<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Amanda Santos on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Amanda Santos on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@amandapsnt?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*_3MfIWIij1MuIHCSHMk_dw.jpeg</url>
            <title>Stories by Amanda Santos on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@amandapsnt?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 19:01:13 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@amandapsnt/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Você sabe qual a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)?]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/voc%C3%AA-sabe-qual-a-import%C3%A2ncia-do-estatuto-da-crian%C3%A7a-e-do-adolescente-eca-16d057090197?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/16d057090197</guid>
            <category><![CDATA[tmjunicef]]></category>
            <category><![CDATA[estatuto-da-criança]]></category>
            <category><![CDATA[case]]></category>
            <category><![CDATA[lei-8069]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 Mar 2024 19:36:13 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-03-14T20:26:55.792Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*JSEc5a_8cK5mooYMebvSOQ.jpeg" /><figcaption>Fotógrafo: Fabiano Cardoso</figcaption></figure><p>O Estatuto da Criança e do Adolescente foi estabelecido Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que regulamenta o artigo 227 da Constituição Federal.</p><p>De acordo com o ECA, as crianças e os adolescentes são sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, e portanto demandam proteção integral e prioritária por parte da família, sociedade e do Estado.</p><p>Nos últimos anos, tivemos marcos importantes como a redução da mortalidade infantil, a universalização da escola pública e o estabelecimento de políticas públicas para enfrentar o trabalho infantil, abuso e exploração sexual.</p><p>Conheça alguns dos direitos assegurados para as crianças e os adolescentes:</p><ul><li>Art. 7º - A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.</li><li>Art. 15. - A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.</li><li>Art. 17. - O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.</li><li>Art. 53. - A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.</li><li>Art. 60. - É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.</li><li>Art. 71. - A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.</li></ul><p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/crianca-e-adolescente/publicacoes/eca-2023.pdf">Estatuto da Criança e do Adolescente</a></p><p>E aí, você já sabia dessas informações?</p><p>#tmjUNICEF</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=16d057090197" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A história das terapias holísticas: como elas evoluíram ao longo dos anos]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/a-hist%C3%B3ria-das-terapias-hol%C3%ADsticas-como-elas-evolu%C3%ADram-ao-longo-dos-anos-11acbe64b831?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/11acbe64b831</guid>
            <category><![CDATA[terapias-alternativas]]></category>
            <category><![CDATA[terapias-holísticas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 04 Mar 2023 00:37:42 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-03-04T00:37:42.154Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>As terapias holísticas estão cada vez mais populares no mundo, mas a história dessas práticas vem de muito tempo atrás. A ideia de cuidar do corpo e da mente de forma integrada é antiga e evoluiu ao longo dos anos. Neste artigo, vamos explorar a história das terapias holísticas e como elas se desenvolveram.</p><h3>O que são as terapias holísticas?</h3><p>As terapias holísticas são um conjunto de práticas que buscam tratar o indivíduo de forma integral, considerando o seu corpo, mente e espírito. Elas surgiram a partir da ideia de que o ser humano é um todo integrado e que todas as partes do seu ser devem estar em harmonia para que ele possa viver bem.</p><h3>As origens das terapias holísticas</h3><p>As terapias holísticas têm origens antigas. Os antigos gregos já acreditavam na importância do equilíbrio entre o corpo e a mente. Eles desenvolveram práticas como a meditação e a yoga, que ainda são usadas hoje em dia.</p><h3>As terapias holísticas na medicina chinesa</h3><p>A medicina chinesa é outra fonte importante de terapias holísticas. Ela tem mais de 5 mil anos de história e é baseada na ideia de que o corpo humano é composto por uma rede de energia chamada de qi. Essa energia deve fluir livremente para que o corpo esteja saudável. As terapias chinesas incluem acupuntura, massagem, fitoterapia e tai chi chuan.</p><h3>A influência da medicina indiana</h3><p>A medicina indiana, também conhecida como Ayurveda, é outra fonte de terapias holísticas. Ela tem mais de 5 mil anos de história e é baseada na ideia de que cada pessoa tem um dosha, que é uma combinação única de elementos. O objetivo da Ayurveda é manter o dosha equilibrado para que o corpo esteja saudável. As terapias indianas incluem yoga, massagem e fitoterapia.</p><h3>O surgimento da medicina moderna</h3><p>Com o surgimento da medicina moderna, as terapias holísticas perderam espaço. A medicina ocidental passou a focar no tratamento de doenças e na cura dos sintomas, deixando de lado a ideia de cuidar do ser humano de forma integral.</p><h3>O renascimento das terapias holísticas</h3><p>Nos anos 1960 e 1970, houve um ressurgimento das terapias holísticas no ocidente. Isso aconteceu em parte devido ao movimento hippie e ao interesse crescente em práticas orientais. As terapias holísticas voltaram a ser vistas como uma forma de cuidar do ser humano de forma integral.</p><h3>O papel das terapias holísticas hoje em dia</h3><p>Hoje em dia, as terapias holísticas são usadas como complemento à medicina tradicional. Elas podem ajudar a aliviar sintomas, tratar doenças e melhorar a qualidade de vida. As terapias holísticas também são usadas como forma de prevenção, já que ajudam a manter o corpo e a mente em equilíbrio.</p><h3>Benefícios das terapias holísticas</h3><p>As terapias holísticas podem trazer diversos benefícios para a saúde física e mental, incluindo redução do estresse, melhora da qualidade do sono, alívio da dor, aumento da imunidade, melhora da digestão, entre outros.</p><h3>Como escolher a terapia holística certa</h3><p>Com tantas opções disponíveis, pode ser difícil escolher a terapia holística certa para você. Algumas dicas incluem pesquisar as opções disponíveis, consultar um profissional qualificado e experiente, e experimentar diferentes terapias para descobrir o que funciona melhor para o seu corpo e mente.</p><h3>Mitos sobre as terapias holísticas</h3><p>Apesar de serem amplamente utilizadas, as terapias holísticas ainda são alvo de alguns mitos e equívocos. Alguns dos mitos mais comuns incluem a ideia de que as terapias holísticas são apenas para pessoas alternativas, que não têm comprovação científica.</p><p>Que tal agendar uma consulta de terapias holísticas? Como terapeuta holística, faço atendimentos de Reiki, ThetaHealing, Fitoterapia, Aromaterapia, Florais de Bach e Cristaloterapia. <a href="https://wa.me/5562982067845">Entre em contato e vamos conversar!</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=11acbe64b831" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Resenha do livro O Coração do Yoga, de T. K. V. Desikachar]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/resenha-do-livro-o-cora%C3%A7%C3%A3o-do-yoga-de-t-k-v-desikachar-d9f718e1a5d8?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/d9f718e1a5d8</guid>
            <category><![CDATA[o-coração-do-yoga]]></category>
            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <category><![CDATA[desikachar]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 17 Oct 2022 23:27:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-10-17T23:27:50.439Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://amzn.to/3yM9UfK">Acesse aqui para adquirir O Coração do Yoga, de T. K. V. Desikachar.</a></p><p>Inicialmente, o livro “O Coração do Yoga” nos apresenta a história de Krishnamacharya, renomado professor de yoga e médico ayurveda, trazendo uma entrevista com seu filho e aluno, T. K. V. Desikachar.</p><p>O principal diferencial do yoga de Krishnamacharya era que ele reconhecia as peculiaridades individuais de cada pessoa, levando em consideração as singularidades de cada aluno no momento de ensinar e permitindo que a prática seja adaptada para servir a pessoa.</p><p>Para Krishnamacharya, o objetivo principal do yoga era bhakti, aproximar o praticante da mais elevada inteligência. Assim, poderiam ser executados ásanas, pránáyámas, mantras e meditações ou não, de acordo com as necessidades e limitações de cada indivíduo, mas o foco deveria ser se tornar um com a figura divina.</p><p>Na primeira parte, somos introduzidos ao conceito e significado do yoga, como “amarrar os cordões da mente” e “atingir o que era antes inatingível’’. Para o autor, toda mudança é yoga, uma vez que nosso objetivo principal com a prática é alcançar algo que ainda não alcançamos.</p><p>Ele também menciona a importância da atenção plena à atividade que estamos realizando, uma vez que o yoga proporciona um estado de presença em todas as ações e momentos, evitando a repetição inconsciente.</p><p>Outra definição trazida é “ser um com o divino”, pois ao sentirmos que estamos em harmonia com uma força maior, isso também é yoga. A prática verdadeira do yoga vai direcionar cada pessoa a um caminho diferente.</p><p>Não existe uma prescrição obrigatória sobre onde e como a prática deve começar, já que isso varia conforme os interesses pessoais de cada um. Uma frase interessante na página 46 é: “Nós começamos onde e como somos, e o que tiver de acontecer acontece”.</p><p>Em seguida, o autor descreve os fundamentos do yoga, citando o Yoga Sutra como principal referência. O yoga, portanto, seria a “habilidade de direcionar a mente sem distração ou interrução”. É interessante destacar que o yoga é um caminho acessível para todos os seres humanos e as questões ligadas à qualidade da mente são universais.</p><p>Com os conceitos de avidya e vidya, entendemos que a experiência humana é baseada na percepção individual, podendo ser uma compreensão incorreta ou uma compreensão correta, respectivamente. Avidya tem relação com as ações inconscientes e normas que aceitamos como corretas, mesmo sem embasamento. O objetivo do yoga é agir corretamente por meio da redução da névoa de avidya.</p><p>Tudo que vemos, experimentamos e sentimos é real, inclusive avidya. Chamamos isso de satvada. Ainda assim, todos os conteúdos e formas estão em um estado de constante fluxo. A mudança é contínua, o que conhecemos por parinamavada. Dessa forma, tudo muda, inclusive a forma como vemos as coisas.</p><p>Existem três meios para nos aproximar do estado de yoga: tapas, que é a prática dos ásanas e pránáyámas; svadhyaya, que é o estudo e conhecimento de nós mesmos; e isvarapranidhana, em que fazemos tudo da melhor maneira possível e com desapego às expectativas dos resultados.</p><p>Ao falar sobre os princípios das práticas dos ásanas, o autor ressalta que a maneira como sentimos as posturas e a respiração é mais importante que as manifestações exteriores do aspecto físico da prática. Duas qualidades importantes dos ásanas são: sthira, estabilidade e atenção, e sukha, a habilidade de sentir-se confortável ao permanecer em uma postura.</p><p>O ideal é praticar as posturas de forma progressiva, reconhecendo as limitações atuais do nosso corpo, pois assim atingiremos mais estabilidade, atenção e conforto de maneira gradual.