Twitter como segunda tela

Uma forma que as empresas podem aproveitar a rede social


No ano passado, tive a oportunidade de conhecer a sede o Twitter em São Paulo. Lá, me foi apresentada informações bem legais sobre a rede social, como sua nova forma de anúncios, cases utilizando Twitter+Vine e também uma pesquisa feita com usuários revelando o que os motivam a usar o microblog. Entre elas estava a utilização do Twitter como Segunda Tela em eventos grandes do país. Acabei não fazendo um post na época, mas dois acontecimentos no ano passado me fizeram escrever este texto que vocês estão lendo agora.

Muito se fala sobre utilizar as redes sociais como segunda tela — principalmente o Twitter. Acho que a facilidade de postar um conteúdo e a obrigação de redigir mensagens curtas, deixa a rede mais interativa com o que se passa na vida real — principalmente na televisão.

Eu sou suspeita para falar, afinal eu AMO a rede social. Todos os dias tem posts meus por lá e eu não replico Instagram ou posts do Facebook. É tudo feito por lá mesmo. Porém, ao aplicar para marcas, vejo amigos que me falam:

Qual é a utilidade do twitter? Ninguém mais usa aquilo!

Dentro do meu círculo de amigos, muitos estão no Twitter. Marcas que eu sigo (e gosto) estão lá fazendo um conteúdo diferente. O lance é o que eu falei nesse post aqui: você deve conhecer seu público para fazer uma estratégia bacana. Pode existir algumas situações em que o Twitter não te traga nenhum resultado, nem o Facebook. Mas aí você pensa numa estratégia para WhatsApp, Snapchat, Pinterest ou Instagram e PÁ! Tudo dá certo.

TEVE COPA SIM!

Durante a Copa, por exemplo, vimos que existem milhões de usuários no Twitter. Se estava comemorando uma vitória, ou apenas xingando a seleção, não é relevante. Eles estavam lá, presentes na rede social, fazendo barulho, debatendo sobre o tema e era legal. Abaixo, tem um dado divulgado no blog do Twitter sobre a Copa de 2014.

O jogo entre Brasil X Alemanha teve 35,6 milhões de tweets durante o evento, onde o quinto gol da Alemanha registrou 580mil mensagens por minuto. (dados do post Insights into the #WorldCup conversation on Twitter)

Alguns anos antes do início do evento, já havia uma polêmica por parte dos brasileiros pontuando motivos de que a Copa não deveria acontecer. Isso foi só o começo do que viria na cerimônia oficial de abertura dos jogos e também durante. Vimos o Twitter invadido por “live streamings” comentando absolutamente tudo que acontecia em cada partida.

Para a maioria dos brasileiros era lei assistir os jogos munidos com um smartphone ou computador para fazer os comentários em tempo real. Eu fui uma das pessoas que estava com um olho na TV e outro no smartphone, para poder acompanhar todas as informações divulgadas sobre o jogo que eu estava assistindo.

Também foi do microblog que saiu muitos dos memes mais comentados durante os jogos da Copa do Mundo. Assim, tudo que poderia ser zoado nas redes sociais, foi zoado. As cenas dos jogadores cantando o hino nacional de seus países teve versões alternativas na web — uma brincadeira com músicas que lembravam cada região (até mesmo o famoso jingle do Mc Donalds virou hino dos Estados Unidos). O gol contra de Marcelo, no primeiro jogo da seleção também virou piada. E não pensem que o doloroso 7×1 ficou de fora da brincadeira. Muitos, mas muitos memes foram criados em cima do penúltimo jogo da seleção.

E as Eleições?

E sobre as Eleições de 2014, uma frase que define bem a vibe da época foi:

Nada de Dilma, Marina ou Aécio. Quem ganhou as eleições foi o Twitter!

E ganhou mesmo! Vi o Twitter criando interesse de ir atrás de informações em muita gente que não se interessava por política. Meu grupo de amigos, em eleições passadas, não assistiam debates. Meus amigos, ainda ano passado (antes de tudo isso acontecer na internet), não queriam nem tocar no assunto sobre eleições. Esses mesmos amigos acompanharam todos os debates e fizeram comentários na internet.

Sabe em qual lugar eles foram fazer comentários?

No Twitter, é claro!

Em todos os debates, em diversas emissoras, o Twitter foi utilizado como plataforma de “streaming” com os usuários. Era possível estar informado sobre tudo que estava acontecendo sem estar na frente da televisão.

No debate realizado no SBT, onde Dilma passou mal, eu não estava em casa e consegui acompanhar tudo que foi dito apenas lendo o que meus amigos postavam no microblog. Outro fato engraçado é que Eduardo Jorge foi, segundo os comentários da rede, a primeira pessoa a dar um RT (retweet) em rede nacional.

E as marcas nisso tudo?

Quando eu falo sobre "marcas que aproveitam eventos", SEMPRE lembro do Ponto Frio. Eles conseguem sempre encaixar algum produto deles no contexto do que está sendo conversado na rede. É incrível o trabalho que eles fazem. O Habib's (e outras marcas) também aproveitaram esses eventos para interagir com seu público. Olha só:

Quando o papo era Cuba, rolou um saldão de cubas no Ponto Frio!
O tempo esgotou para o candidato falar? Comprem relógios, galera!
O Habib's aproveitou a imagem das perguntas para os candidatos e também fez uma brincadeirinha!

Com isso, podemos ver que ainda existe público interagindo no Twitter e ele não está perto de seu fim. Na minha opinião, o Twitter — ao contrário do Facebook — consegue engajar seus seguidores e montar cases incríveis de interações pela rede. Talvez pelo fato de ser abastecido diariamente com informações sobre fatos que acontecem diariamente — seja novela, reality shows, debates políticos, jogos esportivos e muitos outros.

E marcas: aproveitem estes eventos na rede social para seus produtos.

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