apostas: dez bandas que você precisa conhecer

Encerrando o ano com uma nova lista de recomendações de artistas pra ficar de olho

André Salles
Dec 10, 2021 · 8 min read

PENELOPE

Sabe aquele pop tão bem feito que te dá vontade de ficar ouvindo no repeat várias e várias vezes? Essa é a música feita por Penelope Pettigrew, ou simplesmente PENELOPE, e seu novo “FUCK BOI” é a mais recente adição à sua lista de ótimos singles. “FUCK BOI”, segundo a própria, é uma música de vingança sobre um término — PENELOPE se apaixonou por um ‘amigo colorido’ e as coisas não deram muito certo, como geralmente acontecem nessas situações. Bastante inspirada por baladas e festas na cena queer da sua nativa Austrália, PENELOPE faz um pop que soa quase ‘pesado’: batidas grandes, palmas e eletrônicos vindo de todas as direções e um dinamismo maravilhoso do começo ao fim. A moça soa extremamente confiante em seus vocais e sustenta a produção megalomaníaca de “FUCK BOI” com maestria. PENELOPE, que depois de anos de repressão está finalmente vivendo sua verdade sendo bissexual, usa da sua vivência para escrever suas músicas como fez na ótimo “Straight Until…”. Ela ainda será um nome gigante, e fica aqui que falamos dela primeiro!

Paul Bader

The Fame Monster

De Copenhagen, na Dinamarca, Paul Bader lança agora “No Time For Love”, seu quarto single e todos desse ano de 2021! O moço faz um pop expansivo e com muitas influências do pop comercial dos anos 80 e 2000, e amarra tudo com sua voz grave e vocais confiantes. Citando como influências Charli XCX, Kim Petras, Lady Gaga e Taylor Swift, Paul Bader escreve e produz suas próprias músicas e com isso eleva a noção de ‘bedroom pop’ a novos níveis. Com uma letra que é o equivalente a responder ‘tá tudo bem’ quando as coisas na verdade estão longe de estarem bem, o seu hyper pop é do tipo que fica mais interessante a cada ouvida. “No Time For Love” é sem dúvida sua melhor música até o momento, e apenas o começo de sua extremamente promissora carreira.

Guerilla State

A dupla irlandesa de indie rock Guerilla State tem pouco tempo de vida mas já se mostrou bastante prolífica, tendo lançado um EP e outros quatro singles em antecipação ao seu próximo EP. “Night In The Wild”, seu mais recente, conta a história de um futuro distópico em que uma família tenta escapar de sua cidade em meio a um genocídio. Sempre com um cunho político e um ponto de vista muito claro, as músicas do Guerilla State são quase críticas pertinentes em assuntos como o Governo a falta de informação. Sonicamente, trata-se de um indie rock poderoso com ótimos riffs e sintetizadores que remetem a The Killers e The Cure. O som da dupla, bastante influenciado por britpop, é um que está em constante mudança desde seus primeiros lançamentos, sempre explorando com riffs pesados e sintetizadores criando texturas e camadas interessantes. Com músicas cada vez mais tematicamente complexas, o futuro parece muito promissor para Rory Robinson e Michael Dalton

Meiv

Uma dupla formada entre Tokyo e Hong Kong, , o primeiro trabalho completo do Meiv chega pra explorar os sons eletrônicos. Uma ótima recomendação pra fãs do experimentalismo explorado por nomes como 100 gecs, mas levado a um passo além, o Meiv faz uma música que não é pra todo mundo. Seu som é extremamente complexo em suas camadas e mais camadas de eletrônicos, vocais sussurados e muitas vezes inaudíveis, com percussões ora fortes e marcantes e ora inexistentes. serve pra desafiar os ouvintes do glitch pop e trazer uma perspectiva extremamente original ao gênero. Faixas como “Lies Ties (All You Need?)” trazem guitarras quase punk ao mesmo tempo em que ainda fazem com que os elementos eletrônicos sejam o destaque. Em “Dr. Funnyland” temos talvez o momento mais acessível do álbum, uma música que traz uma produção mais próxima do pop convencional. O Meiv com seu primeiro registro , mira em estar um passo à frente do que os mais experimentais nomes do indie pop estão fazendo atualmente. A instrumental faixa “Gardener” sendo, talvez, o melhor exemplo disso e traz uma mistura de guitrras distorcidas com eletrônicos estranhos e consegue transformar esses sons em algo único. fica como um dos mais interessantes debuts do indie pop experimental em anos, e a reputação do Meiv se consolida a cada lançamento.

Betty Moon

Anacrônico

A californiana Betty Moon já é, na verdade, uma veterana com uma carreira de respeito: seu primeiro álbum é de 1991 e ela tem uma fanbase cult bastante significativa! Entretanto, foi apenas nos últimos anos e principalmente após o lançamento de que a moça finalmente começou a receber a atenção que sempre mereceu. é seu trabalho mais recente, no primeiro semestre de 2021, mostra um rock quase stoner e vocais impecáveis. Como se a Lorde estivesse cantando com o Kyuss, o som de Moon transita entre o rock com ótimas pitadas eletrônicas muito bem colocadas. Faixas como “My Only One” exploram percussões dançantes entre os riffs de guitarra, enquanto “Screamatorium” vai direto pra um hard rock viciante. Com lindas influências e um álbum extremamente coeso e interessante do começo ao fim, Betty Moon aqui entrega um trabalho maravilhoso que promete elevar seu som ainda mais e trazer novos fãs, ao mesmo tempo em que agrada quem já a conhecia há tempos.