</p><p>A qualidade da respiração é essencial para yoga, já que ela expressa os nossos sentimentos. Ela é o elo entre o corpo interior e o exterior, por isso precisamos respirar com consciência, plenitude e profundidade. O que almejamos é conquistar a integração entre corpo, respiração e mente.</p><p>Quando pensamos em uma construção cuidadosa de uma prática de yoga, precisamos compreender nosso ponto de partida e onde queremos chegar. Aqui, o planejamento correto, levando em consideração que pessoas diferentes devem executar ásanas diferentes e com inserção de contraposturas, é fundamental para evitar problemas posteriores.</p><p>Uma prática deve iniciar com posturas mais simples, evoluindo gradualmente para as posturas mais difíceis. Além disso, é recomendado praticar um ásana dinamicamente antes de fazer uma prática estática, sustentando a postura. O número de repetições vai variar conforme as exigências e necessidades individuais.</p><p>A respiração pode ser feita em quatro etapas: inspiração, retenção após a inspiração, expiração e retenção após a expiração. A retenção é usada quando queremos intensificar os efeitos de uma postura.</p><p>O descanso é indicado quando vamos fazer uma transição entre um ásana e outro. E, é claro, sempre que sentirmos que precisamos descansar.</p><p>O pranayama envolve exercícios respiratórios que trabalham com o prana, que é aquilo que está em todo lugar, e o ayama, que descreve a ação do pranayama ao alongar e expandir. Como apontado pelo autor, o elo entre a mente e a respiração é o mais significativo.</p><p>Agni é o fogo da vida e está constantemente mudando sua direção na inspiração e expiração. Quando fazemos as posturas invertidas, o agni é direcionado para o apana e tem um efeito desintoxicante. Ao combinar as posturas com os pránáyámas, essa purificação é ainda mais intensa.</p><p>Pránáyáma envolve uma respiração consciente, capaz de regular, acalmar e focar a nossa mente, preparando-a para o estado de meditação. Por regra, os ásanas são executados antes do pránáyáma, mas existem exceções.</p><p>O conceito de isvarapranidhana diz respeito à qualidade do que fazemos no processo, não ao que queremos alcançar, pois as metas podem mudar e devemos estar flexíveis para não nos decepcionarmos. Nossas ações vão adquirindo qualidade conforme praticamos a autorreflexão.</p><p>Uma noção bastante ligada a avidya é duhkha, um sentimento de limitação. O oposto desse estado é suhkha, quando temos uma sensação de leveza e clareza. Para o Yoga, também há o estado kaivalya, quando a pessoa está livre das preocupações exteriores que nos preocupan e geram duhkha.</p><p>Purusa representa nossa capacidade de percepção e visão real das coisas, sem a possibilidade de mudanças. Já prakrti está sujeita a mudanças e abrange toda a matéria existente. O que acontece no meio externo vai nos influenciar, da mesma forma que o que acontece internamente influencia nosso relacionamento com o mundo exterior. Com a clareza de purusa, temos quietude e paz em nós mesmos.</p><p>Outros dois conceitos importantes são os yamas e niyamas. Yama representa atitudes ou comportamentos que devemos ter. O primeiro é ahimsa, a ausência de violência e, mais que isso, a gentileza e consideração pelas coisas. Satya é dizer a verdade, a não ser que isso traga uma consequência negativa para outra pessoa. Asteya é não roubar, não pegar nada que não nos pertença. Brahmacarya é um movimento em direção ao essencial e à verdade. Aparigraha é tomar somente o que seja necessário, sem explorar as situações.</p><p>Os niyamas são atitudes que adotamos com nós mesmos. Sauca é a limpeza, interna e externa. Samtosa é estarmos contentes com o que nós já temos, aceitando as coisas que acontecem. Tapas é manter nosso corpo em forma e purificá-lo, eliminando o lixo. Svadhyaya é estudar a si mesmo. Isvarapranidhana é oferecer suas ações a deus. Os oito aspectos, yamas e niyamas, são desenvolvidos gradualmente e simultaneamente.</p><p>O isvara seria a causa do universo, assim como a manifestação de tudo o que existe e o próprio efeito. Isvara não tem ego e não há nada que seja separado ou diferente dele. É a fonte de todos os conhecimentos e pensamentos. E também é livre do tempo, pois está sempre presente.</p><p>Com o comando da mente, o yogin tem a capacidade de dominar tanto o seu corpo quanto o mundo. Assim, nos livramos das limitações e nos tornamos independentes, senhores de nós mesmos. O objetivo final do Yoga é o samadhi.</p><p>Quando atingimos o nirbija samadhi, os pensamentos desaparecem. Mas, mais importante, o nosso estado da mente tem clareza do conhecimento da realidade. A ignorância, portanto, é eliminada.</p><p>No segundo capítulo, a autora discorre sobre o meio, que seria o instrumento para a liberação. É o estilo de vida de Yoga. Svadhyaya, o estudo dos vedas, faz parte da disciplina diária. A entrega a Isvara, por outro lado, demanda o entendimento de Isvara.</p><p>Pratyahara é quando a ligação entre a mente e os sentidos é rompida. Samyama ocorre quando dhárana, dhyana e samadhi se dirigem a um mesmo objeto, concentrando-se e investigando. Kaivalya é o estado de liberdade interna que o yoga almeja.</p><p>A mente tem cinco níveis: ksipta, mudha, viksipta, ekagrata e nirodha. Nirodha é quando a mente está tão vinculada ao objeto que ambos parecem se fundir. Temos, entretanto, nove obstáculos, antarayas, que enfrentamos em nosso caminho na jornada do yoga. Eles são: doença, dúvida, letargia, impaciência, resignação, ignorância, distração, perda da confiança e incapacidade de dar um novo passo. O autor traz várias possibilidades para o enfrentamento desses obstáculos.</p><p>Por fim, o livro aborda os diferentes caminhos e modalidades do Yoga, demonstrando que quem segue na direção do yoga será conduzido por todos esses caminhos. Faz também uma breve interpretação do Yoga Sutra de Patanjali, que o autor define como o coração do yoga, e traz o Yoganjalisaram, que são ensinamentos de Krishnamacharya e que demonstram que o yoga é mais que posturas, uma vez que abrange todos os aspectos da vida humana.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d9f718e1a5d8" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Resenha do livro O yoga que conduz à plenitude, de Gloria Arieira]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/resenha-do-livro-o-yoga-que-conduz-%C3%A0-plenitude-de-gloria-arieira-6b5cc2fd7d5c?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/6b5cc2fd7d5c</guid>
            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <category><![CDATA[gloria-arieira]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 17 Oct 2022 23:24:33 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-10-17T23:29:06.361Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://amzn.to/3D7v8HP">Acesse aqui para adquirir O yoga que conduz à plenitude, de Gloria Arieira.</a></p><p>Inicialmente, aprendemos que os Vedas envasam a tradição védica e, dentre seus temas principais, está o conhecimento da natureza do indivíduo, da causa da criação e da própria criação. O Yoga seria o estilo de vida capaz de ajudar a pessoa a alcançar esse conhecimento.</p><p>Sutra seria um fio, capaz de unir vários temas, apresentando-os e analisando-os. O Yoga de Patanjali tem oito angas: Yama, niyama, ásana, pránáyáma, pratyahara, dhárana, dhyana e samadhi. Para Patanjali, o Yoga e o Vedanta (conhecimento do absoluto) seriam meios para atingir um objetivo final: a liberação. Para conhecer a verdade, precisaríamos de uma preparação da mente que somente o Yoga proporciona.</p><p>Qualquer conhecimento que temos acontece na mente. Precisamos, entretanto, de um pensamento específico que reconheça que o sujeito e o objeto são idênticos. O objetivo do ensinamento de Vedanta é produzir o pensamento específico de conhecimento do Eu. O estudo e a vida de Yoga são importantes para apreciarmos a realidade do Eu.</p><p>Para alcançarmos qualquer objetivo e conseguirmos a liberação final, precisamos de clareza de objetivo, paciência, firmeza e perseverança. O maior foco do Yoga, assim como o de Vedanta, é o autoconhecimento.</p><p>No primeiro capítulo do Yoga Sutra de Patanjali, o objetivo, entendemos que o objetivo central do Yoga é o comando da mente, mas a liberação final é o último objetivo. Quando alcançamos a clareza de conhecimento, permanecemos livres da ignorância e do sofrimento.</p><p>Para realizar qualquer coisa que almejamos, existem três fatores envolvidos: o esforço, o tempo e o divino. Ao controlarmos os movimentos da mente, estamos praticando Yoga. A verdade do sujeito é a Consciência, a base da mente. A dissolução da dualidade acontece em nirvikalpa-samadhi, quando os pensamentos de sujeito e objeto desaparecem. O controle definitivo é aquele que vem do entendimento da natureza da mente.</p><p>O grande objetivo é que possamos perceber que já somos calmos e completos, superando quaisquer sensações de limitação e carência. É a repetição e a disciplina que nos levam ao sucesso. Quando o indivíduo se funde totalmente com o Todo, alcançamos o samadhi, que é aquilo no qual há dissolução. É a capacidade de permanecer no Eu, em si mesmo e livre de qualquer qualidade.</p><p>No segundo capítulo, entendemos o meio para a liberação. O Eu não é o corpo, a mente e os sentidos, mas sim o que é consciente de tudo e é também autoconsciente. É justamente por nos identificarmos com o corpo que temos medo da morte e não entendemos que somos eternos.</p><p>A Consciência só pode ser uma e é sempre pura, mas pode parecer muitas. Além disso, ela é imutável e não pode ser afetada por nada. Entretanto, não é fácil conhecermos o verdadeiro Eu. Quem está livre de limitação conhece a si mesmo, sendo libertado do sentimento de carência e desamparo.</p><p>Para alcançarmos a nossa libertação, precisamos eliminar toda a ignorância que cria uma identidade entre sujeito (Consciência) e objeto (corpo e pensamentos). O meio para isso é apenas um: o conhecimento discriminativo. Devemos escutar, refletir e contemplar. Para nos ajudar, os oito angas de Patanjali devem ser seguidos.</p><p>No terceiro capítulo, as conquistas, Patanjali aborda os últimos três angas, que em conjunto são chamados de samyama. O yogin deve praticar a meditação todos os dias, buscando conduzir a mente ao samadhi e perceber a realidade única de tudo o que existe. Por meio dessa prática, poderes podem surgir, mas o foco que precisamos ter é a liberação.</p><p>Esses poderes ou conquistas especiais são, na verdade, obstáculos para a liberação. A mente passa por diversas transformações. O que faz a diferença é a força da clareza do conhecimento do Eu e não o controle da mente. As conquistas são: dos elementos, dos sentidos, da natureza. O desapego acontece no processo de aquisição do autoconhecimento. Quando a mente consegue refletir a verdade do Eu, a liberação final acontece e nos reconhecemos como livres e imortais.</p><p>No quarto capítulo, liberação, a autora traduz e comenta o processo de liberação. Eliminamos as tendências que nascem do desejo quando a ignorância é eliminada. A mente é, ao mesmo tempo, a fonte do sofrimento e o instrumento necessário para a liberação.</p><p>A presença constante, a Consciência, é uma verdade imutável e é a base da mente. A realidade também é única e imutável, sendo a pura Consciência. Quando temos o conhecimento claro de quem somos e vemos que somos livres de limitações, a mente nos leva à liberação. Se isso acontece, percebemos que não existe mais nada para alcançarmos. O propósito da vida seria a experiência e o desafio de conquistar a maturidade e buscar a realidade.</p><p>Por fim, temos o texto completo dos Yogas Sutras em devanagari e em português.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=6b5cc2fd7d5c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Análise da participação política das mulheres no contexto brasileiro]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/an%C3%A1lise-da-participa%C3%A7%C3%A3o-pol%C3%ADtica-das-mulheres-no-contexto-brasileiro-f14c81df35e4?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/f14c81df35e4</guid>
