11 coisas que aprendi depois de receber 200 pessoas pelo Airbnb

Nossa casa em Floripa ❤!

O que começou como uma forçada iniciativa de garantir uma graninha extra, acabou sendo grande parte de quem eu me tornei. Ou melhor, de quem minha família se tornou.

Há pouco mais de 2 anos decidimos abrir as portas da nossa casa e da nossa vida para gente estranha com sotaques esquisitos e, nesse tempo e com essa galera toda, ficaria quase imperdoável não comemorar esse tanto de risadas senão contando algumas histórias. Mas fato é, o Airbnb te ensina muito e para comemorar essa marca tão especial, resolvi compartilhar algumas das histórias e coisas mais marcantes que essa experiência me ensinou.

Então, sinta-se em casa e bora lá!

#1. O mundo é feito de gente incrível!

Pode chamar de sorte, de boa curadoria, de bons olhos, do que quiser... Mas acho que na verdade o mundo que é repleto de gente boa. Passaram cerca de duzentas pessoas aqui em casa. Pessoas que tomaram café na minha xícara amarela, sentaram no meu sofá e conversaram com meu filho. Resumindo, foi gente pra caramba!

Agora, você deve estar aí pensando: 
“Porran 200 pessoas? Deve ter dado alguma merda!”

Inicialmente tínhamos essa ideia também e durante esse tempo tivemos um total de 0 pessoas que fizeram algo ruim. Isso. Z E R O.
Nunca tivemos que chamar a polícia, muito menos fomos roubados ou acordamos sem um rim (sim, no início dá um medo de ficar sem rim). Pior ainda, nunca, nunquinha mesmo, tivemos que convidar educadamente alguém para ir embora antes do combinado (aka, rala sua mandada). Então se você está sem esperança no mundo, te digo, ele é repleto de gente incrível. ❤

#2. Fomos feitos para nos comunicar

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Tá certo que uns menos e outros mais, mas a gente nasceu pra conversar. 
A barreira da língua era uma das coisas que mais me assustava. Quando decidimos abrir nossa casa, nosso inglês era bem parecido com o de estudantes da 5ª série. Falávamos vários nada além do “Hi, how are you?”. Mesmo fazendo Duolingo direto, descobrimos que na prática a coisa poderia ser bem mais engraçada.

Nosso primeiro hóspede gringo foi um casal britânico. Recebemos na nossa primeira casa, em Vitória. Eu não sei se você já viu alguém falando o inglês britânico, mas vai o spoiler: é bem doído de entender quando você ainda não está familiarizado.

A Kirstin, uma britânica de descendência escocesa lindíssima e educadíssima, junto com seu marido Axl estavam fazendo um mochilão pela América do Sul e escolheram nossa casa para passar algumas noites. O pedido foi de manhã e a noite eles chegaram, nem deu tempo de consertar nossa cama quebrada. Avisamos isso a eles, dando um preço especial pela gambiarra que tínhamos que fazer colocando o colchão no chão. Eles pareciam não se importar e, pra falar a verdade, estavam super felizes em estar conosco.

Hora do banho e Kirstin solta um “Do you have towels?” carregado no britânico. Confesso, eu achei que ela tinha perguntado se a gente tinha torres. O Ale pediu pra ela repetir ‘slowly’. Ela repetiu, rimos mas não entendemos. Ela apontou para o banheiro e para as tolhas de rosto.

TOALHAS!! CLARO! TEMOS, MUITAS!

As toalhas da Kirstin e do Axl (imagine como se pronuncia porque até agora eu não sei. PS.: não é como Axl Rose) foram nossa primeira experiência bem sucedida. Alguns dias depois disso fomos comer tapioca e, cara, arrasamos na conversação slowly enquanto ela me mostrava fotos do casamento. Entendi mais da metade do que ela falou. Era uma vitória.

“Ah, depois disso a gente tá fera! Pode vir, mundo!”, pensamos realizados.

Veio. O Alan. Um senhor mais velho, britânico também, só que tinha sido criado na Ucrânia. E trabalhava com gás na Colômbia. Numa ligação em ucraniano pelo Skype para o filho, que morava na Ucrânia, tivemos uma certeza: ele está planejando dominar o mundo usando apenas o tom de voz.

Aparentemente ele não estava, mas poderia, se quisesse.

