Prazer, eu sou São Paulo

Michel Porcino
Oct 3, 2017 · 5 min read

E nós somos a comunidade de startups de SP!

Há um tempo atrás, numa conversa sobre ecossistema de startups, me disseram que São Paulo tinha um ecossistema forte, porém pouco conectado e nada vibrante. Lembro de ter anotado isso no meu caderno…

Procurei entender o significado daquilo porque eu sabia que o ecossistema de startups em São Paulo já existia há muito tempo.

Os fundadores do Buscapé, em 1998: Romero, Takahashi, Rodrigo e Mario.

Mesmo antes da bolha, na década de 90, já tínhamos Totvs, Cyber Cook, Mandic, Locaweb, Terra, ObaOba, Viajanet, Buscapé, e outras empresas nascentes que hoje são gigantes. Na década seguinte, surgiram e-commerces como Netshoes, Baby.com.br, Dafiti. Tivemos o boom de sites de compra coletiva, e feitos memoráveis, como a IPO do Submarino e o exit do Buscapé.

De lá pra cá, o ecossistema de São Paulo ganhou maturidade, com a entrada de Corporates, o fortalecimento das aceleradoras e de investidores (Astella, BossaNova, Redpoint, Monashees, Kaszek, e.Bricks, House of Fintech), o crescimento da cultura de investimento-anjo, os exits da Moip, Linx e o IPO da Netshoes na Nasdaq e o surgimento de nova safra de startups como Iugu, Memed, iFood, Creditas, Gupy, Broota, Getninjas, 99, Dress & Go, Mobly, Kekanto, VivaReal, Nubank, Loggi, GuiaBolso, Netshow.me, Catarse, 33/34 e tantos outros empreendimentos que admiro.

Apesar de o ecossistema ser muito forte, o nascimento do senso de comunidade é mais recente. Uma comunidade de startups é formada por líderes e empreendedores que trocam informações e colaboram para crescer juntos, que organizam e participam de eventos e ações em prol da comunidade, onde prevalece espírito de abertura, colaboração, #givefirst e #giveback. Percebo uma nova geração de startups com esse mindset em São Paulo. Aqui não temos uma única comunidade, mas várias.

Comunidade de startups das Residentes do Google Campus, Comunidade de startups do CUBO, Comunidade do Prêmio Mulheres Tech em Sampa, Comunidade dos Farmers, Comunidade de Aceleradas da Liga Ventures, da ACE, da Artemisia, da Quintessa, Comunidade de Startups do SP Stars, Comunidade de Startups da Plug.co, Comunidade de Startups da PUC, Comunidade de Startups do SEBRAE, e por aí vai.

Organizadores de Startup Weekends em SP

Uma comunidade também é formada por lideranças que dedicam seu tempo para fomentar o ecossistema. Voluntários que organizam os Startups Weekends, House of Genius, TEDx, Jams, Creative Mornings e Silicon Drinkabout. Mulheres que apoiam outras mulheres como a Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora, e novas iniciativas como a Programaria da Iana Chan, o WomensAge da Carol Morandini, a UPWIT da Carine Roos e B2Mamy da Dani Junco. Pessoal do Amani que organiza Fuck Up Nights, além de iniciativas como Startup in School da Jaci Cruz e o BlackRocks, da Maitê Lourenço. Líderes que puxam meetups sobre fintech como Bruno Diniz ou healthtech como Fernando Cembranelli, organizam hackathons, como Fernando Tomé e a Marcia Golfieri e os que fazem eventos para empreendedores como André Monteiro, do Brazil Innovators, Ju Lima, da Plug, Rafa Ribeiro e Vinck da ABStartups.

