecia que tudo o que eu aprendi sumia. Além disso, tínhamos que fazer duas atividades (códigos a partir do conteúdo que os professores deram em sala) por semana e postar em um blog, sem falar do trabalho final da cadeira. Foi uma disciplina que realmente me deixou menta e fisicamente exausta, gosto nem de lembrar muito.

No final de uma das provas dessa cadeira, assim que a terminei ja fiquei com muita vontade de chorar. Só a ideia de reprovar a cadeira e ter que fazer todas aquelas atividades de novo me deixou aterrorizada. Mas então uma veterana veio conversar comigo e me fez perceber que a minha saúde mental vem primeiro. Sabe, eu tenho a consciência de que tentei o meu máximo, e se não conseguisse daquela vez, não era o fim do mundo. Não tem problema algum em repetir uma cadeira.

Conversando com a Nastya, uma garota russa que conheci no Tumblr, ela me contou que ta mais desmotivada do que nunca com o curso dela (Letras — Coreano) por conta da dificuldade e excesso de trabalhos. Ela me contou que muitas vezes tem de aprender mais de 100 caracteres coreanos em uma semana, e que muitos professores também não colaboram. O que eu tive de experiência em relação a isso foi essa cadeira que contei anteriormente e, apesar de tudo que eu passei com ela, no fim das contas, eu aprendi a programar com o Processing (programa/linguagem que a gente utilizou durante a cadeira). Eu peguei gosto de ver meu código pronto, funcionando e com um resultado visual bacana. Deu aquela sensação de trabalho feito e conhecimento adquirido. No fim, valeu a pena.

O ponto o qual eu quero chegar é: estar cursando uma faculdade tem suas dificuldades, barreiras, dentre outras coisas. Tem horas que é cansativo em um nível extremo, que dá vontade de desistir de tudo. Infelizmente essa é a vida de um universitário. Porém, é gratificante ver que todo o trabalho duro resultou em algo. Mas sempre se lembre de manter sua saúde mental acima de tudo. Você vale mais do que uma nota.