NBB — Semana 25: As transmissões da liga, sucesso através do Facebook

Show em quadra e nas transmissões, a liga nacional supera cada vez mais as expectativas

Campeonato nacional é um exemplo de gestão esportiva para qualquer modalidade (Ilustração: Felipe Haguehara/ Buzzer Beater)

O crescimento do campeonato nacional é evidente e sempre um ponto que salientamos, seja nos textos aqui no Medium, seja nos vídeos no Canal no Youtube. Tecnicamente com a evolução das equipes e no nível dos atletas, ou no esforço da liga em transformar o basquete brasileiro num produto de alta qualidade para um público cada vez mais interessado no esporte em terras tupiniquins salvamos poucas críticas ao manuseamento que a LNB faz do Novo Basquete Brasil. E em tempos de crise e necessidade de recuperação da Confederação, o que fazem com o NBB e a LBF é sensacional, à todos os entrevistados com os quais conversamos há uma resposta quase unânime: “Se tem basquete hoje no Brasil, é por conta do trabalho da Liga Nacional.

Já houveram sim outras situações nessas poucas temporadas de existência da própria liga em que 3 dos 4 jogos das quartas de final foram ao jogo 5. Em 2014–15 foi assim, quando curiosamente a única série que precisou de menos partidas acabou com o Brasília eliminado por 3–1, porém na ocasião foram eliminados pelo Limeira (saudades!).

Valor do patrocínio da Caixa é de 32 milhões até 2020 (Foto: Divulgação/LNB)

De qualquer maneira nunca houve um quórum, uma audiência tão arrebatadora que acompanhasse esses confrontos de tirar o fôlego. Com parcerias institucionais valiosas, como a da NBA, Avianca, Caixa ou Genius Sports; trabalho intenso com as redes sociais; e os jogos sendo transmitidos em TV aberta e Fechada, além das fenomenais transmissões ao vivo no Facebook, não é de se admirar que o campeonato cresça cada vez mais dentre o público basqueteiro, que tende a ser super aficionado, e no próprio valor de mercado do NBB, que sempre devemos levar em conta.

Como já expusemos em uma de nossas reportagens (aqui) e no último de nossos vídeos (aqui), os dados estabelecem uma relação factual com essas palavras bonitas de encorajamento particulares sobre o basquetebol brasileiro. Na temporada 2014–15 supracitada a SporTV, canal pago que transmite as partidas da liga, transmitiu 151 jogos ao vivo, com uma audiência de 1,884 milhão de pessoas; na temporada seguinte, 2015–16, o número de partidas transmitidas diminuiu para 68, mas mesmo assim a audiência aumentou para 1,897 milhão.

E os bons resultados não partem somente do desempenho nos meios tradicionais. Como já disse, a engenhosidade das transmissões pelo Facebook aliadas ao crescente interesse do brasileiro por basquete, seja NBA, seja até videogame, e, também, sem sombras de dúvida no trabalho de mídias sociais da LNB, os resultados vêm apresentando cada vez mais crescentes.

No dia 28 de Abril, na partida entre Pinheiros e Flamengo, uma das três séries que foi para o jogo 5, o NBB registrou sua maior marca de usuários únicos que acompanharam o streaming com 189 mil. O recorde anterior pertencia ao confronto entre Vitória e Campo Mourão na fase anterior.

Na temporada passada a média de usuários únicos por transmissão do NBB na Web foi de 12,5 mil na fase de classificação e 17,8 mil durante os playoffs. Na temporada atual temos uma crescente significativa nesses números. Sendo 31 mil por partida na fase de classificação e, dignos de aplausos, 68,3 mil usuários únicos por partida.

Entendam que o crescimento da liga nessa esfera mercadológica é fundamental, inclusive, para que exista alguma futura subsistência segura para os clubes. Com fãs novos sendo conquistados a cada momento, evoluindo ao ponto do “fanatismo”, num bom sentido, e o valor global de mercado do NBB em ascendência, o que traz investidores não só para a instituição, mas para os clubes que a compõem também; podemos talvez enxergar um momento lá na frente em que equipes não precisem ser desmontadas ou simplesmente desligadas pela saída de um parceiro comercial fundamental, ou, os patrocínios major. A situação ainda é recorrente, equipes que chegaram aos playoffs não conseguiram se manter para temporadas seguintes no histórico do NBB, casos como o de Rio Claro, Limeira, São José ou até o Palmeiras, ainda são possíveis e o maior medo de qualquer projeto construído em algum clube.

O campeonato brasileiro ainda segue pegadas. É preciso, sim, animar-se com o triunfo organizacional da LNB, a mesma liga que em 2009 lançou uma nota que começava da seguinte maneira: “Profissionalizar a gestão do esporte é missão da Liga Nacional de Basquete nesta segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB)”. Existem poucos exemplos de gestão tão profissional quanto a da Liga Nacional de Basquete, principalmente se considerarmos que no Brasil federações de diversas modalidades olímpicas estão malfadadas à déspotas que se mantêm em seus postos por décadas.

De qualquer maneira ainda há o que alcançar. Tecnicamente os times brasileiros superaram com gala ligas consideradas mais fortes, pelo menos nos confrontos diretos nos torneios continentais. Venezuela, Argentina, Porto Rico, Uruguai… há uns bons anos esse países veem mantos representando o brado retumbante no topo dos pódios. Ainda assim esses países têm fãs mais acostumados e relacionados à bola laranja.

A própria Argentina, dona de uma honrosa medalha de ouro Olímpica na modalidade ainda apresenta resultados crescentes em suas transmissões. Segundo a empresa provedora de estatísticas que faz o LiveStats da FIBA, a Genius Sports, o site da Asociación de Clubes de Básquetbol, entidade que organiza a liga nacional argentina, registrou um aumento de 98% na sua audiência global através das estatísticas ao vivo,chegando a ter um pico de 2,5 milhões de sessões ativas.

Porém ver um mercado consolidado no basquete como o dos nossos hermanos se atualizando e conquistando espaços para crescer, só consigo me animar com as possibilidades do NBB caso siga firme com seu modelo de gestão!

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