Ele falava um inglês tão apurado que nos deixou com a certeza de que, se ousássemos falar qualquer coisa achando que estávamos mandando bem, tomaríamos uma reguada nos dedos. Moral da história: melhor baixar a bola.

#3. Share is (s)caring

Quando eu ouvia que a economia do compartilhamento era a economia do futuro, que isso fazia sentido para todas as partes e que era lindo e maravilhoso, eu não acreditava tanto. Veja lá, sou mãe e sei dos perigos de romantizar situações como fazem com a maternidade, por exemplo. Compartilhar suas coisas, sua vida e sua rotina não é apenas difícil, como também é um exercício de desapego diário.

Abrir a casa para o Airbnb (e no nosso caso foram todas as 3 casas em que moramos, em 3 cidades diferentes) não é apenas “alugar o quarto” — ou pelo menos não deveria ser. É abrir-se para o outro, abrir seus defeitos, suas manias, seus controles e encontrar um pouco de si no outro e, claro, se deixar encontrar também.

Uma situação em especial ainda me deixa com um pequeno nó por eu não ter sido tão legal. O objeto divisor de águas era Nutella (ou Doce de Leite, não lembro) e uma guerra silenciosa pelas colheradas. Eu travava sozinha uma guerra fria com Rui, um hóspede que levou nosso coração. Ele comia minha Nutella, eu ficava chateada. Não era por mal, depois descobri que meu mau humor constante era por causa do glúten (que aliás eu me livrei, obrigada). Nunca tive coragem de pedir desculpas por ter criado qualquer constrangimento — é vergonha demais temer dividir a Nutella, mas aprendi a ser mais complacente depois disso. Então, Rui, se você estiver lendo, desculpe por ter me apegado demais àqueles doces, você sempre será bem-vindo na nossa casa e a partir de agora, com todas as Nutellas e Doces de Leite que eu puder oferecer como desculpas pela minha falta de benevolência. Mas saiba que eu aprendi muito com aquilo.

Óbvio que tivemos hóspedes com quem pouco falamos ou nos relacionamos, seja pela agenda ou por uma questão de perfil. Mas acontece que, mesmo com esses, cada um deixava sua marca ainda que rolasse um esforço para não deixar.

Compartilhar, no nosso caso, foi muito além de emprestar a cama ou o sofá. Foi conversar, fazer chimarrão, abrir a cozinha, aprender que o que é essencial pra mim talvez não seja para o outro e vice-versa.

#4. Mesmo em dias ruins, é preciso ver o lado bom

Seria impossível passar tantos dias com gente estranha em casa e ficar sempre de bom humor. Sabe quando você tá naqueles dias em que não quer ver ninguém ou quando acontece algo tão ruim que fica difícil não chorar? Bom, quando se é host do Airbnb esses dias também acontecem e o agravante é que você está lá com um pessoa que você não conhece precisando da sua ajuda.

Uma dessas situações aconteceu quando recebemos um canadense, o Mikhail. Tive um problema traumatizante no trabalho e, como eu sou dessas, cheguei aos prantos em casa (tipo, soluçando mesmo). Depois de chorar horrores abraçada no Ale, meu companheiro de aventuras, ouvimos a porta abrir. Era Mikhail chegando de um passeio. Ele ia ficar 7 dias conosco e esse era o 3º ou 4º dia. Com a cara ferrada, pedi desculpas, fui ao banheiro, lavei o rosto e tirei um tempo. Mais tarde naquele dia, comemos uma pizza e desabafei com um completo desconhecido. Calma, eu não sou dessas que fala pra qualquer um, na verdade eu não costumo abrir meus sentimentos com ninguém, ainda mais com um hóspede, mas aquele dia foi foda.

A parte boa é que ele era um completo desconhecido e provavelmente não ia me julgar tanto — ainda que julgasse a probabilidade de voltarmos a nos encontrar era bem pequena. A melhor parte é que, apesar de nos tornarmos amigos, foi um completo desconhecido a melhor pessoa para nos ouvir num momento difícil e não julgar por isso. Foi ali que aprendi que tudo bem ter dias ruins, desde que a gente não faça tempestades em copo d’água e mantenha-se firme para olhar o lado bom.