            <category><![CDATA[participação-política]]></category>
            <category><![CDATA[mulheres-na-política]]></category>
            <category><![CDATA[política-brasileira]]></category>
            <category><![CDATA[dilma-rousseff]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 21 Sep 2022 18:39:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-09-21T18:39:54.853Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*BTcTdjXgzxlktUG0djaNrw.jpeg" /></figure><p>Atualmente, as mulheres já conquistaram e vêm conquistando inúmeros direitos políticos e sociais em comparação com a realidade há alguns anos. Entretanto, ainda há muito o que ser conquistado para que haja uma equiparação em relação ao número de mulheres e homens que ocupam posições políticas em seus países de origem.</p><p>Em uma recente publicação da Agência Senado, foi afirmado que as mulheres ocupam menos de 15% dos cargos eletivos no Brasil, sendo 15% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 13% no Senado. Já nas assembleias estaduais, temos somente 161 mulheres eleitas, o que significa uma média de 15%.</p><p>Ao mesmo tempo, compõem 53% do eleitorado, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e representam 51,13% da população brasileira, de acordo com o IBGE. Embora a lei nº 12.034 exija um mínimo de 30% de mulheres sendo candidatas nas chapas, isso não parece ser suficiente para que elas realmente sejam eleitas quando concorrem ao lado de uma maioria masculina.</p><p>Desde 1889, data do início da República brasileira, o país teve uma única presidenta: Dilma Rousseff. Eleita em dois mandatos consecutivos pelo Partido dos Trabalhadores, ela sequer pode concluir seu último governo após sofrer um golpe de estado, o que fez com que ela precisasse abrir mão de seu cargo para que o vice-presidente, um homem, assumisse.</p><p>Anos depois, já em 2022, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que “A justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’ – violação de normas orçamentárias –, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política”. A fala foi publicada pela Folha de S. Paulo e consta em matéria da Carta Campinas.</p><p>Basicamente, alegaram que a saída de Dilma seria devido à corrupção, mas na verdade ela simplesmente não tinha apoio político para governar. Enquanto vários homens políticos tomaram e frequentemente tomam decisões questionáveis no governo, uma mulher é considerada incapaz de fazer seu trabalho quando está na mesma posição.</p><p>Essa não foi a primeira vez que Barroso se pronunciou sobre o assunto. Em 2020, ele havia feito uma declaração parecida em uma live promovida pelo grupo Prerrogativas, quando disse o seguinte:</p><p>Evidentemente ela não caiu por corrupção, até porque, considerando o que veio depois… Ela caiu por falta de sustentação política, não havia um mecanismo institucional do presidencialismo para mudança da condução política quando você tem perda de sustentação.</p><p>Ainda hoje, há quem critique Rousseff por motivos sexistas, questionando sua capacidade em assumir a presidência do país. Além disso, muitas vezes é julgada por apoiadores da extrema-direita por ter sido perseguida e presa durante a Ditadura Militar, uma vez que ela se posicionava politicamente desde a juventude.</p><p>Curiosamente, ela é graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas na UNICAMP, embora não tenha concluído a dissertação e a tese dos dois últimos cursos porque já assumia cargos públicos na época.</p><p>Em comparação com os últimos dois presidentes eleitos pelo povo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, ambos sem formação superior, o currículo dela é invejável.</p><p>O papel da mídia também foi extremamente importante nesse contexto, pois a presidente foi massacrada, assim como seu partido, o que levou a uma aversão da população para com o PT.</p><p>Não surpreende que o atual presidente eleito e candidato à reeleição seja frequentemente taxado como machista. Um homem conservador, que se esconde atrás do conservadorismo e de sua religião para defender barbaridades, atacando constantemente os direitos das mulheres.</p><p>Dentre as falas preconceituosas ditas por Bolsonaro, podemos citar algumas, destacadas pelo Congresso em Foco:</p><p>“Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade.”, ao falar sobre o turismo sexual no país e criticar o turismo “gay”.</p><p>“Os gays não são semideuses. A maioria é fruto do consumo de drogas.”, dita em uma entrevista ao jornal El País no ano de 2014.</p><p>“Ela não merece (ser estuprada) porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar porque não merece.”, ofensa contra a deputada Maria do Rosário, tendo sido proferida em 2003 e em 2014.</p><p>O posicionamento do político não é recente. Há anos ele é criticado por agir de forma desrespeitosa e demonstrar posturas sexistas, LGBTfóbicas e racistas. É a primeira vez que um presidente age dessa forma, mas seus eleitores demonstram afinidade com suas crenças, o que explica o fato de ele ter sido eleito no ano de 2018.</p><p>Entre o ano de 2019 e o primeiro semestre de 2021, o governo federal deixou de aplicar uma quantia de quase R$ 400 milhões que seriam destinados ao combate à violência, incentivo à autonomia e saúde feminina (DEL MONDE, 2021).</p><p>Conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública:</p><p>Apenas entre março de 2020, mês que marca o início da pandemia de covid-19 no país, e dezembro de 2021, último mês com dados disponíveis, foram 2.451 feminicídios e 100.398 casos de estupro e estupro de vulnerável de vítimas do gênero feminino.</p><p>Os números mostram que a violência contra a mulher ainda é uma preocupação. Porém, enquanto os homens forem maioria nos cargos públicos, dificilmente teremos uma mudança nesse cenário.</p><h3>Referências</h3><p>BUENO, Samira. Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/03/violencia-contra-mulher-2021-v5.pdf">https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2022/03/violencia-contra-mulher-2021-v5.pdf</a>&gt;. Acesso em 6 set 2022.</p><p>CARTA Campinas. Ministro do STF reconhece o golpe contra Dilma que teve intenso apoio da mídia em 2016. 2022. Disponível em &lt;<a href="https://cartacampinas.com.br/2022/02/ministro-do-stf-reconhece-o-golpe-contra-dilma-que-teve-intenso-apoio-da-midia-em-2016/">https://cartacampinas.com.br/2022/02/ministro-do-stf-reconhece-o-golpe-contra-dilma-que-teve-intenso-apoio-da-midia-em-2016/</a>&gt;. Acesso em 6 set 2022.</p><p>CONGRESSO em Foco. Treze frases de Bolsonaro de natureza sexual e machista. 2020. Disponível em: &lt;<a href="https://congressoemfoco.uol.com.br/area/governo/treze-frases-de-bolsonaro-de-natureza-sexual-e-machista/">https://congressoemfoco.uol.com.br/area/governo/treze-frases-de-bolsonaro-de-natureza-sexual-e-machista/</a>&gt;. Acesso em 6 set 2022.</p><p>DEL MONDE, Isabela. Violência contra a mulher aumenta no Brasil por descaso do governo. Universa. 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://www.uol.com.br/universa/colunas/isabela-del-monde/2021/08/21/violencia-contra-a-mulher-aumenta-no-brasil-por-descaso-do-governo.htm">https://www.uol.com.br/universa/colunas/isabela-del-monde/2021/08/21/violencia-contra-a-mulher-aumenta-no-brasil-por-descaso-do-governo.htm</a>&gt;. Acesso em 6 set 2022.</p><p>LIMA, Paola; PORTELA, Raíssa. Mulheres na política: ações buscam garantir maior participação feminina no poder. Agência Senado. 2022. Disponível em: &lt;<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2022/05/aliados-na-luta-por-mais-mulheres-na-politica">https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2022/05/aliados-na-luta-por-mais-mulheres-na-politica</a>&gt;. Acesso em 6 set 2022.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f14c81df35e4" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Chatbots: uma solução para o atendimento ao cliente da sua empresa]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/chatbots-uma-solu%C3%A7%C3%A3o-para-o-atendimento-ao-cliente-da-sua-empresa-3054755af710?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/3054755af710</guid>
            <category><![CDATA[chatbots]]></category>
            <category><![CDATA[transformação-digital]]></category>
            <category><![CDATA[atendimento-ao-cliente]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 26 May 2022 14:07:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-05-26T14:07:41.048Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*DvAuWEF0EElmciN11-fNWQ.jpeg" /></figure><p>Com a evolução constante da transformação digital, cada vez mais empresas dos mais diversos nichos vêm investindo no desenvolvimento de chatbots para apoiar no serviço de atendimento ao cliente.</p><p>Isso porque os usuários assíduos da internet esperam agilidade e não querem esperar por uma resposta. Na verdade, se o atendimento demorar muito é possível que, ao receber um retorno, a pessoa já tenha finalizado a compra em outro estabelecimento.</p><p>Quer entender melhor sobre o funcionamento dos chatbots e entender como aplicá-lo ao atendimento ao cliente? Continue a leitura!</p><h3>O que são chatbots?</h3><p>Basicamente, os chatbots são programas de computador que combinam análise de dados ao conceito de inteligência artificial. Dessa forma, quando alguém envia uma mensagem, o chatbot consegue dar uma resposta automática.</p><p>Ao usar um chatbot, podemos automatizar as respostas mais simples e solucionar as dúvidas recorrentes com maior velocidade. Se houver uma maior complexidade, basta direcionar o chamado para que um atendente real entre em contato com o cliente.</p><p>De acordo com uma pesquisa realizada pelo <a href="https://www.mobiletime.com.br/pesquisas/mapa-do-ecossistema-brasileiro-de-bots-2021/">Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots 2021</a>, o número de bots produzidos no Brasil era de 101 mil em 2020 e, em 2021, já superava 216 mil, o que significa que a quantidade dobrou em um ano.</p><p>Em relação aos robôs de conversação, como são chamados os chatbots, houve um aumento de 24 mil para 47 mil no mesmo período. A estimativa é que cada um desses bots conversou com 5,5 mil pessoas diferentes em um mês, totalizando um tráfego mensal de 58 mil mensagens.</p><p>É necessário ressaltar que a pandemia acelerou a adoção dos chatbots, uma vez que 83% das empresas participantes do estudo alegaram que houve um aumento da demanda após o surgimento do novo coronavírus.</p><h3>Como os chatbots podem auxiliar o atendimento ao cliente?</h3><p>Quando os chatbots são bem desenvolvidos, é possível que a própria ferramenta solucione as dúvidas dos usuários, fazendo com que não seja necessário o contato direto com uma pessoa para realizar o atendimento ao cliente.</p><p>Com isso, caso o uso do chatbot seja bem-sucedido, as empresas poderão reduzir os custos que teriam para arcar com uma grande equipe de atendimento e treinamentos dos profissionais contratados, possibilitando que a área seja mais enxuta.</p><p>Na prática, é humanamente impossível que uma pessoa consiga atender a mesma quantidade de pessoas que um chatbot e esse é o principal motivo pelos quais a automação desse trabalho está se popularizando tanto.</p><p>É claro que ainda há a necessidade de termos um time focado nesse trabalho, principalmente para atender os clientes que não conseguiram sanar suas dúvidas com o chatbot, mas com o apoio das novas tecnologias o trabalho pode ser ainda mais otimizado.</p><p>Além disso, é de extrema importância contar com o apoio de bons programadores para a criação dos chatbots. Caso contrário, dificilmente alcançaremos os resultados desejados e podemos gerar um efeito inverso.</p><p>Se os clientes não tiverem uma boa experiência ao entrar em contato com seu negócio via chatbot, eles podem ficar frustrados e ter uma percepção negativa da marca. Por isso, garantir a eficiência dessa tecnologia é essencial.</p><p>E você, está esperando o que para adotar o uso de chatbots para atendimento ao cliente na empresa em que você trabalha e acompanhar a transformação digital que vem crescendo no mercado?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3054755af710" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Os principais códigos de status HTTP]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/os-principais-c%C3%B3digos-de-status-http-77f9e1c892bb?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/77f9e1c892bb</guid>