Willow Woodward

Seguindo o ótimo álbum de 2020, a jovem americana Willow Woodward nos presenteia com seu novo EP . Fazendo uma mistura de folk, americana e pop, Woodward nos traz cinco novas faixas (e um remix da maravilhosa “Fade”) que esbanjam a mesma delicadeza e atenção aos detalhes que ela sempre fez. Explorando e experimentando tanto com produções mais voltadas para o pop (“Way We Were”) quanto para o americana e folk sutis (“Daybreak”), Woodward mostra em seu EP uma continuação natural do caminho que vem trilhando — e amadurecendo cada vez mais nesse processo. traz colaborações com nomes como Smith Curry e Craig Wilson, que já trabalharam com Taylor Swift, e trazem sua assinatura e experiência às canções aqui apresentadas. “Closed Book” se destaca como minha favorita pessoal do EP, com uma produção e letra bastante swiftianas (bem na intersecção entre e ), mas ainda mostram uma originalidade à visão de Woodward. A estrela aqui é a própria Willow Woodward que mostra que não veio pra brincadeira e sabe muito bem o que quer e o que está fazendo.

Stereo Ghosts

“Know I Will” é o single de estreia do quarteto britânico Stereo Ghosts, liderado por Six Tales. O som feito pelos moços oscila entre o indie rock e o emo, trazendo elementos de punk e grunge da medida certa. Em menos de quatro minutos eles já mostram um talento de sobra com uma música dinâmica e bastante interessante. Mesmo com pouco tempo de carreira, tendo sido formada apenas em maio desse ano, a banda já conta com uma reputação e tanto em suas apresentações ao vivo. Com ótimas e declaradas influências do indie e rock alternativo desde Radiohead até Bloc Party, Green Day e The Fray, o Stereo Ghosts chega causando um barulho significativo com seu debut. “Know I Will” se mostra um mais do que excelente começo, fazendo com que o nome do Stereo Ghosts se torne um que logo menos será um muito falado. 2022 promete grandes coisas para eles, sem dúvida.

Blonde Diamond

Blonde Diamond é uma banda de Vancouver, no Canadá, que faz um indie pop pra ninguém botar defeito. Misturando os melhores elementos do dream pop com um quase R&B e incorporando isso à uma produção impecável. “Red Flags” é seu mais novo single e ele traduz todas essas suas influências da melhor forma possível, tanto que a música fará parte de seu primeiro álbum que deve sair no começo do ano que vem. O Blonde Diamond já possui dois EPs e diversos singles lançados desde 2016, e é possível perceber a evolução da banda a cada coisa nova. Sendo assim, seu debut completo já é um que deve se encontrar em todas e quaisquer listas de Apostas para 2022.

Alexa Laine

Mood Ring

Alexa Laine é uma artista de indie pop de Atlanta, nos Estados Unidos, e o som que ela faz é um pop delicado e cheio de carisma. Bebendo fortemente do bedroom pop mas com uma produção muito mais polida, Alexa lança “miss me”, seu segundo single, e com ele traz uma leveza maravilhosa. Ótimos elementos de dream pop são incorporados aos sintetizadores e percussões, resultando em uma música bastante atmosférica e belíssima do começo ao fim. Seu primeiro single, “mr. maybe”, de Março desse ano, já se mostrou uma música memorável e “miss me” serve para confirmar todo o potencial de Alexa. Apostando nos eletrônicos e com vocais que lembram os melhores momentos de Lauren Mayberry, a moça faz músicas que ficam na sua cabeça por horas após a audição. Alexa Laine está apenas começando mas com o pé direito e com certeza esse próximo ano trará muita coisa dela!

The Jones Title

O The Jones Title é um quarteto de Nova York que faz um indie rock com fortes influências do britpop, mas que traz um certo ‘peso’ a mais. Seu mais recente trablho é o EP lançado em Outubro desse ano, e nos mostra quatro ótimas faixas — duas já conhecidas de antes e duas inéditas. Ao ouvir o EP, principalmente na faixa título, é possível perceber algo meio Radiohead na fase e também do Muse no começo da carreira. Os quatro rapazes já fazem música juntos há mais de três anos e vem refinando cada vez mais suas composições e produções. se revela um EP curto porém interessantíssimo que aglutina o melhor que sabem fazer: um indie rock muito bem feito cheio de dinamismo e riffs interessantes. As duas músicas que haviam sido lançadas anteriormente foram regravadas para o EP, acompanhando sua produção atual mais madura. Uma delas é “Time”, que já havia sido seu single de estreia no ano passado e segue como um dos destaques do novo EP. “Hear Me Out”, uma das inéditas, se firma como sua melhor composição até o momento e a prova de que o Jones Title sabe usar muito bem suas influências ao mesmo tempo em que se mantem original. O futuro do quarteto se mostra um bastante promissor, e que venha 2022!

You! Me! Dancing!

it’s you! it’s me! and there’s dancing!

You! Me! Dancing!

it’s you! it’s me! and there’s dancing!

André Salles

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the center didn’t hold

You! Me! Dancing!

it’s you! it’s me! and there’s dancing!