A Psicologia da Tomada de Decisões. Nós Não Somos Irracionais, Né?

Essas últimas semanas em que estive Copenhague foram incríveis por muitos motivos. O verão estava quente e ensolarado, o que não é normal na Dinamarca. Eu pude realmente viver o “hygge”, a filosofia do aconchego dinamarquês. E, acima de tudo, pude estar imersa em uma das escolas de negócios mais relevantes da Europa: a Copenhagen Business School. Estudantes do mundo inteiro participam do seu programa de verão, e eu tive a sorte de fazer parte desse grupo.

Copenhagen Business School — Foto: Bjarke MacCarthy/CBS

A Dinamarca é uma sociedade de comércio bem estabelecida. Os dinamarqueses não têm muitas terras, então eles aprenderam a fazer negócios com outros países. Para você ter uma ideia da importância do estudo de negócios na Dinamarca, o país inteiro tem apenas 8 universidades, e a CBS se dedica exclusivamente a esse campo de estudo. São mais de 20 mil jovens estudantes nessa escola, o que para um país de 5.7 milhões de habitantes é um número bastante significativo. Então, apesar de ser uma campo de atuação muito competitivo, a carreira de negócios é vista como promissora pelos dinamarqueses.

O curso que frequentei se chama “The Psychology of Decision Making — We Are Not Irrational, Are We?”, ou traduzindo “A Psicologia da Tomada de Decisão — Nós Não Somos Irracionais, Né?” (Sim, os nomes dos cursos na CBS podem ser bem longos e criativos). E como o título sugere, um dos principais aprendizados é que nós — humanos — não somos totalmente racionais. Nem irracionais. Podemos dizer que somos “quase-racionais”, o que significa que existe uma falta de racionalidade total nas nossas decisões, mesmo que exista uma lógica em nossos processos psicológicos.

Aprendemos também, que na vida e nos negócios, muitas vezes encontramos situações que são cheias de contradições, inconsistências e ambiguidade. Não podemos lidar com esses problemas com estratégias tradicionais de tomada de decisão, que envolvem uma busca por informação e uma ação posterior.

Situações ambíguas são muito dinâmicas e, quando o tomador de decisão se sente pronto para agir, o cenário já está completamente diferente do que era quando ele começou a pensar sobre a solução. Situações caóticas demandam soluções criativas e inovadoras. E é em contextos de alta ambiguidade que o indivíduo ou a empresa criativa florescerá.

Uma forma de resolver esse tipo de problema é agindo primeiro e buscando por feedback do sistema depois. Mas para colocar isso em prática, é preciso viver a incerteza e aprender a lidar com o risco. Há uma chance das coisas darem errado. Mas se você e/ou sua empresa estiverem prontos para agir rápido, pode ser melhor aceitar o risco do que deixar seus problemas escalarem.

Em breve aprofundarei mais sobre a CBS, Tomada de Decisões e a Dinamarca.

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