            <category><![CDATA[http-status]]></category>
            <category><![CDATA[códigos-de-status-http]]></category>
            <category><![CDATA[programação]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 09 May 2022 19:18:47 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-05-09T19:18:47.567Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*mQ1RWvMBjqaOxUZBnma9ZA.jpeg" /></figure><p>Basicamente, os códigos de status HTTP são mensagens que aparecem na tela do navegador quando tentamos acessar uma determinada página. É comum, por exemplo, vermos uma mensagem de erro ou redirecionamento.</p><p>Neste artigo, vou te explicar o que são os códigos de status HTTP e quais os principais tipos de códigos encontrados na internet. Vamos lá?</p><h3>O que são os códigos de status HTTP?</h3><p>Em termos mais técnicos, o código de status HTTP mostra qual o status do servidor em relação à requisição feita pelo usuário em uma página web.</p><p>Ao acessarmos uma página na internet, o navegador envia uma requisição para o servidor do site, que vai retornar a requisição com um código de três dígitos, chamado código de status HTTP.</p><h3>Tipos de códigos de status HTTP</h3><p>Agora que você já entendeu o que são os códigos de status HTTP, vamos falar sobre os tipos de códigos mais vistos por aí.</p><p>Existem vários tipos de códigos de status HTTP, todos com representações diferentes. Os códigos de status 100 trazem respostas informativas, enquanto os códigos de status 200 mostram respostas de sucesso.</p><p>Já os códigos de status 300 são códigos de redirecionamento, enquanto os códigos de erro 400 apresentam um erro por parte do cliente e os códigos de erro 500 representam algum tipo de erro no próprio servidor.</p><h3>400 - Erros do Cliente</h3><p>Como dissemos, os códigos de erros 400 indicam que há algum erro nas informações que foram enviadas pelo cliente.</p><p>São eles:</p><p>Erro 400 Bad Request - o servidor não consegue processar a informação porque alguma informação enviada pelo cliente está incorreta.</p><p>Erro 401 Unauthorized - o cliente não está autenticado para acessar a página ou forneceu as credenciais erradas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*CZ3BxbXFhuNm__Vo" /></figure><p>Erro 402 Payment Required - esse código foi criado para ser usado em sistemas digitais de pagamento, mas ainda não foi implementado.</p><p>Erro 403 Forbidden - o cliente não tem autorização para acessar o conteúdo que está buscando e o servidor recusa a entregar a resposta.</p><p>Erro 404 Not Found - o servidor não encontrou a informação que o usuário está procurando.</p><p>Erro 405 Method Not Allowed - o método da solicitação é conhecido pelo servidor mas encontra-se desativado e não pode ser usado.</p><p>Erro 406 Not Acceptable - quando o servidor não encontra conteúdos contendo os critérios informados pelo usuário.</p><p>Erro 407 Proxy Authentication Required - exige uma autenticação feita por um proxy.</p><p>Erro 408 Request Timeout - enviada por servidores quando a conexão é ociosa, ainda que o usuário não tenha feito uma requisição prévia.</p><p>Erro 409 Conflict - resposta mostrada quando há um conflito entre a requisição e o estado atual do servidor.</p><p>Erro 410 Gone - quando o conteúdo que está sendo requisitado foi deletado de forma permanente do servidor e não há endereço de redirecionamento.</p><p>Erro 411 Length Requirement - o servidor está rejeitando a requisição porque o campo Content-Length do cabeçalho é requerido mas não foi definido.</p><p>Erro 412 Precondition Failed - o usuário indicou pré-condições nos cabeçalhos que o servidor não é capaz de atender.</p><p>Erro 413 Request Entity Too Large - significa que um metadado contido na requisição ou mais é maior que a capacidade de processamento do servidor em questão.</p><p>Erro 414 URI Too Long - a URI que o cliente está requisitando é maior do que o aceito pelo servidor.</p><p>Erro 415 Unsupported Media Type - o servidor não suporta o formato de mídia dos dados requisitados e, portanto, rejeita a requisição.</p><p>Erro 416 Requested Range Not Satisfiable - quando o trecho especificado pelo campo Range do cabeçalho não está preenchido, provavelmente por não estar de acordo com o tamanho dos dados da URI.</p><p>Erro 417 Expectation Failed - mostra que a expectativa indicada pelo campo Expect do cabeçalho não é satisfeita pelo servidor.</p><p>Erro 418 I’m a Teapot - faz referência a uma piada de primeiro de abril de 1998, indicando que o servidor é um bule de chá e, por esse motivo, se recusa a preparar café.</p><p>Erro 421 Misdirected Request - o servidor não está apto a gerar uma resposta para a requisição feita.</p><p>Erro 422 Unprocessable Entity - a requisição não pode ser seguida porque há a existência de erros semânticos.</p><p>Erro 423 Locked - o recurso que o usuário quer acessar está travado.</p><p>Erro 424 Failed Dependency - houve uma falha em uma requisição prévia.</p><p>Erro 425 Too Early - o servidor não quer processar uma requisição que pode ser refeita.</p><p>Erro 426 Upgrade Required - é necessário que haja a atualização de um protocolo para que o servidor execute a requisição.</p><p>Erro 428 Precondition Required - há um requerimento do servidor de origem para que a resposta seja condicional.</p><p>Erro 429 Too Many Requests - foram enviadas muitas requisições em um único período de tempo.</p><p>Erro 431 Request Header Fields Too Large - os campos do cabeçalho são muito grandes e o servidor não quer processar a requisição.</p><p>Erro 451 Unavailable For Legal Reasons - a página requisitada pelo usuário é ilegal.</p><h3>500 - Erros do Servidor</h3><p>Tal como explicamos, os códigos de erros 500 demonstram que há algum erro no próprio servidor.</p><p>São eles:</p><p>Erro 500 Internal Server Error - o servidor encontrou um erro interno.</p><p>Erro 501 Not Implemented - o método da requisição não pode ser manipulado por não ser suportado pelo servidor.</p><p>Erro 502 Bad Gateway - o servidor obteve uma resposta inválida ao trabalhar como um gateway.</p><p>Erro 503 Serviço Indisponível - o servidor não consegue manipular a requisição, podendo estar sobrecarregado ou mesmo em manutenção.</p><p>Erro 504 Gateway Timeout - quando o servidor está atuando como um gateway e não recebe uma resposta no tempo devido.</p><p>Erro 505 HTTP Version Not Supported - a versão HTTP que foi usada na requisição não é suportada pelo servidor.</p><p>Erro 506 Variant Also Negotiates - erro de configuração interna quando a negociação transparente de conteúdo acarreta uma referência circular.</p><p>Erro 507 Insufficient Storage - o servidor não consegue armazenar a representação que precisa para concluir a solicitação.</p><p>Erro 508 Loop Detected - ao tentar executar a requisição, o servidor acabou encontrando um loop infinito.</p><p>Erro 510 Not Extended - são necessárias extensões posteriores à requisição.</p><p>Erro 511 Network Authentication Required - o cliente precisa fazer uma autenticação para acessar a rede.</p><h3>Conclusão</h3><p>Aprendemos que os códigos de status HTTP representam mensagens específicas que são mostradas na tela quando queremos acessar uma página, podendo significar um erro, uma simples resposta ou um direcionamento.</p><p>Vimos que existem quatro tipos de código: 100, 200, 400 e 500. Cada categoria é desmembrada em vários outros códigos, trazendo diversas significações.</p><p>Por fim, apresentamos os principais códigos de status HTTP, que indicam erros do cliente ou do servidor. E aí, o que achou do conteúdo?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=77f9e1c892bb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Censura e liberdade de expressão na publicidade brasileira: o comercial vetado em 2019 pelo…]]></title>
            <link>https://medium.com/reflex%C3%B5es-subversivas/censura-e-liberdade-de-express%C3%A3o-na-publicidade-brasileira-o-comercial-vetado-em-2019-pelo-c428ebabb871?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/c428ebabb871</guid>
            <category><![CDATA[publicidade]]></category>
            <category><![CDATA[liberdade-de-expressão]]></category>
            <category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
            <category><![CDATA[censura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 06 May 2022 16:18:39 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-05-06T16:18:55.846Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Censura e liberdade de expressão na publicidade brasileira: o comercial vetado em 2019 pelo Presidente da República</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*-Q1A5G8t0AzP_MH8FX0yWQ.jpeg" /></figure><p>Artigo finalizado no dia 2 de novembro de 2021 para a disciplina de Censura e Liberdade de Expressão do Mestrado em Comunicação da PUC Minas.</p><p><strong>RESUMO</strong></p><p>O objetivo do trabalho é discutir o caso do comercial do Banco do Brasil que foi vetado em abril de 2019 pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro. Com poucos segundos de duração, foco no meio digital e direcionamento para um público mais jovem, a peça apresentava imagens de pessoas diversas e estava em coerência com as produções publicitárias mais recentes. O vídeo gerou grande repercussão em solo nacional e acarretou a renúncia do profissional responsável.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> Censura. Liberdade de expressão. Publicidade brasileira. Banco do Brasil.</p><p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p><p>No mês de abril de 2019, um anúncio do Banco do Brasil foi ao ar nos principais veículos de comunicação do país. Com um vídeo que durava menos de um minuto, a instituição estava divulgando uma nova funcionalidade: a abertura de contas correntes diretamente pelo aplicativo.</p><p>O comercial em questão explorou a imagem de pessoas jovens e diversas com o objetivo de se comunicar melhor com o público jovem, uma vez que a empresa vinha perdendo espaço para as fintechs, que atualmente são bastante populares dentre essa parcela da população.</p><p>Entretanto, a peça audiovisual foi vetada por Jair Bolsonaro, presidente da República, no dia 25 de abril de 2019. Em seguida, o diretor de comunicação e marketing, Delano Valentim, foi afastado de sua posição após um suposto consenso. Sua renúncia foi oficializada pouco mais de um mês depois, em 31 de maio. O profissional trabalhava na empresa desde 2006 e estava há apenas seis meses no cargo em questão.