on the radar: dez bandas que você precisa conhecer

Dez artistas do indie rock ao house, do pop ao nu-metal para atualizar suas playlists e animar o fim de semana

André Salles
You! Me! Dancing!

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BOO

parece: Imperial Teen, Murder by Death e Bauhaus

O BOO é um quarteto de rock alternativo de Praga, na República Tcheca, que atingiu um sucesso local e fez turnês internacionais no fim dos anos 90. A banda conta com dois ótimos álbuns lançados em 1999 e 2002, e agora após vinte anos retomam as atividades com seu lineup original. “Things” é sua primeira faixa desde seu retorno no ano passado, e mostra uma banda revigorada e pronta para continuar de onde pararam tantos anos atrás. O post-punk feito pelo BOO é bastante denso e intenso, e extremamente interessante — a banda conta com a cellista Andrea Konstankiewicz, e o uso do violoncelo eleva o indie rock feito pela banda a níveis lindos de se ouvir. “Things” marca o retorno da banda ao rock cru encontrado principalmente em seu primeiro álbum BOO e mostra que a banda está melhor do que nunca. Já me encontro aguardando ansiosamente seu próximo álbum completo.

Lucy Clue

parece: The Weeknd, Dua Lipa e Doja Cat

A alemã Lucy Clue lançou seu primeiro single, o excelente “In Your Eyes”, em agosto do ano passado e ele fez um certo sucesso. Seu pop imediatamente remete ao ótimo pop atual feito por Dua Lipa e The Weeknd, firmando Lucy Clue como um nome com um gigantesco potencial internacional. Lucy, que possui raízes italianas, canta “In Your Eyes” principalmente em inglês com alguns versos em espanhol, como o quase rap que ouvimos após o refrão. A moça escreveu “In Your Eyes” juntamente com seu produtor Eddie Vance, conhecido por produzir diversos nomes do cenário rap alemão, e incorpora alguns elementos e batidas característicos no cristalino pop encontrado aqui. Lucy Clue com certeza é um nome que ainda será muito ouvido e falado.

Peter Gural

parece: Peace, Waterparks e beabadoobee

Já contando com um álbum completo e diversos singles desde 2017, o americano Peter Gural, da Philadelphia, faz um indie pop simples e sensível. “Best I’ve Ever Had”, sua primeira música de 2022, não é diferente e segue com um indie pop pra ninguém botar defeito. O moço cita desde Elliott Smith até Mac Demarco como maiores inspirações, e é possível perceber isso. Seu maior trunfo está na honestidade de suas letras, acompanhadas de uma produção que empresta elementos do indie rock e bedroom pop de várias eras, trazendo um sentimento de nostalgia boa a cada acorde. “Best I’ve Ever Had” fala sobre um relacionamento à distância, sobre sonhar com o momento em que se estará com a pessoa novamente. Com uma letra bastante esperançosa e otimista, Peter Gural faz música que tem cara de trilha sonora — e eu quero assistir a esse filme.

Hillsborough

parece: The Kills, The Dead Weather e The Black Keys

A mistura de blues, country e noise rock feita pelo Hillsborough é completamente contagiante. Lembrando os melhores momentos do The Kills em seu primeiro disco, a nova música “Comin’ Back For You” mostra que a banda sabe muito bem como fazer o melhor uso de todas as suas influências. O som que a banda nos entrega segue exatamente de onde seu primeiro single “Trouble Finds Its Way” tinha parado. Uma justaposição incrível de country, americana e blues com toques psicodélicos, a banda encabeçada por Phil Usher e Beata Maglai se mostra mais e mais competente e intrigante a cada acorde. Seu novo single é o segundo de três planejados antes do lançamento de seu primeiro álbum completo, ainda esse ano, e eu mal posso esperar pra ouvir mais coisa vinda deles.

To Hell With Tradition

parece: Jens Lekman, Ben Folds Five e The Decemberists

Com dois álbuns completos em 2020 e 2021, o alemão Achim Hofmeyer lança seu novo single “Paper Cuts”. Trata-se do primeiro single de seu próximo álbum como To Hell With Tradition, Blurred, previsto para agosto desse ano! O moço simplesmente não para, se revelando um compositor extremamente prolífico e fazendo um indie pop rock cheio de sutilezas e nuances que fica cada vez mais interessante. O moço, que já incorporou em seu trabalho influências que vão do country ao rock de garagem, traz agora em “Paper Cuts” uma produção que casa a bateria enérgica com riffs de piano e toques de sintetizadores muito bem colocados que funcionam lindamente. Blurred promete ser mais uma ótima adição à sua bela discografia!

