Mais respeito ou socorro? É isso que as mulheres pedem a você. Te convidamos a conhecer as histórias de três guerreiras. Muito mais do que donas de casas e mães, são trabalhadoras, dispostas a mudar um cenário que preocupa. A reportagem que você vai ler a seguir foi produzida por nós (Diego Schueng e Luísa Ervilha), e faz um recorte da triste realidade vivida por essas brasilienses. A violência doméstica pode ser praticada dentro de casa, entre pessoas próximas, geralmente ligadas por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural (mãe, pai, filhos, irmãos). Pode ser também que não morem no mesmo ambiente doméstico (ex-cônjuges, ex-companheiro (a), ex-namorado (a).

Violência doméstica acontece só com as mulheres?

Vemos mulheres violentadas diariamente nos jornais, nas ruas, ou mesmo nos lares. Apesar de serem maior número em porcentagem, a violência doméstica não acontece apenas com elas. Crianças, idosos e homens também são vítimas.

As crianças podem ser usadas como testemunha de violência doméstica. Ou seja, ao presenciar ou ouvir abusos atribuídos sobre a vítima, ver os sinais físicos depois de episódios de violência ou testemunhar os efeitos da violência na pessoa abusada.

Também podem ser instrumento de abuso: forma de controle pelo pai agressor ou pela mãe agressora. Ou essa criança pode ser física e emocionalmente agredida: chantagens, humilhações, intimidações, surras, entre outros insultos.

Os idosos, por sua vez, podem sofrer praticamente todos os tipos de violência doméstica indicados pela Lei Maria da Penha, além de duas bastante específicas: negligência (falta de cuidado) e abandono.

Os homens podem ser vítimas de violência física e psicológica. As duas são motivadas, na maioria das vezes, por familiares e amigos, em decorrência de alguma não-aceitação: seja por orientação sexual, escolha profissional, religião. O medo e a vergonha são, para essas vítimas, a principal barreira para fazer um primeiro pedido de ajuda.

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é um abrigo que hospeda mulheres vítimas de violência doméstica ou sexual, assédio moral, assédio sexual, negligência, tráfico de mulheres, violência institucional, violência na internet, entre outras formas de violência contra as mulheres. As mulheres ficam alojadas por três meses, recebem apoio psicossocial, mas caso ainda se sintam inseguras após esse período, o local acolhe as vítimas por mais tempo. Os filhos dessas mulheres, caso tenham até 12 anos, também podem ficar abrigados na Casa. Os serviços oferecidos são gratuitos.

A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), as Delegacias Especializadas no Atendimento às Mulheres e demais delegacias, a Rede de Saúde, a Rede Socioassistencial, a Defensoria Pública, o Ministério Público, os Juizados Especializados e Varas Adaptadas, a Polícia Militar e 190, a rede de educação constituem todas as portas de entrada das mulheres à Casa. Ou seja, elas tanto podem ir diretamente à Casa da Mulher Brasileira ou irem a algum outro equipamento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, e serem encaminhadas para a Casa da Mulher Brasileira.

Carla*, 28 anos, foi vítima de violência doméstica praticada pelo próprio marido, por mais de uma vez. Ela topou gravar a entrevista sem ser identificada. Confira um trecho:

Já Poanka optou por postar nas redes sociais uma foto e o relato da agressão que sofreu do namorado após uma festa. Escute o relato:

*As vítimas não quiseram ser identificadas. Os nomes são fictícios para as identidades serem preservadas.

Leia na íntegra a reportagem da Revista Esquina:

Veja também reportagens sobre violência infantil, relacionamento abusivo e transição de gênero nesta Edição do Esquina On-line.
Assista ainda ao documentário “O salto das mulheres”, dirigido por Diego Schueng, aluno do curso de Jornalismo do UniCEUB.