</p><p>É importante ressaltar que o meio publicitário passou por diversas mudanças nos últimos anos e que há uma pressão muito maior, tanto do público quanto dos próprios profissionais que atuam na área, para promover a diversidade e erradicar discursos sexistas, racistas, LGBTfóbicos etc.</p><p>Além disso, é inegável que o mundo mudou quando pensamos em práticas de diversidade e a representatividade das diferenças está sendo cada vez mais valorizada, não somente na publicidade mas no mercado corporativo como um todo. Em outubro de 2021, por exemplo, o famoso Clube de Criação, entidade composta por publicitários e sem fins lucrativos, elegeu a “Chapa Preta” para compor a nova diretoria da organização com um total de 100% de pessoas pretas.</p><p>O Banco do Brasil, por outro lado, vinha trazendo uma abordagem mais jovial e digital em suas campanhas, acompanhando as novas tendências. Entretanto, não podemos esquecer que a empresa é constituída como uma sociedade de economia mista, com 50% de suas ações detidas nas mãos do Governo Federal.</p><p>Nesse contexto, quando o presidente de uma das maiores nações do mundo usa de seu cargo político para literalmente vetar um comercial publicitário simplesmente porque o conteúdo do mesmo não agradou seus gostos e posicionamentos pessoais, há um claro abuso de poder por parte da Presidência da República. Embora a razão não tenha sido esclarecida publicamente, inúmeros veículos de mídia descreveram a ação como censura.</p><p><strong>DESENVOLVIMENTO</strong></p><p>Analisando o comercial do Banco do Brasil, o casting foi composto, respectivamente, por: uma mulher negra, careca e com o cabelo platinado; um homem branco de cabelos lisos de tamanho mediano, barba e bigode; uma moça negra com cabelo afro platinado; uma moça negra com tranças; três pessoas negras de pele clara, sendo um jovem com cabelo colorido e uma com mechas e corte afro; uma moça branca tatuada e com franja; o Cellbit, um youtuber branco dos olhos azuis; um homem negro com cabelo afro; uma mulher branca com cabelo liso; um homem com barba, cabelo e bigode brancos; um homem negro com tranças no cabelo; uma mulher branca e loira.</p><p>É, sem dúvidas, uma produção que valoriza a diversidade, ainda que apresente muitas pessoas que obviamente estão dentro do que consideraríamos o padrão, como o próprio Cellbit. Durante os poucos segundos de vídeo, os personagens não fazem nada mais do que usar o celular e dançar, uma vez que o foco era divulgar a facilidade do novo formato de conta oferecido pelo banco e o app. A proposta era justamente mostrar que o banco estava mais digital e todo o processo agora pode ser feito pelo celular.</p><p>Além disso, a valorização da diversidade é um dos dez compromissos que o Banco do Brasil apresenta como as metas organizacionais para um mundo mais sustentável, estando no eixo de Gestão ASG. Conforme consta no site da empresa: “Adotamos ações que impulsionam a equidade de gênero e raça em cargos de liderança, promovendo a inclusão social.”. Assim, poderíamos dizer que a campanha publicitária em questão está de acordo com o discurso defendido pela instituição.</p><p>Conforme vemos em Todeschini (2010, p. 6),</p><blockquote>Quando assuntos considerados tabus são abordados pela publicidade, quando esta se apropria dos valores presentes na sociedade, quando ela se apropria da cultura, e a sociedade responde e reage ao ver essas apropriações, vemos a articulação da publicidade com a sociedade. Os estudos culturais se mostram assim, como a abordagem que nos permite compreender essa articulação, entendendo como a publicidade é cultural, como ela dialoga e se insere na cultura e na sociedade.</blockquote><p>No caso estudado pela pesquisadora, por exemplo, a Havaianas havia veiculado um comercial em que apresentava uma senhora de idade falando abertamente sobre sexo com sua neta. As críticas vieram do público, que inclusive fez denúncias ao CONAR, e a própria empresa “optou” por retirar o anúncio do ar antes do parecer oficial. Posteriormente, o órgão determinou a alteração explícita da peça, que já havia sido feita. Nesse caso, a defesa dos valores conservadores pela audiência foi o principal motivador de impedimento para a transmissão do material.</p><p>Todeschini afirma que ainda temos muitos tabus em nossa sociedade e nem todo assunto é abertamente aceito sem evitar constrangimentos. Quando o público não concorda com o conteúdo trazido, as reações podem ser desde reclamações e censura até um verdadeiro boicote contra a empresa. Ainda em relação ao caso da Havaianas, a autora acredita que o fato de a protagonista ser não somente uma idosa mas uma pessoa do sexo feminino tenha aumentado a reação negativa. Ela também pontua que constantemente vemos figuras de mulheres seminuas nos veículos de comunicação e que a sexualização costuma ser amplamente aceita.</p><p>Outro exemplo que contrasta com o caso da Havaianas foi o anúncio de televisão machista veiculado pela Hope e estudado por Luis Felipe Miguel (2013) em seu artigo sobre os discursos sexistas no humorismo e na publicidade. A marca havia insinuado que uma mulher deveria contar ao marido se fizesse uma “bobagem” e, pior, precisaria mostrar sensualidade para o homem. Na época, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM) alegou que o material era pernicioso e solicitou que o CONAR retirasse o conteúdo do ar, uma vez que trazia um estereótipo de que as esposas seriam objetos sexuais de seus cônjuges. Surpreendentemente, o CONAR reconheceu que a figura feminina fora estereotipada, mas avaliou que aquilo era comum à sociedade e que não desmerecia a condição feminina, de forma que o vídeo continuou sendo exibido sem restrição alguma.</p><p>Curiosamente, o argumento da advogada Taís Gasparian, publicado em 11 de outubro de 2011 pela Folha de S. Paulo para justificar a permanência da campanha afirmava que:</p><blockquote>Para ser retirada de circulação por um caráter discriminatório ou preconceituoso, não basta que sinalize um comportamento. Tem que ser forte e pontual o suficiente para incitar um tipo de agressão ou violência, ainda que moral.</blockquote><p>Se não ultrapassar esses limites, a publicidade insere-se no contexto da liberdade de expressão, não podendo ser proibida, sob pena de excesso de controle e infantilização da sociedade.</p><p>Tentativas de regular os comportamentos sociais são próprias de uma sociedade fascista. Não há no Brasil, em absoluto, uma sociedade fascista, mas os excessos de regulação e intervenção do Estado na esfera particular justificam o receio de que estejamos avançando pelos terrenos anunciados por Orwell.</p><p>Com base no discurso de Gasparian, vemos que o veto à publicidade criada pelo Banco do Brasil não é legalmente justificável, até porque não apresentava caráter discriminatório ou preconceituoso e nem incitava violências. O vídeo não ultrapassou tais limites, de forma que a proibição poderia ser vista como um excesso de controle e até infantilização da sociedade. A partir do que foi dito por ela, estaríamos vivendo em uma situação típica de uma sociedade fascista, em que o Governo tenta regular os comportamentos sociais. Assim, esse excesso de regulação e intervenção de quem ocupa os altos escalões justificaria o receio da mesma de que estávamos avançando rumo ao cenário distópico idealizado por George Orwell.</p><p>Por que uma senhora não pode falar sobre sexo com a sua neta mas uma mulher jovem e dentro dos padrões sociais pode vestir uma lingerie e falar de forma sexy em um comercial simplesmente para agradar seu parceiro? E por qual motivo um vídeo curto com pessoas tão diferentes, incluindo brancas, causou tanto alvoroço mesmo que não tenha exibido nada explícito? A liberdade de expressão dos profissionais da área de comunicação está sendo realmente respeitada? O que motivou o veto de um comercial enquanto por anos foi permitida a veiculação de outros conteúdos claramente preconceituosos?</p><p>São muitos questionamentos que podemos ter e as respostas não necessariamente têm embasamento lógico. Tendo em vista que a liberdade de expressão costuma ser usada como argumento de pessoas que abertamente se posicionam a favor do que seria uma direita política, não surpreende que ofensas e discursos de ódio sejam feitos em nome da liberdade de expressão enquanto quaisquer opiniões divergentes são vistas como uma afronta e, em alguns casos, chegam a ser censuradas pelas autoridades ou pela própria sociedade.</p><p>Para justificar suas ações, Bolsonaro publicou em seu Twitter no dia 4 de maio de 2019:</p><blockquote>Qualquer empresa privada tem liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem. O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira.</blockquote><p>Em nenhum momento foi explicado em que momento o anúncio havia desrespeito a população brasileira, mas o atual presidente apoiou-se no discurso de que estava preocupado com o povo e com o uso do dinheiro dos trabalhadores, além de ter mencionado a promoção de valores e ideologias que não foram especificadas na postagem.</p><p>Também precisamos entender que, embora os conceitos de censura e liberdade de expressão estejam claros no meio acadêmico, a maior parte da população comum sequer sabe o que significam. O paper de Miguel (2021) traz uma reflexão acerca da revolta que a extrema-direita apresenta para com o capital cultural, buscando desvalorizá-lo a todo momento. O objetivo não é buscar uma democratização do acesso ao que entendemos como cultura e muito menos desafiar a hierarquia existente entre os saberes, mas sim apoiar-se na ignorância para defender o senso comum de pessoas normais em contraposição a um suposto elitismo dos pesquisadores. E é isso que vemos em muitas das situações em que há censura ou discurso de ódio disfarçado de liberdade de expressão.</p><p>Para Bucci e Junior (2012, p. 38):</p><blockquote>A publicidade, em resumo, vale-se da informação para promover o interesse do anunciante. É nesse sentido que dizemos que ela é um discurso interessado. A publicidade é um discurso unilateral. Por melhor que seja, não está a serviço de atender o direito fundamental à informação. Isso não significa, em nenhum momento, que ela deva ser censurada. Não significa que ela esteja a serviço de desinformar o público. Significa apenas que ela procura mover o público, interpelado como consumidor, a se mover numa direção ou em outra. A publicidade, enfim, é uma extensão do comércio (de bens ou serviços, de slogans políticos, ou de religiões). Ela é uma atividade acessória que existe para ajudar a maximizar o alcance dos objetivos de negócios.</blockquote><p>A definição trazida pelos autores não está incorreta, uma vez que a publicidade tem sim objetivos econômicos e prioriza, de fato, o interesse de quem está anunciando. Entretanto, isso não significa que as produções publicitárias não possam tratar de temas importantes na sociedade e muito menos que não é necessário investir em diversidade. Muito pelo contrário, se pretendemos realmente “mover o público” precisamos entendê-lo e adaptar nossa comunicação conforme a audiência. No caso do Banco do Brasil, a equipe de marketing da empresa já estava acompanhando as mudanças sociais e sabia que a inclusão é uma tendência em meio ao público jovem, de forma que faz total sentido que a estratégia adotada tenha sido a criação de um vídeo curto mostrando a imagem de jovens com fisionomias diferentes.