Ordinary // Colours

parece: Death Cab for Cutie, The Boy Least Likely To e of Montreal

“Pacific Division” é o single de estreia do cantor e compositor Justin Chee, de Toronto no Canadá, em seu novo nome. Justin já possui dois EPs e um álbum completo, lançados entre 2006 e 2009 sob seu próprio nome; e agora quase quinze anos depois ele volta como Ordinary // Colours e já recomeça as coisas muito bem. Justin, que no passado já fez música que ia do bedroom pop ao eletrônico experimental, agora se foca mais no lado indie pop lo-fi da coisa em “Pacific Division”. Esbanjando suavidade e delicadeza tanto nos instrumentais quanto vocais, “Pacific Division” conta a história de alguém que decidiu sair de casa em busca de coisas novas mas no fim percebe que está apenas encarando os mesmos problemas em um lugar diferente. Ordinary // Colours se mostra um excelente recomeço para o moço, que sabe misturar elementos do folk, dream pop e ambient music fazendo um indie pop muito interessante.

Sebastian Clarin

parece: Depeche Mode, New Order e Cold Cave

Diretamente de Estocolmo, Sebastian Clarin faz um synthpop que bebe da mesma fonte darkwave do Depeche Mode no Violator. “Teeth (Cyanides)” é apenas seu segundo single até o momento, seguindo o maravilhoso debut com “Aries”, e já anunciou que seu primeiro álbum completo sai ainda esse ano e se chamará Aerial Cuts! Clarin, com seu timbre forte e grave, consegue misturar elementos encontrados no trabalho de Nick Cave e Arcade Fire ao seu synthpop, resultando em um som bastante complexo e interessante. Com uma curta porém bastante forte discografia que evoca desde os anos 80 até a modernidade, Sebastian Clarin com duas músicas já se cimenta como um nome a ser acompanhado de perto. Segundo o próprio autor, seu álbum terá uma sonoridade atmosférica e dançante, caminhando entre o darkwave e a euforia com um tom levemente esperançoso. Ou seja, tudo o que um bom trabalho de synthpop precisa ter e eu mal posso esperar para ouvir mais coisas vindo dele!

Kaisa Rya

parece: Dua Lipa, Bruno Mars e Miley Cyrus

Kaisa Rya é uma cantora pop de Hamburgo, na Alemanha, que começou sua carreira há pouco tempo mas apenas em 2022 já conta com três ótimos singles. Fortemente inspirada por Bruno Mars e Dua Lipa, a moça faz um pop extremamente radiofônico e impecável. “Lips”, seu mais recente, trata-se de sua melhor música até o momento; evocando o mesmo sentimento encontrado em álbums como Future Nostalgia. A moça, que já fez aulas de atuação quando adolescente, traz essa teatralidade e expressividade às suas músicas de uma forma bastante natural e honesta. Com um timbre que lembra de Miley Cyrus a Shirley Manson, Kaisa entrega um pop direto e propulsivo, com ótimas influências e uma produção impecável. Seus anteriores “Ego” e “Nothing” já deram um gostinho, e agora “Lips” afirma com certeza: seu primeiro álbum será um presente aos fãs de um pop bem feito!

Blue Bijou

parece: Cut Copy, Portishead e Enya

A música feita pelo francês Blue Bijou é, segundo o próprio um ‘pop electro-romântico’ e realmente não existe forma melhor para descrever seus dois singles até o momento. O moço, treinado em violoncelo clássico e piano desde criança, se firma como um produtor soft-eletrônico de respeito com as músicas “Better Days” e “The Skyline”, ambas lançadas nesse ano de 2022. Com uma mistura de música clássica, eletrônicos dos anos 70 e 80 e uma sensibilidade pop maravilhosa, o Blue Bijou faz uma música que soa como um casamento entre o house/EDM com dream pop. “The Skyline”, sua mais recente, conta com vocais da cantora Madeleen e traz uma linda sutileza à música de Blue Bijou. As composições de Bijou, mesmo a instrumental “Better Days”, se mostram bastante delicadas e sensíveis, fazendo com que sejam a trilha sonora perfeita para se desligar do mundo por alguns minutos.

Abandon the Fall

parece: Linkin Park, Deftones e All Time Low

Abandon the Fall é o projeto solo do americano Juan Espinoza que começou lá por 2018. Desde então, Espinoza já lançou dois EPs e diversos singles sendo “Devours You” seu mais recente e primeiro de 2022. A banda, que cita KoRn, Deftones e Nine Inch Nails como influências, tem um som que utiliza de uma forma muito bacana o melhor do nu-metal e o casa com o pop-punk emo da melhor maneira possível. Com seu singles passados, o Abandon the Fall já atingiu uma certa notoriedade e comparações a nomes desde Enter Shikari até 30 Seconds to Mars, apenas ilustrando ainda mais a diversidade sonora encontrada aqui. Abandon the Fall nesse momento é uma das maiores provas de que ainda dá pra ser criativo e trazer novidades ao emo de uma forma natural, orgânica e bastante honesta.

Esta matéria foi feita através do Musosoup e o movimento #SustainableCurator. Saiba mais aqui.

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