Interface e os diálogos do dia-a-dia

Sofia Ferrés no WIAD 17 SP

O WIAD 17 SP aconteceu na Oxigênio, a aceleradora de startups da Porto Seguro. Um ambiente com cheiro de inovação e que combinou perfeitamente com o tema do encontro. Assistimos palestra com temas que iam da linguística com Sofia Ferrés, até Métricas de produto com Willian Sertório. No final deste post vou listar todas elas mas, quero refletir aqui justamente sobre o tema da apresentação da Sofia com o título: "Repare bem no que não digo".

Pequenas perguntas

Todas as interações são pequenos diálogos com o usuário.

Não é de hoje que entendemos que as interfaces são -nada mais nada menos- que conversas, seja qual for a disposição dos elementos, existe sempre uma necessidade de fazer o receptor interpretar as interfaces e responder positiva ou negativamente aos estímulos que provocamos (ou tentamos). Dentro desse contexto é possível concluir que primordialmente devemos pensar na construção de estímulos, ou seja, criar relações humanas, e essas relações (interface) tem muito a ver com os nossos ancestrais e como eles se comunicavam através de imagens representativas.

Linguagem primitiva

A conversa em um interface não acontece semanticamente como em um diálogo presencial, ela é baseado em conteúdo e elementos gráficos, estes também encontrados na linguagem pré-escrita, ou seja, nossos ancestrais já construíam interface, alguns exemplos dos elementos que facilitavam a comunicação:

  • Mnemônicas
    Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar. (wikipedia)
  • Pictogramas
    Símbolos que representam um objeto ou conceito por meio de desenhos figurativos. (wikipedia)
  • Ideogramas
    Símbolo gráfico utilizado no sistema de escrita ideográfico, onde cada elemento pode representar um objeto, uma ideia ou um conceito abstrato.(wikipedia)

O exemplo mais característico, usamos o ícone de disquete sem a palavra "Salvar", era baseado nesse tipo de padrão que os antigos se comunicam, temos como aprender com eles?

Back to the past

Para encontrar soluções mais robustas e concisas nas nossas interface talvez seja interessante aprender mais com a linguagem de símbolos, são estas que fazem a gente entender elementos e interface mesmo antes de usar, tocar, interagir. Elementos esses que ultrapassam a característica visual e transitam na nossa memória, como por exemplo, uma interface que simula um controle de volume.

Nela temos além dos símbolos (pictogramas/ideogramas) também a memória do toque e dos feedback que acontecem ao longo da interação (mnemónicas). São ícones, gestos e feedbacks captados pelos usuários que devem servir de auxílio para a interação.

Dominar estes elementos de linguagem pré-escrita pode nos ajudar a criar essa micro interações que vai exigir menor cognição dos nossos usuários.

Conheça melhor a Sofia Ferrés em uma entrevista no uxdesign.cc

Essas foram as outras palestras

  • Aplicando DT para usar beacons no HC da Unicamp
    Ale Rosa
  • Arquitetura de informação em grandes corporações
    André Malaquias
  • Choice Archicteture: o que são NUDGEs e como eles afetam a decisão do usuário
    Lara Rocha Garcia
  • Maturidade e evolução do mercado de UX no Brasil
    Carolina Leslie
  • O que você faz quando tudo dá errado?
    Ale Nahra
  • UX + Vendas = Customer development
    Willian Sertório

Até ano que vem WIAD :D

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