</p><p>Conforme Wottrich trouxe em sua pesquisa (2019), as questões relacionadas ao politicamente correto foram as principais motivadoras de tensionamentos, ou seja, articulações dos consumidores em confronto com algum tipo de anúncio, que ocorreram entre a sociedade brasileira e o campo publicitário entre os anos de 2005 e 2015. A autora aponta que existem reivindicações em prol da construção de anúncios que possibilitem a inclusão simbólica e também visibilizem segmentos sociais específicos. Para estar em conformidade com o que seria “politicamente correto”, a publicidade deveria excluir estereótipos sociais negativos capazes de endossar comportamentos discriminatórios ou preconceituosos contra um indivíduo ou um grupo. A partir do momento em que um vídeo é vetado por quem ocupa a presidência do país simplesmente porque seu conteúdo não é considerado “correto” para o mesmo, ele estaria sendo “censor e autoritário, além de inócuo para empreender mudanças sociais”,</p><p>Um fato que não podemos deixar de relembrar é que a eleição do presidente Jair Messias Bolsonaro no ano de 2018 contou com um forte uso da internet, principalmente de ferramentas de mídias sociais como o Twitter, WhatsApp, Facebook e Instagram, de forma que os meios digitais favoreceram a difusão de notícias falsas relacionadas à conjuntura política da época, além de propiciar a disseminação de discursos de ódio. Na verdade, enquanto os outros candidatos utilizavam majoritariamente os meios de comunicação tradicionais, a equipe de Bolsonaro priorizou lives, tweets e grupos online. Como vemos em Gomes (2017, p. 4), “em princípio, qualquer um, com baixo investimento e ampla possibilidade de efeito, pode ser um editor de mensagens e informações políticas”. Assim, não é necessário um alto investimento para editar mensagens e informações políticas que alcancem muitas pessoas.</p><p><strong>CONCLUSÃO</strong></p><p>A partir da discussão realizada, é possível concluir que Jair Messias Bolsonaro abusou de sua autoridade como Presidente da República Federativa do Brasil com o objetivo de impor seus posicionamentos pessoais e deslegitimar a presença de diversidade nos materiais de comunicação produzidos pelo Banco do Brasil, uma organização com 50% de suas ações detidas nas mãos do Governo Federal.</p><p>Ao argumentar para justificar suas ações, o político usou de afirmações falaciosas, mencionando a população brasileira e a classe trabalhadora, além de valores e ideologias.</p><p>Ainda que o conteúdo do anúncio veiculado não mostrasse nada que pudesse realmente ser considerado ofensivo ou desrespeitoso, não houve grande comoção em oposição ao ato censório. No geral, a situação foi vista como algo tolerável, apesar das críticas à atitude de Bolsonaro.</p><p>Embora uma grande parcela da população possa discordar do acontecido, houve pouca movimentação no sentido de conscientizar as pessoas acerca do que seria a censura midiática, assim como em explicitar o papel da publicidade na difusão de ideias e promoção da diversidade social.</p><p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p><p>BUCCI, Eugenio; JUNIOR, Silvio Nunes Augusto. <strong>A liberdade de imprensa e a liberdade na publicidade</strong>. Comunicação Mídia e Consumo, v. 9, n. 24, p. 33–48, 2012.</p><p>GASPARIAN, Taís. <strong>Publicidade e infantilização da sociedade</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1110201108.htm">https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1110201108.htm</a>&gt; Acesso em 31 out. 2021.</p><p>GOMES, Wilson. <strong>Opinião Política na Internet. Uma abordagem ética das questões relativas a censura e liberdade de expressão na comunicação em rede</strong>. 2017. Disponível em: &lt;<a href="https://egov.ufsc.br/portal/conteudo/opini%C3%A3o-pol%C3%ADtica-na-internet-uma-abordagem-%C3%A9tica-das-quest%C3%B5es-relativas-censura-e-liberdade">https://egov.ufsc.br/portal/conteudo/opini%C3%A3o-pol%C3%ADtica-na-internet-uma-abordagem-%C3%A9tica-das-quest%C3%B5es-relativas-censura-e-liberdade</a>&gt; Acesso em 31 out. 2021.</p><p>JOVEM PAN. <strong>Bolsonaro nega censura a propaganda do BB: ‘É respeito com a população’</strong>. 2019. Disponível em: &lt;<a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/bolsonaro-nega-censura-a-propaganda-do-bb-e-respeito-com-a-populacao.html">https://jovempan.com.br/noticias/brasil/bolsonaro-nega-censura-a-propaganda-do-bb-e-respeito-com-a-populacao.html</a>&gt; Acesso em: 02 nov. 2021.</p><p>MASCARENHAS, Gabriel. <strong>Após censura de Bolsonaro, Banco do Brasil lança novo comercial — mais conservador</strong>. O Globo, 2019. Disponível em: &lt;<a href="https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/apos-censura-de-bolsonaro-banco-do-brasil-lanca-novo-comercial-mais-conservador.html">https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/apos-censura-de-bolsonaro-banco-do-brasil-lanca-novo-comercial-mais-conservador.html</a>&gt; Acesso em 2 nov. 2021.</p><p>MIGUEL, Luis Felipe. <strong>A cruzada contra o capital cultural</strong>. In: ANAIS DO 30° ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 2021, São Paulo. Anais eletrônicos. Campinas, Galoá, 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://proceedings.science/compos-2021/trabalhos/a-cruzada-contra-o-capital-cultural">https://proceedings.science/compos-2021/trabalhos/a-cruzada-contra-o-capital-cultural</a>&gt; Acesso em: 16 set. 2021.</p><p>MIGUEL, Luis Felipe. <strong>Discursos sexistas no humorismo e na publicidade. A expressão pública, seus limites e os limites dos limites</strong>. Caderno Pagu, 2013. Disponível em: &lt;<a href="https://www.scielo.br/j/cpa/a/gMvyPhjjkdR76krFZbm3q6N/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/cpa/a/gMvyPhjjkdR76krFZbm3q6N/?lang=pt</a>&gt;</p><p>O DIA. <strong>Bolsonaro censura propaganda do Banco do Brasil estrelada por jovens negros</strong>. 2019. Disponível em: &lt;<a href="https://odia.ig.com.br/brasil/2019/04/5636988-bolsonaro-censura-propaganda-do-banco-do-brasil-estrelada-por-jovens-negros.html">https://odia.ig.com.br/brasil/2019/04/5636988-bolsonaro-censura-propaganda-do-banco-do-brasil-estrelada-por-jovens-negros.html</a>&gt; Acesso em: 2 nov. 2021.</p><p>TODESCHINI, Pâmela Fabíola. <strong>A publicidade, os tabus e a censura: o caso do comercial “Avó”, das Havaianas</strong>. 2010, Caxias do Sul.</p><p>WIZIACK, Julio; URIBE, Gustavo. <strong>Presidente do BB atende Bolsonaro, demite diretor e tira do ar comercial com jovens ‘descolados’</strong>. 2019. Disponível em: &lt;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/04/presidente-do-bb-atende-bolsonaro-demite-diretor-e-tira-do-ar-comercial-com-jovens-descolados.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/04/presidente-do-bb-atende-bolsonaro-demite-diretor-e-tira-do-ar-comercial-com-jovens-descolados.shtml</a>&gt; Acesso em: 2 nov. 2021.</p><p>WOTTRICH, Laura. <strong>Os embates em torno do “politicamente correto” na publicidade</strong>. Revista FAMECOS, v. 26, n. 3, p. e33884, 27 dez. 2019. Disponível em: &lt;<a href="https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/revistafamecos/article/view/33884">https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/revistafamecos/article/view/33884</a>&gt; Aceso em 31 out. 2021.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c428ebabb871" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/reflex%C3%B5es-subversivas/censura-e-liberdade-de-express%C3%A3o-na-publicidade-brasileira-o-comercial-vetado-em-2019-pelo-c428ebabb871">Censura e liberdade de expressão na publicidade brasileira: o comercial vetado em 2019 pelo…</a> was originally published in <a href="https://medium.com/reflex%C3%B5es-subversivas">Reflexões Subversivas</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos: a ascensão do antifeminismo no contexto digital]]></title>
            <link>https://medium.com/reflex%C3%B5es-subversivas/comunica%C3%A7%C3%A3o-cidadania-e-direitos-humanos-a-ascens%C3%A3o-do-antifeminismo-no-contexto-digital-f2558d7ef244?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/f2558d7ef244</guid>
            <category><![CDATA[cidadania]]></category>
            <category><![CDATA[feminismo]]></category>
            <category><![CDATA[direitos-humanos]]></category>
            <category><![CDATA[liberdade-de-expressão]]></category>
            <category><![CDATA[violência-contra-a-mulher]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 06 May 2022 16:08:52 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-05-06T16:08:52.868Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*8zQsGxyMlYDcPxWabwkljA.jpeg" /></figure><p>Artigo finalizado no dia 14 de dezembro de 2021 para a disciplina de Mídia e Cidadania do Mestrado em Comunicação da UFG.</p><p><strong>RESUMO</strong></p><p>O presente artigo busca relacionar Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos a partir de um entendimento da ascensão do antifeminismo no Brasil em oposição às conquistas do movimento feminista. Com enfoque nas mídias sociais, como estudo de caso foram analisadas publicações realizadas no Twitter contendo o termo “feministas”. As postagens escolhidas foram feitas tanto por homens quanto por mulheres, todos abertamente conservadores e favoráveis ao atual governo.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> Cidadania. Direitos Humanos. Liberdade de Expressão. Antifeminismo.</p><p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p><p>Ao pensar em Mídia e Cidadania, a relação entre Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos. Tendo em vista que vivemos em uma sociedade na qual os meios de comunicação e informação estão cada vez mais acessíveis, as novas mídias trazem a possibilidade de que praticamente qualquer pessoa, desde que possua um dispositivo tecnológico conectado à internet e que tenha domínio da ferramenta, consiga compartilhar suas ideias e posições.</p><p>Enquanto há alguns anos eram os veículos tradicionais que decidiam quem ocuparia determinados espaços, a realidade nos dias de hoje é outra. Teoricamente, um cidadão comum consegue se mobilizar digitalmente e alcançar inúmeras outras pessoas no ambiente online que concordem com seus posicionamentos.</p><p>Nos últimos anos, houve uma expansão do acesso às mídias digitais e cada vez mais pessoas têm acesso a tais ferramentas. Com isso, expressar opiniões se tornou ainda mais fácil. Isso porque, ao contrário dos veículos tradicionais, partimos do pressuposto de que na internet qualquer um pode ter voz e alcançar uma audiência de forma orgânica.</p><p>Muitos movimentos sociais aproveitaram a mudança para atingir um público maior e engajar as pessoas em torno de determinadas causas. O feminismo, por exemplo, é uma temática que vem sendo bastante discutida nesse meio, principalmente pela população mais jovem.</p><p>Aqui no Brasil, os movimentos feministas já atuavam, mas é inegável que conseguiram atingir proporções enormes em comparação com antigamente. Cada vez mais, o discurso feminista vem sendo compartilhado nas redes sociais por mulheres das mais diferentes causas sociais, chegando a conquistar apoiadores dentre os usuários que se identificam como homens.</p><p>Entretanto, ao mesmo tempo em que os ideais feministas alcançam um público maior, os discursos antifeministas também ganham força, principalmente nos meios digitais. Em situações de maior repercussão, o suporte pode ser percebido pelo aumento do número de seguidores e até mesmo comentários que expressam opiniões abertamente.</p><p><strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p><p>Para Cortina (2005, p. 23):</p><blockquote>O liberalismo político, por sua vez, declara sua natureza de doutrina política unicamente interessada pelo cidadão, não pelo homem, e entende que deve se comprometer na defesa da concepção da justiça em torno da qual já existe um consenso, consciente ou inconscientemente. Aumentar a adesão a essa concepção de justiça já compartilhada, tomá-la como referência para resolver os conflitos que se apresentam na sociedade, é um dever moral de civilidade, é um dever moral que cria comunidade.