Vida em comunidades: Aqui tem biscoito!

Humanos são seres dotados de uma coisinha chamada ego. Esse ego se manifesta de várias maneiras, uma das piores é o “sentimento de grandeza”. E se comunidades são feitas por humanos, isso SEMPRE estará presente.

Este é o terceiro e último post da série Vida em comunidades. Você também pode ver os posts anteriores nos links abaixo:

Vida em comunidades: Aprenda a perguntar

Vida em comunidades: Seja ativo, participe!


Nada te faz superior a ninguém

A vida em comunidades de desenvolvimento não é fácil. Principalmente quando alguns se acham melhores que outros.

Um diploma, uma carreira, um cargo, feitos ou um título não determinam que você é superior.

Esse tipo de humano me deixa irritado. Muitos na verdade não fazem NADA pela comunidade, porém sempre estão lá com suas críticas. Críticas que nem construtivas são, muito menos com um bom embasamento. Muitas vezes essas críticas carregam apenas preconceito, intolerância e achismo.

Esse tipo de humano não aceita não ter nada a dizer. Ele precisa SEMPRE ter algo a dizer sobre o assunto. Adora fazer críticas, e não sabe receber críticas. Não consegue ajudar um amiguinho novato, por que acha sua dúvida irrelevante, absurda, burra, estúpida, que nem deveria existir…

Para esse tipo de humano, eu faço minhas as palavras do amigo Fábio Vedovelli: Vá se F**ER.

Todos temos falhas!

Humanos são por definição cientifica, mitológica, histórica, e todos os icas que você achar, seres falhos. Nós erramos, e erramos muito.

Aqui eu me deixo contradizer todo o paragrafo acima. Saber reconhecer seus erros, falhas, preconceitos e falta de conhecimento te faz um humano superior. Superior a todos que não conseguem fazer isso, a todos os babacas que já encontramos comunidades a fora.

Não há bala de prata ou ferramenta perfeita.

Sempre costumo dizer: “Ferramenta boa é aquela que você domina”.
Isso não inválida defeitos ou problemas de uma ferramenta, mostra que para você aquilo tem tido um bom uso, tem resolvido seus problemas.

Eu sou apaixonado por Web, JS, PHP e Laravel. Isso não me impede de apontar os problemas que EU vejo em cada um deles. E muitas vezes os problemas que eu vejo não são problemas para outra pessoa. Esse tipo de coisa eu acho incrível!

Recentemente tenho aprendido muito javascript, node e afins. Acho uma linguagem incrível, com um poder matador. Porém é relativamente muito nova e com uma fragmentação muito grande.
Meu amado PHP sofre do mesmo problema, porém a comunidade e a linguagem tem evoluído muito, e esse problema tem sido cada vez menor. Essa é a vantagem de se ter a “mente aberta” com open-source. Você evolui junto com o ecossistema!

Deixe de ser babaca!

Aqui deixo meu recado bem claro a membros babacas de comunidades: Parem de esfaquear a própria comunidade!!

Sabe aquele “noob” que fez a pergunta mais ridícula da sua vida? Você já foi ele. Ou aquele que fez um pacote tosco cheio de falhas? Lembra quando você não sabia dessas falhas? Quais os pacotes que você já fez para poder criticar o dele?

Dê mais valor aos membros da sua comunidade.

Se no lugar das críticas você ajudar com algo construtivo? Muitos se sentem desanimados por que são completamente execrados com suas contribuições. O mundo seria um lugar muito melhor se nós passarmos a valorizar as contribuições simples. Aquele post que para você pode ser algo banal, para um iniciante pode ser a pedra filosofal do seus problemas e dúvidas.

RTFM não é uma solução em todos os casos!

Sim, muitas pessoas usam ferramentas ou frameworks sem ler a documentação.
Aposto que em algum momento você leu uma documentação e não entendeu nada do que estava sendo dito ali. Isso piora ainda mais quando a documentação não é muito boa.

Quando isso acontece uma simples orientação ou a indicação de um artigo que explique melhor que a documentação determinado conceito é sempre bem vindo.

Não seja ignorante, seja cordial. Lembre-se que do outro lado há um humano como você, e que pode estar passando pelos mesmos problemas e dúvidas que você passou.

Não tem biscoito!? WTF?!

Para aqueles que não entenderam, aqui vai o papo reto para o grupo PHP Brasil no Facebook . Que alem de um “livro de regras” escroto, tem um comportamento de segregação.

Um grupo que presa pelo conteúdo de “alto nível” que APAGA conteúdo que “foge” a seus padrões de qualidade. Porém a verdade esta podando seus membros.

Novos usuários encontram um lugar hostil, onde até pessoas que tentam ajudar são ameaçadas de banimento.

“Números de membros não significam nada, o importante é a ‘qualidade’ dos assuntos discutidos” — Administradores do Grupo PHP Brasil

Eu realmente não me importaria tanto com um grupo desses se não fosse sua visibilidade. Há mais de 12.000 membros.
Fico verdadeiramente triste quando vejo alguém que esta começando, seja com PHP ou com programação, e se depara com um ambiente desses.

Liderança descentralizada e Anarquia coletivista

Sem entrar em aulas de politica, aponto o exemplo que tenho vivido no grupo Laravel Brasil, em especial nosso Slack.

Não possuímos “lideres”, o máximo que temos é um grupo de usuários com a responsabilidade de manter a bagunça em ordem.

Não há regras. Há apenas o respeito humano. No grupo é permitido abordar qualquer assunto. Desde CSS/HTML até I.A. De PHP a Star Wars.
Os membros apenas se mantem em canais organizados.

E o HUEBR é 100% liberado. Por que? Por que somos brasileiros, e para nós tudo é festa e motivo de zuar. Nosso principal canal é o offtopic.

Porém nem tudo são flores, já tivemos nossa cota de problemas. Ataques pessoais a membros, falta de respeito… Más conseguimos lidar com isso.

E já conquistamos MUITO com isso, somos um grupo ativo. Temos pacotes, posts, tutoriais, hangouts… Tudo feito pelos membros. Cada um fazendo sua parte. Nenhum melhor que o outro.

Temos membros que vieram das mais diversas comunidades, membros quem nem Laravel usam. Fico muito feliz sempre que me dizem que nossa comunidade é TOTALMENTE diferente das outras em que eles já participaram.


Finalizo desejando um excelente 2016 para toda a galera do Slack Laravel Brasil! O ano de 2015 na companhia de vocês foi incrível! E que venha 2016 com muito mais!

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