Essa experiência com o Mikhail foi valiosa. Embora o nosso primeiro dia ruim tenha tido eu como protagonista, entendi que ninguém agenda coisas ruins. Elas simplesmente acontecem. Depois disso, recebemos um casal de São Paulo que, enquanto estavam em nossa casa, perderam um ente querido. Outra vez, a mãe de uma hóspede teve um sério problema, que a obrigou a voltar no primeiro dia. Por causa de experiências assim aprendi que dar suporte a quem a gente não conhece tem uma fórmula que se aplica a quem a gente ama: respeito, ouvidos e água. Sentar ao lado e se mostrar presente em momentos assim pode fazer toda a diferença, mesmo para um desconhecido.

#5. Comida: a linguagem universal

Chen era um chinês esperto. Dava aula de português na China e no Brasil trabalhava como intérprete. Tinham uns 25 anos e MUITOS temperos na mala. Ia ficar 7 dias conosco antes de voltar pra casa. Numa noite fomos agraciados com um legítimo hot pot - uma sopa apimentada típica da China.

Chen adorava cozinhar e na sua hot pot ia anel de lula a todo custo. Eu não sou muito fã de nenhuma comida que vem do mar (frescura, eu sei), mas não seria educado recusar. Enquanto ele fazia o hot pot, nossa casa se enebriava com um cheiro adocicado mas suntuoso. O nariz aquecia por causa da pimenta fervendo na panela e tinha tantos vegetais em cima da bancada da cozinha que eu não poderia enumerar nem se eu quisesse. Numa das panelas ele colocou vários temperos apimentados a ferver na água e na outra, uma sopa de legumes, cogumelos e o famigerado anel de lula. A dinâmica era fácil, você pegava os legumes cozidos e cobria com o molho picante.

Era inverno no Rio Grande do Sul (era nossa segunda casa aberta, dessa vez em Porto Alegre). Ou seja, tava frio. Na primeira colherada meu paladar agradeceu a sopa quentinha, mas quando o caldo foi descendo pela garganta eu só podia xingar mentalmente meu guest por aquele tanto de pimenta. Avisei gentilmente que estava deliciosa, mas que era muita pimenta pra mim. Ele, insistente, pediu para que eu tentasse mais vezes e lá fui eu. 
Mas aquela pimentinha desgraçada não ia me pegar dessa vez, me muni com um copo de água e encarei a segunda colherada… Pra minha surpresa foi bom. A pimenta fez as pazes com a minha garganta, rolou um match ali. Tava indo bem até que ele me serviu a lula.

Chen era um cara tão simpático que eu ficava até constrangida de estar xingando-o mentalmente com os mais baixos palavrões por causa daquela lula. “Parece massa”, ele disse tentando me convencer. Tentei me desvincilhar, mudar de assunto, provocá-lo para uma lasanha que estava na geladeira… Chegamos no acordo de que seria apenas um anel e se eu não gostasse, manteríamos a amizade. Provei a lula como se comesse um escorpião. Meu inimigo tava ali, me olhando no prato. “Vai rápido que daí tu já te livra disso”, pensei. Comi, mas hoje tenho certeza de que prefiro a lula no mar e não no hot pot.

A questão é, todo mundo gosta de comer e a comida foi e tem sido um excelente quebra-gelo. Chen me fez descobrir que eu amo hot pot e que não preciso ir pra China pra estar aberta aos novos sabores.

#6. Dá pra viajar sem sair do lugar

Como host do Airbnb descobri que o conflito na Ucrânia é mais complexo do que se imagina. Que no Chile, na época de Pinochet, mesmo dentro das famílias os rebeldes só iriam se descobrir em reuniões secretas. Também soube que tem lugares incríveis em Londres e pouco conhecidos. Aprendi também que na Espanha, a crise talvez seja um pouco diferente do que imaginávamos e que a França tem ilhas lindas e que são, digamos, peculiares com seus donos mafiosos.

Com o Chen, da China, aprendi que os grupos chineses interagem como se houvessem castas, mesmo que de forma não institucionalizada. E com o canadense Mikhail, sobre os princípios básicos do Tai Chi Chuan — que veio da família Tai Chi Chuan.