</blockquote><p>Assim, podemos concluir que os interesses do liberalismo político não são voltados para o homem, mas para o cidadão, de forma que deve-se defender uma concepção de justiça que já é consenso entre todos, seja de forma consciente ou não. Dessa forma, ao aumentar a adesão da concepção de justiça que compartilhamos e torná-la uma referência seria um dever moral de civilidade que, principalmente, é capaz de criar comunidade.</p><p>Ainda conforme a autora (2005, p. 31):</p><blockquote>A cidadania é primordialmente uma <em>relação política</em> entre um indivíduo e uma comunidade política, em virtude da qual o indivíduo é membro de pleno direito dessa comunidade e deve a ela lealdade permanente. O estatuto de cidadão é, em consequência, o reconhecimento oficial da integração do indivíduo na comunidade política, comunidade que, desde as origens da era moderna, adquire a forma de Estado nacional de direito.</blockquote><p>A própria pesquisadora ressalta que a definição é introdutória, mas diz muito pouco sobre a verdadeira natureza da cidadania. Ela afirma que a cidadania nasce, de fato, da dialética interno/externo e da necessidade de estar próximo de nossos semelhantes ao mesmo tempo que nos afastamos daqueles que são diferentes. A cidadania nacional e a cosmopolita devem, portanto, estar unidas em uma identidade nacional desagregadora.</p><p>Como vemos em Bobbio (2004, p. 15):</p><blockquote>Os dois principais argumentos para introduzir algumas liberdades entre os direitos fundamentais são: a) a irredutibilidade das crenças últimas; b) a crença de que, quanto mais livre for o indivíduo, tanto mais poderá ele progredir moralmente e promover também o progresso material da sociedade. Ora, desses dois argumentos, o primeiro é irrelevante para justificar a exigência de novos poderes, enquanto o segundo se revelou historicamente falso.</blockquote><p>Para Miguel (2021, p. 3):</p><blockquote>Da forma como extrema-direita “alternativa”, anti-intelectualismo e teorias conspiratórias se articulam, um papel destacado é exercido pelos novos circuitos de difusão social dos discursos, propiciados pelos avanços nas tecnologias da comunicação e pela emergência das chamadas mídias sociais. Formam-se enclaves de reforço mútuo de crenças, visões de mundo e informações, praticamente imunes a qualquer desafio vindo de fora. Há um reforço entre a tendência, própria da psicologia humana, de evitar a dissonância cognitiva e o funcionamento dos algoritmos das empresas comerciais que controlam a internet. Nessas bolhas, mesmo os discursos mais disparatados podem ganhar status de verdade. A reprodução desta situação depende da depreciação do capital cultural: é o que permite o ceticismo quanto às fontes de autoridade até então reconhecidas, como a ciência, a academia ou mesmo o jornalismo profissional, destruindo a possibilidade de estabelecer qualquer critério fidedigno e universalizável de validação da informação. Essa indeterminação perene, que reproduz na vida cotidiana os paradoxos epistemológicos sobre a impossibilidade de um fundamento último do conhecimento, é por vezes chamada de “pós-verdade”.</blockquote><p>Assim, poderíamos afirmar que as ferramentas digitais às quais temos acesso nos dias de hoje favorecem uma visão polarizada sobre inúmeros assuntos, inclusive questões políticas. São os próprios algoritmos que indicam quais conteúdos devemos consumir e quando fazê-lo.</p><p>É o que o autor denomina de bolhas, que contribuem para que qualquer afirmação alcance o status de verdade, ainda que não haja confirmação real. Nesse contexto, temos o conceito de pós-verdade, que não necessariamente é baseada em fatos verídicos e que depende da depreciação do capital cultural como um todo.</p><p>Por outro lado, as novas tecnologias permitem que cada vez mais pessoas exponham suas opiniões e defendam causas sem sequer sair de casa. É o que chamamos de ciberativismo ou ativismo digital. Conforme vemos em Silveira (2010, p. 4), “Por ciberativismo podemos denominar um conjunto de práticas em defesa de causas políticas, socioambientais, sociotecnológicas e culturais, realizadas nas redes cibernéticas, principalmente na Internet.”</p><p>Timms e Heimans denominam o contexto atual como o novo poder, em que, ao contrário dos meios de comunicação tradicionais, chamados por eles de velho poder, teoricamente qualquer pessoa poderia participar e contribuir de maneira igualitária. Os autores afirmam que (2018, p. 10):</p><blockquote>O novo poder opera de maneira distinta, como uma corrente. É feito por muitos. É aberto, participativo e impulsionado por iguais. É fazer o upload e distribuir. Como água ou eletricidade, é mais forte quando aumenta de repente. Com o novo poder, o objetivo não é acumular, mas canalizar.</blockquote><p>É importante lembrarmos que uma parcela da população não tem acesso a internet, assim como muitos ainda não têm água potável ou eletricidade. Isso significa que as mídias são mais democráticas, mas não necessariamente são capazes de gerar inclusão social em todos os níveis da sociedade.</p><p>Em relação ao movimento feminista no Brasil, Costa afirma desde 2005 (p. 1) que, embora muitos digam que o movimento feminista “acabou”, o feminismo nunca esteve tão vivo, mobilizado e atuante como no início do século XXI. Embora não negue que ocorreram mudanças, ela não acredita que o movimento esteja enfraquecido.</p><p>Para a autora:</p><blockquote>É comum ouvir entre amigos (geralmente em uma mesa de bar), ou nos meios de comunicação brasileiros, que o movimento feminista acabou. Acredito que essa é também uma afirmação comum em muitos outros países, em especial da América Latina. Eu sempre respondo: o feminismo enquanto movimento social nunca esteve tão vivo, tão mobilizado, tão atuante como nesse início de século, de milênio. Talvez tenha mudado de cara, já não “queima sutiã”, raramente faz passeata e panfletagem, o que não significa dizer que tenha perdido sua radicalidade, abandonado suas lutas, se acomodado com as conquistas obtidas ou mesmo se institucionalizado.</blockquote><p>Já falando especificamente sobre o antifeminismo, em primeiro lugar precisamos entender o que exatamente significa esse conceito, assim como quais são suas manifestações na sociedade. Citando Cruz e Dias (2015, p. 35):</p><blockquote>O antifeminismo em suas diversas manifestações é compreendido em suas diversas dimensões, como um retrocesso no processo de modernização da sociedade, expressão de fisionomia da tradição, ou expressão de preconceito, relacionada à problemática do “lugar” da mulher como parte de grupos socialmente discriminados na sociedade brasileira.</blockquote><p>Ainda mencionando as autoras, “o ‘antifeminismo’ significa para nós um tipo de ameaça dos fundamentalismos, um fenômeno marcadamente moderno, expressão de uma reação às influências da globalização e do pluralismo.”.</p><p>Aqui, é importante mencionar que os discursos de ódio, intolerâncias e preconceitos estão cada vez mais presentes na nossa sociedade, sendo defendidos como liberdade de expressão. O impacto abrange, inclusive, os artistas que promovem a diversidade por meio de seus trabalhos. Como vemos em Orlandini, Sanglard e Oliveira (2021, p. 131):</p><blockquote>enquanto artistas defendem o direito de se expressarem artisticamente sobre temas conflituosos (como as questões atreladas à gênero e sexualidade), grupos conservadores da sociedade civil advogam em prol de uma “suposta” liberdade de expressão que reverbera discursos de ódio, intolerâncias e preconceitos.</blockquote><p><strong>ESTUDO DE CASO</strong></p><p>Para aprofundar melhor nas temáticas pesquisadas, foi realizada uma busca simples no dia 14 de dezembro de 2021 pela palavra-chave “feministas” na ferramenta de pesquisa do Twitter, uma das redes sociais mais populares. Os filtros incluíam postagens publicadas por qualquer pessoa e em qualquer lugar.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*N312CMRWbwyOs2-f" /></figure><p>A primeira publicação exibida, do dia 10 de dezembro, mostra um vídeo em que uma mulher alega que seu companheiro bateu nela e que iria acabar com a vida dele. Além da frase que diz que falsas denúncias de mulheres são uma epidemia, o autor da publicação questiona “Como assim? Aprendi com as feministas que só a palavra da vítima importa :(”.</p><p>Há uma tentativa clara de descredibilizar o movimento feminista. Na biografia de seu perfil pessoal, o autor da publicação se descreve como “».PhD em mitadas e cursado em sacudo pela Universidade Testicular do Acre.«”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*LOpg6bAlpcEsrsCp" /></figure><p>A segunda publicação mostrada foi publicada por uma mulher no dia 6 de dezembro. Ela questiona onde estão as feministas se pronunciando sobre uma suposta tentativa de estupro ocorrida no diretório estadual do PT. Em sua página pessoal, encontramos a seguinte biografia: “Meu Twitter, minhas regras. Católica, Direita, Anti-esquerda, Armamentista.#Bolsonaro2022”</p><p>Nota-se que foi apontada uma correlação entre o movimento feminista e o Partido dos Trabalhadores que não existe de fato na vida real. Ao atualizar a página, dezenas de postagens de cunho semelhante aparecem na tela.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*NXS7OSG7rOP9Ltuz" /></figure><p>Uma outra mulher, autoentitulada “tia do zap, gado do Mito, Bolsominion, robô, funcionária do GDO” na descrição de seu perfil pessoal, compartilhou no dia 12 de dezembro uma notícia relacionada a série de O Senhor dos Anéis, que procurava pessoas “feias e peludas” para o elenco. De acordo com ela, a esquerda e as feministas finalmente iriam conseguir um emprego.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*7trJ58VbmjbY15sA" /></figure><p>No dia 10 de dezembro, mais uma mulher conquistou curtidas com uma publicação antifeminista. Ela compartilhou um vídeo de uma jovem comentando uma publicação que fez sucesso na internet após uma jovem compartilhar que estava sem dinheiro um encontro e o homem comeu sozinho na frente dela, sem sequer oferecer. A moça afirma que foi o feminismo que ajudou a criar homens sem senso de responsabilidade e companheirismo. Na legenda, vemos vários emojis aplaudindo e a frase “destruindo as feministas”. Já no perfil da autora do post, há dezenas de conteúdos ligados à família Bolsonaro.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*z-e09n6TmYa2mIn8" /></figure><p>Por fim, temos a publicação de 9 de dezembro de Paula Marisa, uma mulher que declara em sua biografia que é antifeminista, pró armas, conservadora e comedora de churrasco, respectivamente. O seu intuito, como diz na legenda, é fazer as feministas espumarem de raiva, assim como criar intriga nas redes sociais. Ela finaliza com uma frase do filme Jogos Mortais</p><p>Ela compartilha uma imagem com uma frase dita por Margaret Thatcher anos atrás, Obviamente, foi ignorado todo o contexto de que Thatcher apropriava-se de um discurso machista para ser respeitada como mulher, em uma época em que as mulheres tinham ainda menos direitos do que hoje.</p><p><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p><p>Com base nos estudos realizados, é possível concluir que o antifeminismo vem crescendo bastante nos últimos anos, principalmente com a maior aceitação de discursos extremistas e conservadores no país.</p><p>Na grande maioria dos casos, os discursos antifeministas surgem como uma crítica a valores defendidos por mulheres feministas, questionando-as sobre suas crenças e posicionamentos perante determinadas situações.</p><p>Também vemos que não temos apenas homens como autores de tais postagens e que muitas mulheres vêm assumindo abertamente que são contra o feminismo. Entretanto, todos demonstram ter a mesma afinidade política, independentemente do gênero, e em seus perfis pessoais encontramos inúmeras publicações favoráveis ao governo Bolsonaro.