on the radar: dez bandas que você precisa conhecer

Do post-rock ao indie pop e metal, uma nova seleção pra você ouvir no fim de semana

André Salles
You! Me! Dancing!

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Elizabeth Winterbourne

parece: boygenius, Phoebe Bridgers e Japanese Breakfast

A americana Elizabeth Winterbourne lançou seu primeiro EP, Christina’s World ano passado e trouxe um indie folk bastante delicado em quatro faixas belíssimas. A moça, que atualmente reside em Nova York, agora nos presenteia com seu novo single, “Evergreen”. Sua mais recente música conta com uma produção mais completa e complexa do que ouvimos em seu EP, resultando em um som riquíssimo que complementa muito bem sua voz e violões dedilhados. Aqui temos percussões fortes e elementos como sintetizadores que ajudam a dar esse ar mais recheado ao seu som. É uma música simplesmente incrível, quase uma reinvenção na melhor das direções. “Evergreen” com certeza é o que fará Elizabeth Winterbourne se tornar um nome de peso na cena indie musical.

Higgs Field

parece: Biffy Clyro, My Chemical Romance e A Day to Remember

Diretamente de Gambier no sul da Austrália, o quarteto Higgs Field lança seu primeiro single de 2023. “Us Forever”, de acordo com a própria banda, é uma canção de amor cantada do ponto de vista de um serial killer. Com lindas influências que vão do emo ao metal, o indie rock alternativo feito pelos caras é bastante direto ao ponto. Uma produção impecável, “Us Forever” mostra que a banda está amadurecendo e evoluindo — se tornando mais interessante a cada lançamento. Seu primeiro EP de 2021, Paracusia, já havia mostrado um enorme potencial em sete faixas e agora eles retornam para se firmar como um nome pra ser observado de perto dentro da cena do rock alternativo.

Civil Wray

parece: Fiona Apple, Angel Olsen e Weyes Blood

Civil Wray é o projeto solo da canadense Andrea de Boer, que já conta com um álbum/EP lançado em 2017. “Sparkle” é seu novo single, seu primeiro lançamento desde então, e trata-se de uma música bastante rica em detalhes. Seu primeiro EP possui influências declaradas de Fiona Apple e David Bowie, mas agora “Sparkle” mostra um novo som mais calmo para a moça. Produzida por Matt DeMatteo, “Sparkle” trouxe elementos etéreos de dream pop ao som de Andrea e tudo funciona muito bem. Bastante cinemática e dinâmica, “Sparkle” é um excelente recomeço — e uma ótima notícia é que a moça está preparando um novo EP com cinco faixas ainda para esse ano!

Saves the Witch

parece: Explosions in the Sky, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Radiohead

Saves the Witch é um projeto principalmente instrumental do guitarrista e produtor americano Eric Maynes. Concebido de forma solo durante a pandemia, o músico já conta com dois álbuns completos e alguns singles que mostram toda a sua criatividade em misturar gêneros. Firmado no post-rock, Maynes combina elementos também de shoegaze, lo-fi e post-metal; trazendo um som bastante cinemático e dinâmico em constante mudança. Seu mais recente single é a maravilhosa “It’s Dangerous to Go Alone, Take Me”, que cai mais em seu lado delicado e calmo com melodias e distorções belíssimas e mais interessantes a cada segundo. Saves the Witch segue fazendo um post-rock único, que sabe quando colocar o ‘rock’ em ‘post-rock’ e quando dar espaço para notas esparsas e calmas como poucos.

littleuniverses

parece: Hope Sandoval, Tori Amos e Laura Veirs

A talentosa cantora e compositora canadense littleuniverses lançou agora seu primeiro álbum completo, após uma série de EPs e singles desde 2019. Seu álbum traz uma atmosfera sombria que é a culminação de tudo o que ela já fez até o momento — mesclando elementos de folk, rock alternativo e slowcore. Com semelhanças a artistas como Tori Amos, seu primeiro trabalho completo é absurdamente rico em detalhes e nuâncias, explorando todo o potencial já apresentado pela moça antes de uma forma intimista e minimalista. Produzido por Randall Dunn (Sun O))), Zola Jesus), littleuniverses é um álbum belíssimo e extremamente delicado. De seu maravilhoso lead single “Sword” até o spoken word experimental de “Snowflakes”, littleuniverses cria realmente seu próprio universo e nos leva em uma linda e etérea jornada.