Também existe um sério problema quanto ao patriarcado em famílias amazonenses, cujos progenitores abandonam os filhos para que as mães os criem, tornando as famílias grupos matriarcais na tentativa de melhorarem as condições. O José nos contou que a contagem de pirarucus é praticamente um mistério para ciência, que trabalha em conjunto com pescadores locais para documentar um método centenário. Na Amazônia também tem um rio fervente — e que isso não é nem um pouco normal em lugares que não tem vulcões. Em Curitiba existem partidos piratas que usam a tecnologia para modificar o sistema político-social aos poucos com o objetivo de criar um ambiente mais igualitário. O Rodrigo, gente finíssima, mostrou que no Brasil tem gente séria e muito boa trabalhando para desconstruir a cultura da corrupção, mas que eu não posso saber tanto sobre isso por que senão ele teria que me matar (adicione risos e um cara excepcional na conversa).

Tudo isso eu poderia ter aprendido viajando, mas não saí de casa. Aliás, era lá que eu deveria estar ouvindo essas histórias todas. Quando a gente se abre para o mundo, o mundo se abre pra gente e não preciso de uma passagem cara, talvez só precise sair um pouquinho da minha zona de conforto.

#7. Criança também pode

Mas e o filho de vocês no meio disso tudo?

Não foram poucas as “recomendações” que ouvimos de gente que não entende muito bem o estilo de vida que o Airbnb proporciona. Afinal, “vocês correm um grande risco expondo o pequeno a desconhecidos”.

É verdade, corremos.

Corremos o risco do Yan se interessar horrores por inglês e hoje falar um pouco sem ter feito nada além de Duolingo (Duolingo, amamos você) e sentar na mesa com gringos. Corremos o risco dele saber que New York é legal, mas que no Canadá neva, congela os cabelos e tem até pinguins. Também corremos o risco de ensiná-lo que existe gente de tudo quanto é tipo e que o mundo é bem maior e mais próximo do que as pessoas costumam pintar. Corremos um enorme risco em ensiná-lo a responder bem as pessoas, ser solícito e tentar encontrar pontos em comum com gente aparentemente bastante diferente dele. Além disso, por causa desses riscos todos, talvez ele saiba manter uma conversação sem fazer manha e ter a liberdade de se retirar, caso ele sinta necessidade disso.

Nesses dois anos e duzentas pessoas, o Yan já falou com muita gente. Já foi elogiado por muita gente e já tomou poucas broncas por não ter sido tão legal com algumas pessoas. Com cuidados básicos essa experiência nos ensinou que, mesmo duvidando algumas vezes, a gente tá indo no caminho certo com ele e ele conosco.

#8. Nem toda oferta no Airbnb é pra todo mundo

Geralmente nosso perfil médio de guests são pessoas que querem ter uma primeira experiência no Airbnb, casais sem filhos e/ou viajantes sozinhos. Embora o Airbnb mostre ser uma alternativa democrática e ampla, ele pode não ser. Às vezes por inexperiência, por pressa ou por dificuldade em nivelar as expectativas, usar o Airbnb pode não ser aquilo que você espera.

No nosso caso, alugamos um quarto na nossa casa. Fazemos home office na maior parte do tempo, temos um filho e a gente vive intensamente lá, tipo, de verdade mesmo. A gente ri, derruba coisas sem querer, janta mais tarde, esquece do almoço, queima o arroz… Claro que nos esforçamos pra manter tudo organizado, limpo e bem adequado para os nossos visitantes, mas ainda assim é uma casa de gente com gente.

Quando recebemos alguém que está na sua primeira experiência, antes mesmo de mostrar o quarto ou a casa, conversamos sobre isso. No nosso caso, dificilmente vamos conseguir passar uma experiência semelhante a de um hostel, afinal, não somos e não conseguiremos ser. Mais distante ainda se for comparar com um hotel. Por isso, se você quer um lugar completamente independente do seu host, escolha locar um local inteiro. Mas se você vai locar um espaço dentro da casa, certifique-se de deixar clara suas expectativas em relação a experiência. Conversando, todo mundo se entende.

#9. Gerenciar uma casa pode ser mais difícil do que parece

Uma coisa é mantermos a casa limpa para nós. A gente não se importa muito com a sujeirinha que fica no batente da porta, muito menos se os livros estão desorganizados sobre a mesa. Mas eu não sei se a Juliana, carioca da gema, sente o mesmo que eu. Aqui no Brasil é comum termos um lixinho ao lado do vaso sanitário, mas sei que isso incomodou um pouco o Cody, um queridíssimo americano do Texas que ficou na nossa casa. Manter a cozinha organizada, os armários limpos, os talheres brilhando e a bagunça de uma criança minimamente organizada não é fácil.

