Rebranding Conta Azul: por que?

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Conta Azul | Pequenas Empresas e Empresas Contábeis #PraCegoVer: Imagem divida ao meio, na esquerda o logo da Conta Azul, Conta Azul Pro e Conta Azul Mais ao lado direito uma bolsa com a frase "Torne o complexo simples" escrita no meio com os símbolos da Conta Azul.

Dia 18 de Outubro fez 1 ano que solicitamos o registro das novas marcas da Conta Azul. A jornada até aqui foi de muitas descobertas e a confiança de boas decisões tomadas.

Aos poucos estamos fazendo nossa virada de marca, por isso, queremos compartilhar com vocês o porquê, o como e o que fizemos durante o processo de rebranding.

Antes de mergulhar no “Problema” de Marca da Conta Azul, é importante entender qual é a hora certa de passar por um processo de Rebranding.

Reparem que escrevi “processo” e não “projeto” de Rebranding.

Branding — ou seja, gestão dos ativos de marca — não é um projeto. Não tem começo, meio e fim. É um processo contínuo que tenta impulsionar por meio de estímulos a percepção do público em relação a sua marca. O rebranding vai entrar nesse processo.

Neste artigo vou contar um pouco sobre como foi o processo de rebranding da Conta Azul. Além deste, publicaremos outros detalhando as principais entregas e o caminho que seguimos.

Quando topar um processo de Rebranding?

A estratégia da sua marca deve atender ao negócio.

Se a percepção que as pessoas têm de sua marca pode estar confundido seus possíveis clientes ou mesmo dificultando a entrada nos mercados de interesse, talvez seja a hora de avaliar um processo de Rebranding como parte da estratégia da empresa.

Outros motivos relevantes:

  • Desmembramento, fusão ou aquisição;
  • Gestão de crise — se recuperar de um escândalo;
  • Internacionalização

Os motivos são sempre relacionados ao negócio e não isolados de um departamento.

Rebranding não é fazer um logo novo

Rebranding não é redesenhar o seu logotipo porque você acha ele feio.

Se estamos falando sobre percepção, o processo de Rebranding tem a função de contar a história de que sua marca era “assim” e a partir de agora é “assado”.

O mundo passou por diversas transformações e as relações com as marcas mudaram. Se antes se sintetizava o posicionamento em um Slogan e o trabalho estava feito, agora é necessário dar previsibilidade para as pessoas se relacionarem com sua marca.

Isso significa que a personalidade e atitude da marca também são impactadas. Quando estamos na ponta do iceberg e mudamos o logotipo ou algum ativo que fica em evidência, estamos dando a oportunidade para as pessoas que já conhecem e se relacionam com sua marca pensarem “o que mais mudou?”.

E preciso dizer: isso é perigoso!

Você coloca em cheque tudo que já construiu até ali.

Então, só tope um processo de rebranding se você realmente quer quebrar alguns paradigmas e provocar que as pessoas revisitem o que pensam sobre a sua marca.

Brand image

Se você quer mudar algo, precisa saber o que é esse algo.

Brand Image é um ajuste de conceito para a gente olhar para a Marca em si. Na verdade Brand Image poderia ser chamado só de Brand mesmo. Ou seja, a imagem da sua marca na cabeça das pessoas.

“Sua marca não é o que você diz que ela é, é o que as pessoas dizem que é.”
- The Brand Gap

Então, para saber se você quer passar ou não por um processo de Rebranding, você precisa entender qual a distância entre o que você gostaria que as pessoas percebessem sobre sua marca (sua Plataforma de Marca) e de fato o que elas percebem (sua Brand Image).

Dito isso, primeiro você precisa ter sua Plataforma de Marca. Principalmente no universo de startups — que as empresas começam ‘rápido’ — , é preciso entender que se você não tem sua Plataforma de Marca documentada, comece documentando-a. Descrever as características que sua marca já tem como personalidade, atitude e posicionamento.