Quer eventos da comunidade, procure no Impact Hub, Wayra, Plug, CUBO, Oxigênio, Google Campus, WeWork, Clube de Negócios, Design Echos, Oddball, ABStartups, Endeavor e House of Work. Aqui temos startups que ajudam empreendedores, como Gama Academy do Gui Junqueira, MasterTech da Camila Achutti ou Tera do Leandro Herrera. Aqui você encontra eventos incríveis como CASE, Youpix, BRNewTech, Campus Party e São Paulo Tech Week, além dos principais portais sobre startups como Startupi, PEGN, Link e StartSe.

Temos empreendedores que voltam para apoiar o ecossistema como Flávio Pripas (fundador da Fashion.me hoje no CUBO), In Hsieh (fundador da Baby.com.br hoje realizando missões de startups para China), Rodrigo Borges (fundador do Buscapé hoje no fundo DOMO), Romero Rodrigues (fundador do Buscapé hoje na Redpoint) e tantos outros.

E vale citar iniciativas incríveis que acontecem nas nossas universidades para gerar novas startups, como PUC Startups e NEU USP, além de ações na FIAP, FGV, Mackenzie, FECAP, EBAC, ESPM, Faap e várias outras ligas empreendedoras universitárias.

A cidade está aberta para abraçar talentos de outras cidades, desde empreendedores estrangeiros como Juan Bernabó (Germinadora), Paul Malicki (Flapper), Miklos Grof (Campus Inc.), Ann Williams (Creditas), Shane O’Grady (Love Mondays), David Vélez (Nubank), Brian Requarth (VivaReal), Yan Di (Baidu), Sergio Furio (Creditas), Christian Wolthers (ZenApp), Thibaud Lecuyer (Dafiti), Kai Schoppen (Infracommerce), Benjamin Gleason (Guia Bolso) e Florian Hagenbuch (Printi), como também lideranças de outras cidades que adotaram a cidade ou são muito ativos aqui como Preta emmeline, Vinicius Machado, Edson Mackeenzy, Vitor Andrade, Nara Iachan, Tony Celestino, Dany Carvalho, Horacio Poblete e João Kepler.

Sim, São Paulo é muito grande e temos como desafio conectar todas essas iniciativas e comunidades de empreendedores. Mas não se pode negar que a nossa comunidade de startups tem se fortalecido nos últimos anos. Ainda não temos um nome de batismo, nem sei se isso é necessário. Enquanto todo mundo quer ser o “Vale do Silício do Brasil”, queremos que São Paulo seja cada vez melhor para quem quer empreender numa startup.

Não demorou muito para perceber que, na verdade, já haviam muitas pessoas trabalhando para melhorar a comunidade, diversas iniciativas já estavam acontecendo. Faltava apenas aproximar os diferentes players. Não é verdade que os empreendedores em São Paulo não são colaborativos, apenas era preciso criar mais ambientes que proporcionassem essa troca.

Comunidade de mentores e startups do SP Stars

Para comprovar isso, basta contar o número de mentores voluntários e horas dedicadas nos Startups Weekends e nas mentorias abertas do CUBO, do Campus, do SP Stars (mais de mil horas e 300 mentores), do Circuito Startup SP, na Wayra, Liga Ventures, ACE e Startup Farm, além dos voluntários jurados em competições de startups, para ver que o espírito de #givefirst e #giveback vem tomando conta do ecossistema.

Temos que ter orgulho da comunidade que estamos construindo nos últimos anos e humildade para reconhecer os nossos desafios e o tanto que temos para aprender com outros ecossistemas do Brasil e do mundo.

Fato é que somos São Paulo e estamos construindo uma comunidade cada vez mais forte e colaborativa. Uma comunidade aberta. Somos ZeroOnze.

Michel Porcino

Criou o IPROS (organização para fomentar novos empreendedores), o SP Stars (Programa de mentorias que apoia 100 startups por ano com uma rede de 300 mentores voluntários), a São Paulo Tech Week (Festival de inovação da cidade de SP), o Prêmio Mulheres Tech em Sampa e a Casa das Empreendedoras (iniciativas que fomentam a participação de mulheres no ecossistema de startups).


Originally published at medium.com on October 3, 2017.

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Michel Porcino

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