Como conquistar um UX Designer

Um glossário com os principais conceitos de UX para nunca faltar assunto


Não sei se você já ouviu isso por aí, mas UX Designers são pessoas maravilhosas. Nunca conheci um profissional dessa área que não tivesse, pelo menos, três ótimas qualidades.

Exceções às favas, UXers são inteligentes, educados e naturalmente curiosos. O fato de serem constantemente preocupados com outras pessoas é ainda mais encantador.

Se você já fisgou ou quer fisgar o coração de um(a) UX Designer; se você quer simplesmente saber por onde começar a puxar papo com aquele seu colega que sabe dos paranauê da usabilidade; ou, ainda, se você está flertando mais com a profissão do que com o profissional, pode precisar de uma ajudinha para entender alguns jargões e termos técnicos.

Depois de ler essas 8 dicas, assunto para conversar com um UXer é o que não vai faltar. Difícil vai ser decidir se é você quem vai seduzir o UX Designer ou é a UX que vai seduzir você.

É mesmo, miga? Me conta.

O pequeno glossário amoroso…

1. Design Clean

Iniciar o papo já sabendo que, para ser “clean”, o design não precisa ser branco quebra a barreira inicial e soma pontos para o flerte. Um design “clean”, como o próprio termo sugere, é um design mais limpo. Ou seja, com menos elementos, objetos bem distribuídos e organizados de forma harmônica. Isso facilita a compreensão do usuário.

Flat design

Para continuar o papo, emendar o assunto “Flat Design” ao “Desgin Clean” é uma boa pedida. O “clean” não tem obrigação de ser plano, como o Flat Design, mas os dois defendem que o foco deve estar na “leveza” da forma e, principalmente, no entendimento do usuário.

O Flat Design bombou na web em 2013, com o boom do lançamento do iOS7 pela Apple. Foi uma explosão de desenhos planos, cores sólidas e muito minimalismo. Os objetos 3D e as texturas que imitam materiais reais foram substituídos por projetos visuais que valorizam as cores, a tipografia e, claro, a experiência do usuário (ele, sempre ele).

A tendência permanece até hoje e ganhou personalidade nas mãos das grandes marcas, como a Google, por exemplo. E na boca dos UXers, “flat design” ecoa mais do que “bom dia”. Quando você elogia um design “flat” utilizando os termos certos é como se você elogiasse o próprio UXer.

Mindset

Se no momento da paquera você se baseia na ideia que você tem sobre o que a outra pessoa está pensando para tomar uma decisão, você vai dominar este termo com o pé nas costas.

Mindsets — modelos mentais, em tradução livre — são predisposições mentais que determinam a ação do usuário em algumas situações. Ficou difícil de entender? Então vamos simplificar.

Mindset é, basicamente, o processo de entender como o usuário pensa na hora de decidir por uma determinada ação. Isso serve para que o UXer desenhe uma navegação mais intuitiva. O objetivo da ação será sempre o mesmo, mas os caminhos para chegar até ele podem ser diferentes. E este é o momento de pensar sobre isso.

Mindmap

Já o Mindmap — mapa mental, em português — é a ferramenta que os UX Designers utilizam para estudar e entender o mindset do usuário. Nesta etapa, é feito o passo a passo dos caminhos e ações que o usuário faz para chegar a um certo objetivo. A partir daí, começa o desenho da interface.

O que diferencia o mindmap de outras técnicas de compilação e organização de informações é que ele permite representar as ideias de forma harmônica, utilizando as funções cognitivas do cérebro a seu favor.

Wireframe

Decore essa palavra, pois, se o projeto paquera der certo, você vai ouvi-la várias vezes ao longo da vida, até começar a falar também. Daqui a pouco, ela vai sair da sua boca e você nem vai perceber que está usando o termo para nomear o esqueleto de algum projeto.

O Wireframe é uma espécie de protótipo de baixa fidelidade, sem cores ou imagens, que mostra apenas o essencial, como o posicionamento e a hierarquia dos elementos de uma tela. Muito usado pra validar conceitos e fluxos.

Normalmente, é uma etapa que antecede o mockup, que é o próximo termo que você vai aprender para sair por aí, falando como um UX Designer e para não precisar mais fechar as abas de textos interessantes sobre UX porque não consegue entende o que esse monte de palavras estranhas significam.

Mockup

Tem nome de café, pode ser confundido com wireframe mas, na verdade, mockup é o nome dado à representação estática de média ou alta fidelidade.

Os mockups costumam vir depois dos wireframes e são rascunhos muito próximos do produto final. Um mockup bem feito, além de representar a estrutura da informação, já dá uma boa noção de cores, formas e tipografia das telas.

Call to action

Quando a coisa começa a esquentar, é preciso chamar para ação. Nos projetos de UX a regra não é diferente.

A função das chamadas à ação, ou call to actions, é justamente a de conduzir o usuário para a ação desejada. Elas estão por todos os cantos da internet e podem vir em forma de botões ou links com frases convidativas, como “compre agora”, “leia mais” e “curtir”. Soa familiar?

Pois saiba que esse conceito é muito importante para quem trabalha com web. Por isso, mereceu um post inteirinho só para ele.

Espaço negativo

Eu sei, esse termo soa como a sensação de levar um “gelo” de alguém, mas pode relaxar, que não é nada disso. Quando um UX Designer disser essa palavra perto de você, não é para pedir espaço ou anunciar que precisa de um tempo.

Os espaços negativos, ou espaços em branco, são as áreas vazias entre os elementos de uma tela. São espaços criados para não serem utilizados. Espaços que dão leveza ao layout e oferecem uma experiência clara e agradável ao usuário.

Dicas de leitura para amar mais

E aí, deu para aprender um pouquinho sobre o significado dos principais jargões usados por UX Designers? Tomara que sim! Se você curtiu o assunto e quer saber mais, não deixe de ler:

  • A nossa mini-série “Por que UX?”. São dois textinhos inspiradores para quem está na área há algum tempo e para quem está dando os primeiros passos rumo ao Fantástico Mundo da UX;
  • O texto “UX Designers são pessoas incríveis”, do Fabrício Teixeira e;
  • Este texto, também do Blog de AI, sobre o “UX Companion”, um glossário em app para os jargões de UX Design.

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