Quando começamos, essas questões surgiam de forma abrupta e sem rodeios. Precisamos de travesseiros novos por que aqueles que temos e adoramos estão manchados. Uma flor no quarto pode fazer toda a diferença para a Sally, australiana que teve uma experiência péssima num (pasme) hotel e precisou encontrar um lugar de dia para a noite. Quem sabe uns lanchinhos, um lixinho, um kit com sabonete e papel higiênico? O espelho tem que ser grande e o ventilador tem que estar sempre limpo. Um cheirinho delicado no quarto… Essas são coisinhas que, quando se mora, não precisam ser ajeitadas por que não incomodam. Mas quando se recebe, precisam ser entendidas, definidas e pensadas para que aquela pessoa se sinta em casa.

#10. Gerenciar uma casa pode ser mais recompensador do que parece

Sei que parece repetitivo, mas é verdade. Quando se abre a casa, se abre a vida. É um misto de novela onde ora se é o espectador, ora o protagonista. A gente torce pro Diogo e pra Larissa que vieram fazer concurso público e faz silêncio pro Matheus estudar. A gente ensina o Diego, mineiro de Juiz de Fora que ganhou nosso coração, a fazer um legítimo chimarrão enquanto ri das piadas dele.

Saí pra jantar com o Fernando e com a Evelyn, depois de cuidar da Princess, a cachorrinha deles, enquanto eles iam fazer uma prova. Faz carta pros primos do Chen em Porto Alegre e ajuda a Valéria a pensar como dar uma guinada na carreira enquanto constrói a vida nova em Floripa — assim como nós.

Essas são todas as vivências que não estão fotografadas, nem documentadas em posts do Facebook, mas que marcaram forte e continuam marcando. A gente brinca que leva o melhor de cada um pra criar um ambiente ainda melhor pro próximo visitante. E assim vai se recompensando mais do que financeiramente por que, embora o Airbnb vá pagar o aluguel desse mês, a gente quer mesmo é que a Luana, o Robson e o seu bebê tenham uma experiência linda quando chegarem no próximo dia 20. Que o Diego, mineiro de Juiz de Fora, volte pra gente conhecer a namorada. Que o Diogo venha contar que passou no concurso e a gente comemore nas praias de Floripa. Que o José dê uma passadinha mais longa pra contar sobre como andam os estudos de contagem do pirarucu. Que a Sally nos ensine mais sobre a forma sustentável de fazendas ao redor do mundo e que toda essa gente volte pra nos contar como tem sido os dias delas e saibam que esse sentimento de casa se prolongou.

#11. Relações são mais poderosas do que a gente imagina

Mas se tem uma coisa que a gente aprendeu com certeza é que as relações humanas são muito mais poderosas do que a gente imagina. Fazer parte do Airbnb nos ensinou que fazer parte de uma comunidade global é muito, mas muito mais incrível do que a gente imagina. O sentimento de pertencer a uma comunidade feita por pessoas e para pessoas, de saber que em qualquer lugar no mundo seremos reconhecidos positivamente por criar experiências humanizadas e dedicadas para os mais diversos públicos não é apenas mera publicidade startupeira. É a esperança de fazer parte de algo melhor, de se tornar algo melhor. A gente sente que tem um pouco da nossa casa em todas as pessoas que a gente encontrou e que a nossa casa também está repleta de coisa delas. Nas paredes, nas memórias, nos hábitos e nos cuidados que aprendemos a ter. Graças ao Airbnb a gente fez amigos que nunca imaginou fazer, trabalhou com gente que nunca acreditou que ia poder trabalhar e trouxe o mundo para mais perto.

Dizer que relações humanas são poderosas não é clichê. É aprendizado que se leva pra vida toda e ensina que podemos ter frequências diferentes, mas de alguma forma mágica e bizarra estamos conectados — seja no Airbnb ou no coração.

Pra terminar esse texto longuíssimo, só podemos agradecer todas as pessoas que passaram por aqui e nos ajudaram a fazer do mundo a nossa casa. ❤

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