Aqui na Conta Azul já tínhamos isso bem documentado.

Isso não é um processo de rebranding ainda. Afinal, se você não sabe onde está, não está mudando a rota.

Depois disso, você cria sua hipótese e explora. Se você não faz um Brand Tracking (pesquisa recorrente de evolução da marca), provavelmente você tem só uma hipótese de que as pessoas pensam xpto quando você gostaria que elas pensassem xyz. Valide sua hipótese antes de começar.

Vamos falar mais sobre isso no próximo post: “Rebranding Conta Azul: como?”

O Problema de Brand Image da Conta Azul

Por que estamos passando por processo de rebranding na Conta Azul?

A Conta Azul foi fundada em 2012, atendendo pequenas empresas para facilitar o controle financeiro. Ok.

A partir de 2015, começamos nos aproximar do mercado contábil, tendo os Contadores como parceiros para ajudar as pequenas empresas. Os contadores podiam nessa época exportar as informações financeiras para fazer a Contabilidade.

Em 2018 lançamos mais uma plataforma, a Conta Azul Mais, exclusiva para Contadores, para ajudar os Escritórios Contábeis a aumentar ainda mais a produtividade, tornando possível fazer a Contabilidade conectada a Gestão Financeira em tempo real, ou seja, sem precisar de exportação. Ok.

Esse caminho todo causou ruído.

De um lado tínhamos Pequenas Empresas que achavam que a gente fazia a Contabilidade em si — o que não fazemos, é o Contador parceiro que faz usando a Conta Azul Mais.
Do outro lado, tínhamos Contadores que suspeitavam que a gente fosse “roubar seus clientes” — o que também obviamente não é verdade.

Olhando para a nossa plataforma de marca, essas questões não eram bem resolvidas.

A nossa plataforma de marca era desenhada pensando apenas no cliente Pequena Empresa e até este momento não chamávamos o Contador de cliente, apenas de parceiro. O tempo tinha passado e a nossa Marca não refletia o caminho do negócio.

Como não estava na plataforma, o desdobramento da comunicação e do produto também ficava confuso.

Ok. Foi aqui que entendemos: precisamos de um Rebranding.

Aproveitamos também o momento para resolver outros aspectos de marca:

  1. Tornar o Contador personagem importante da nova Plataforma de Marca;
  2. Ajustar o posicionamento, agora atendemos dois mercados e não apenas um: MPE e Contábil;
  3. Tornar a Arquitetura de Marca flexível o suficiente para comportar a visão do próximos anos do negócio;
  4. Tornar nosso logotipo único e protegê-lo (o anterior foi criado com uma tipografia pública e não tínhamos um símbolo, ou seja, além da nossa notoriedade, não havia ativos que justificassem legalmente o registro da marca).
  5. Construir a dimensão de Marca Institucional, além da associação do Produto em si, também era um problema (problema muito comum em empresas de tecnologia).

Lançamento do novo posicionamento e logotipos

Em 2019, aproveitamos a Conta Azul Con (nosso evento anual, falamos sobre ele aqui neste post), para lançarmos para o mercado o trabalho novo. Neste evento, contamos com mais de 4 mil contadores.

Lançamento Duas Famílias #PraCegoVer: Vídeo publicado no Youtube mostrando o lançamento das duas famílias.

Mesmo fazendo o lançamento no evento, ainda estamos no processo de gestão e viradas dos novos ativos. Como disse anteriormente, contaremos sobre o desenho do logo, tipografia exclusiva e virada de marca nos próximos posts.

Obrigada por ler até aqui. Você já participou de processos de rebranding? Conta nos comentários como foi sua experiência.

No próximo post, vou contar um pouco da saga que foi colocar todos os decisores da empresa em uma única sala para discutir marca alinhada ao negócio.

Até lá!

Written by

Fighting Complexity. #Design & #Branding. Amante de bons papos regados a drinks. Gerente de Marca @ Conta Azul.

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