Cormac Todd

parece: Tegan and Sara, Death Cab for Cutie e Ra Ra Riot

“Confessions” é o título do novo single do britânico Cormac Todd, um ótimo indie pop leve mas profundo ao mesmo tempo. Escrita sobre o delicado e universal tema ‘fim de um relacionamento’, “Confessions” é uma música bastante pessoal e passional. Seu som é um indie pop recheado de sintetizadores animados e uma batida propulsiva que traz um contraste interessante ao seu tema lírico. Soando como uma interessante cruza entre o indie rock dos anos 2000 com a modernindade do synthpop atual, “Confessions” é marcante e viciante. Em seu primeiro single desde a ótima “Lifeboat” em 2021, Cormac Todd nos mostra todo o seu talento e nos deixa querendo ouvir mais.

Slightest Clue

parece: Imperial Teen, Metric e that dog.

Slightest Clue é um quarteto de Vancouver, Canadá, que lançou seu primeiro EP Twin Silver ano passado e com ele vieram algumas mudanças. “Just Fine”, lançada pouco tempo antes do EP, foi a primeira música da banda cantada por sua baixista Hannah Kruse e também marca uma nova maturidade em seu som. Fortemente inspirada e influenciada pelo indie rock alternativo dos anos 90 e 2000, o EP e “Just Fine” foram ótimas decisões tomadas pela banda. Com um som leve e divertido que ainda se leva a sério, recheado de riffs e melodias grudentas, “Just Fine” é o tipo de música capaz de transformar seu humor e melhorar seu dia.

Bethan Lloyd

parece: Björk, SOPHIE e Caroline Polachek

“No Umbilical” é o single novo da artista galesa Bethan Lloyd. Um eletropop infeccioso e divertido, a música segue como mais uma em uma série de lançamentos ótimos vindos da moça. Inspirada em sons eletrônicos, glitch e hyperpop mas sem nunca soar exagerada, “No Umbilical” é exatamente o tipo de indie pop que consegue parecer novo e atual. O primeiro EP lançado por Bethan em 2019, Vessel, foi cantado principalmente em galês e trouxe sons que remetiam a Enya e Björk — muito interessante de se ouvir, mas seus singles subsequentes mostram que a moça se afastou um pouco desse som. Na verdade, Bethan conseguiu achar um equilíbrio excelente entre suas raízes experimentais e um synthpop acessível e divertido, e “No Umbilical” é exatamente esse glorioso momento.

Naia Lika

parece: Dua Lipa, Camila Cabello e Ariana Grande

Naia Lika é uma cantora de Los Angeles que lançou agora seu primeiro single, a ótima e ensolarada “Gas Station Bouquet”. Misturando pop, soul e R&B, Naia se lança na cena musical com um single impecável e confiante. Citando desde Leon Bridges até YEBBA como influências, “Gas Station Bouquet” mostra uma cantora já com cara de veterana, com um instrumental rico em detalhes e mais interessante a cada ouvida. Seu debut é uma excelente estreia que com certeza firma Naia Lika como um nome a ser observado de perto na cena pop atual. Potencial para explodir dentro do mainstream ela com certeza apresenta, e com apenas uma única música até o momento.

Daisy Cools

parece: Hello Saferide, Belle and Sebastian e Allo Darlin’

Daisy Cools é uma cantora dos Países Baixos que atualmente reside em Portugal, e já conta com uma vasta carreira musical. Sua banda atual se juntou em 2014 quando Daisy lançou seu EP Eternal Newcomer, que trouxe uma nova visibilidade à moça. Seu som é bastante influênciado pela cena indie pop rock europeia, trazendo elementos que remetem ao chamber pop de atos como Belle and Sebastian. “Shut Out”, seu novo single, é uma verdadeira gema contando com uma produção impecável e cristalina. Melodias leves e marcantes, guitarras e pianos — “Shut Out” brilha com sua simplicidade e mostra que Daisy está em seu melhor momento.

Esta matéria foi feita através do Musosoup e o movimento #SustainableCurator. Saiba mais aqui.

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