</p><p>Além disso, é inegável que o apoio recebido em tais publicações motiva que mais pessoas demonstrem suas opiniões. Em todos os prints, podemos notar um número considerável de curtidas e compartilhamentos.</p><p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p><p>BOBBIO, Norberto. <strong>A era dos direitos</strong>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p><p>COMPARATO, Fábio Konder. <strong>A nova cidadania</strong>. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, p. 85–106, 1993.</p><p>CORTINA, Adela. <strong>Cidadãos do mundo</strong>: Para uma teoria da cidadania. São Paulo: Loyola, 2005.</p><p>COSTA, Ana Alice Alcantara. <strong>O movimento feminista no Brasil</strong>: dinâmicas de uma intervenção política. Revista Gênero, v. 5, n. 2, 2005.</p><p>CRUZ, M. H. S., &amp; DIAS, A. F. Antifeminismo. Revista de Estudos de Cultura, (01). 2015.</p><p>BEAUVOIR, Simone. <strong>O segundo sexo</strong>. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.</p><p>BOURDIEU, Pierre. <strong>A dominação masculina</strong>. 6 ed. Rio de Janeiro: BestBolso, 2018.</p><p>MIGUEL, Luis Felipe. <strong>A cruzada contra o capital cultural</strong>. In: ANAIS DO 30° ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 2021, São Paulo. Anais eletrônicos. Campinas, Galoá, 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://proceedings.science/compos-2021/trabalhos/a-cruzada-contra-o-capital-cultural">https://proceedings.science/compos-2021/trabalhos/a-cruzada-contra-o-capital-cultural</a>&gt; Acesso em: 16 set. 2021.</p><p>ORLANDINI, Maiara; SANGLARD, Fernanda N.; OLIVEIRA, Bruna S. <strong>A volta da censura? Reflexões acerca da perseguição a artistas e produções culturais.</strong> São Paulo: Intercom, Gênio Editorial, 2021.</p><p>SILVEIRA, S. A. da. <strong>Ciberativismo, cultura hacker e o individualismo colaborativo</strong>. Revista USP, [S. l.], n. 86, p. 28–39, 2010. DOI: 10.11606/issn.2316–9036.v0i86p28–39. Disponível em: <a href="https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13811.">https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13811.</a> Acesso em: 21 set. 2021.</p><p>TIMMS, Henry; HEIMANS, Jeremy. <strong>O novo poder</strong>: como disseminar ideias, engajar pessoas e estar sempre um passo à frente em um mundo hiperconectado. 1. ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2018.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f2558d7ef244" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/reflex%C3%B5es-subversivas/comunica%C3%A7%C3%A3o-cidadania-e-direitos-humanos-a-ascens%C3%A3o-do-antifeminismo-no-contexto-digital-f2558d7ef244">Comunicação, Cidadania e Direitos Humanos: a ascensão do antifeminismo no contexto digital</a> was originally published in <a href="https://medium.com/reflex%C3%B5es-subversivas">Reflexões Subversivas</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Suplementação alimentar: invista em prevenção!]]></title>
            <link>https://amandapsnt.medium.com/suplementa%C3%A7%C3%A3o-alimentar-invista-em-preven%C3%A7%C3%A3o-8ec879e59cb5?source=rss-f6cbfef3637d------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/8ec879e59cb5</guid>
            <category><![CDATA[nutrição]]></category>
            <category><![CDATA[alimentação-saúdavel]]></category>
            <category><![CDATA[suplementação-alimentar]]></category>
            <category><![CDATA[suplementos]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Amanda Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 04 May 2022 18:07:16 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-05-04T18:08:49.477Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="mulher branca comendo uma maçã em uma cozinha" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*f_gb_Z7cOmYpnkXHf-dxqg.jpeg" /></figure><p>É comum vermos pessoas que, por problemas nutricionais, precisam recorrer aos medicamentos e tratamentos médicos. Isso acontece justamente porque nem todo mundo se previne e só começam a se preocupar quando já estão doentes.</p><p>O cuidado com a alimentação e com nosso corpo como um todo é um dos pontos-chave para mantermos uma vida mais saudável, longe de doenças e medicamentos. Para evitar que uma situação extrema ocorra, é primordial investir em prevenção nutricional!</p><p>Quer aprender mais sobre esse tema? Continue a leitura!</p><h3>Suplementação alimentar: como funciona a prevenção nutricional?</h3><p>A prevenção nutricional está ligada ao equilíbrio e balanceamento na alimentação, consumindo os alimentos capazes de trazer os nutrientes que precisamos para assegurar o bom funcionamento do nosso organismo.</p><p>Quando há carência nutricional, podemos recorrer à suplementação alimentar para assumir esse papel e agir como um complemento da alimentação, de modo a manter uma boa saúde.</p><p>Os suplementos também são indicados em casos de dietas restritivas, alterações metabólicas, atividade física intensa etc. Pessoas que estejam doentes devem tomar apenas com recomendação de um profissional da saúde.</p><p>Em geral, qualquer pessoa pode ingerir suplementos, desde crianças a grávidas e lactantes, mas existem restrições, pois os limites para consumo e ingredientes autorizados para esses grupos não são os mesmos.</p><p>Não há nenhum risco em consumir suplementos se os produtos adquiridos forem corretamente regulados conforme as regras da Anvisa, a não ser que sejam consumidos em quantidades acima do limite seguro.</p><p>Portanto, procure seguir as indicações feitas pelo fabricante, além de verificar advertências ou restrições que estejam presentes na rotulagem.</p><p>É importante ressaltar que priorizar uma alimentação saudável e equilibrada é indispensável para garantirmos a saúde do nosso corpo de forma integral. Se possível, o acompanhamento com um nutricionista ou um nutrólogo é uma excelente opção.</p><p>De acordo com o <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel.pdf">Ministério da Saúde</a>, há uma relação direta entre nutrição, saúde e o bem-estar físico e mental de um indivíduo, de forma que uma alimentação correta é capaz de prevenir e tratar as mais diversas doenças.</p><p>Entretanto, sabemos que, com a correria do dia a dia, nem sempre temos tempo para nos alimentar com qualidade. Os métodos preventivos são uma boa solução nesses casos e muitas vezes são indicados por profissionais da saúde, mas não substituem uma boa alimentação.</p><h3>Vitaminas, minerais e suplementos: qual a diferença?</h3><p>Antes de mais nada, precisamos compreender as diferenças entre as vitaminas, minerais e suplementos. Vamos lá?</p><h4>Vitaminas</h4><p>As vitaminas são micronutrientes, podendo ser encontradas nas frutas, vegetais e em alimentos de origem animal. Ao contrário dos macronutrientes, os micronutrientes são aqueles que não precisam ser absorvidos em grandes quantidades.</p><p>Dentre os benefícios trazidos pelas vitaminas, podemos destacar:</p><ul><li>regulação das funções do organismo;</li><li>fortalecimento do corpo;</li><li>ajudam as proteínas a manter e/ou construir tecidos e processos metabólicos.</li></ul><p>Com uma alimentação equilibrada, obtemos a quantidade devida das vitaminas que precisamos e, consequentemente, não há a necessidade de suplementação. Infelizmente, essa não é a realidade da maior parte da população.</p><p>A alimentação desequilibrada faz com que tenhamos carências de determinadas vitaminas, o que faz com que haja a necessidade de supri-las de alguma forma. Por outro lado, o excesso de vitaminas também é prejudicial.</p><h4>Minerais</h4><p>Assim como as vitaminas, os minerais também são micronutrientes e podem ser encontrados em alimentos de origem vegetal e animal. Ao escolher os alimentos que vamos ingerir, o indicado é optar por aqueles que possuem maior quantidade de minerais e sejam absorvidos por nosso organismo com maior facilidade.</p><p>Basicamente, o consumo de minerais ajuda a:</p><ul><li>regular as funções do organismo;</li><li>compor a estrutura dos ossos e dentes.</li></ul><p>Em geral, não precisamos de suplementação de minerais desde que nossa alimentação seja balanceada e não haja nenhum tipo de carência, pois o excesso de minerais também deve ser evitado.</p><h4>Suplementos</h4><p>Quando temos carências nutricionais, devemos supri-las com a suplementação para manter a saúde do organismo e o bom funcionamento do corpo. Mas como fazer isso de uma maneira segura?</p><p>Nos casos em que a suplementação é necessária, a mesma deve ser feita com a orientação de um médico ou nutricionista para evitar problemas. Como mencionamos, os excessos de quaisquer nutrientes são prejudiciais.</p><p>Conforme a <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares">Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</a>, os suplementos alimentares não são considerados medicamentos e devem ser usados por pessoas saudáveis para fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos, complementando a alimentação.</p><p>Isso porque, embora tenham sua eficácia comprovada e sejam regulamentados pelo governo brasileiro, o uso de um suplemento não é equivalente a um tratamento medicinal mais complexo.</p><p>Dessa forma, os ingredientes usados na composição dos suplementos são autorizados pela Anvisa e os benefícios de cada produto vão variar de acordo com a substância ou microrganismo fornecido.</p><p>Ao contrário dos medicamentos, que só podem ser vendidos em farmácias, os suplementos alimentares podem ser comercializados em outros estabelecimentos e até mesmo em mercados.</p><h3>Tipos de suplementos alimentares</h3><p>Existem diversos tipos de suplementos alimentares, com funções específicas, que podem ser usados para alcançar os resultados desejados. Conheça-os abaixo:</p><h4>Suplementos hipercalóricos</h4><p>Como o próprio nome já diz, os suplementos hipercalóricos contêm calorias, com uma composição rica em gorduras, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. O excesso de gorduras e calorias deve ser evitado, pois pode desencadear sobrepeso.</p><h4>Suplementos proteicos</h4><p>Os suplementos proteicos são muitos usados para quem pratica a musculação, uma vez que são compostos de proteínas e ajudam o músculo na recuperação após o treino.</p><h4>Suplementos termogênicos</h4><p>Bastante consumidos por quem está buscando o emagrecimento, os suplementos termogênicos aceleram o metabolismo. Em sua composição, encontramos ingredientes como o guaraná, citrus, cafeína etc.</p><h4>Suplementos hormonais</h4><p>Os suplementos hormonais estimulam a produção de hormônios específicos, como tiroxina ou estrogênio.</p><h4>Suplementos antioxidantes</h4><p>Já os suplementos antioxidantes nos ajudam a combater o efeito dos radicais livres produzidos pelo nosso corpo ao fazermos exercícios.</p><h4>Suplementos probióticos</h4><p>Muito usados para questões ligadas ao funcionamento do intestino, os suplementos probióticos suplementam micro-organismos vivos.</p><h4>Suplementos polivitamínicos e minerais</h4><p>Por fim, os suplementos polivitamínicos e minerais são usados justamente para complementar as vitaminas e minerais, tais como o cálcio, o ferro e o magnésio.</p><p>Existem também outros tipos de suplementos que ajudam no fortalecimento dos ossos e até no crescimento de cabelo e unhas. Antes de consumir um produto para suplementar sua alimentação, leia bem as indicações na embalagem.</p><p>E aí, conseguiu entender o motivo pelo qual investir em prevenção é mais eficaz e barato do que gastar com medicamentos após já ter desenvolvido uma doença séria? Comente sua opinião sobre o tema!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8ec879e59cb5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>