Diferentes maneiras de interagir com inteligências artificiais

Nós humanos, temos como necessidade interagir com tudo que está ao nosso redor, isso acontece desde cedo, ainda criança, é claro que não deixaríamos de interagir com as tecnologias atuais.

No texto “Her e a Humanização de Assistentes Virtuais”, Leandro Battaglia diz: “A inteligência artificial da assistente foi criada para satisfazer desejos de seu usuário sem mesmo que ele pedisse, sempre de forma bastante amigável e engraçada, até mesmo em conversas informais, assim criando uma conexão tão grande entre usuário e máquina, que fez com que o humano acabasse parando de se relacionar com pessoas reais.”

Em “Her” a interação entre os personagens se torna tão profunda que faz com que o Theodore se apaixone por sua assistente virtual (Samantha), isso é consequência do alto nível de “realidade” na forma de interação que Samantha transmite.

Mas até que ponto devemos ter um nível de interação tão complexo como o apresentado em “Her”, não só no sentido afetivo, mas no geral.

No texto “Enganar inteligências artificiais”, Gabriele Eichel diz sobre Tay (uma inteligência artificial criada pela Microsoft), “ A maioria dos usuários provavelmente ensinou esse comportamento ofensivo à Tay como forma de diversão. Por isso devemos refletir sobre como trataremos os androides. Afinal, é fácil ver o que aconteceu com Tay como inofensivo, uma brincadeira, mas e se Tay fosse um robô mais poderoso? Os comportamentos que ensinarmos a um robô assim poderão ter um dia consequências sérias, principalmente se as máquinas forem expostas a comportamentos de ódio e intolerância como Tay foi.”

Ex-Machina

O filme Ex-Machina trata-se, em parte, disso, a forma com que Ava manipula seus sentimentos em prol do seu objetivo, que é a exploração de um mundo novo (além do laboratório) e sua sobrevivência.