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        <title><![CDATA[Comunicação para Advocacy - Medium]]></title>
        <description><![CDATA[estratégia, conteúdo e conexões a favor de mudanças reais - Medium]]></description>
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            <title>Comunicação para Advocacy - Medium</title>
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            <title><![CDATA[Como a comunicação pode ser aliada do advocacy para desencarcerar mulheres?]]></title>
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            <category><![CDATA[advocacy]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Giulliana Bianconi]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 29 Mar 2016 02:00:59 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-03-29T18:07:42.369Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>A agenda da grande mídia não é das mais amplas. Fora das editorias convencionais (economia, política, cultura, cidade, esportes e internacional), poucos são os campos que têm atenção constante. <strong>Entre os que amargam uma enorme invisibilidade está o campo de direitos humanos.</strong></p><p>Até que uma crise da imigração se estabeleça, é como se não houvesse milhares de refugiados tentando cruzar fronteiras em situações precárias e em constante risco. Até que uma rebelião ocorra, é como se os presídios não estivessem lotados, salvo por uma ou outra reportagem especial que vemos surgir quando um repórter tem acesso a dados alarmantes do sistema carcerário e consegue emplacar sua sugestão de pauta. Até que uma barragem estoure e soterre uma cidade inteira, é como se aquela população atingida não tivesse vivido diariamente em situação de risco e não tivesse tido direitos violados.</p><p>Se você fizer o exercício de tentar lembrar uma reportagem ótima que leu ou assistiu sobre um tema de direitos humanos, pode até dar certo. Pode conseguir listar uma ou outra. Mas o ponto é que essa reportagem não faz parte de uma agenda.</p><p><strong>Narrativas do advocacy: uma contribuição possível aos debates</strong></p><p>A falta de acompanhamento e de cobertura intensiva a temas “urgentes” dos direitos humanos faz com que seja ainda mais importante que <strong>projetos que colocam causas no centro e fazem <em>advocacy</em></strong> planejem boas plataformas de narrativa, invistam em conteúdo de qualidade e em estratégias de comunicação. Com a internet, o alcance dessas histórias pode redefinir o nível de engajamento público e, ainda:</p><ul><li>pode ajudar a tirar temas dos nichos e das redes de especialistas, fazendo com que um público mais diverso acesse as discussões.</li><li>pode comunicar dados e informações qualificadas, contribuindo para um debate de maior profundidade</li></ul><h4><strong>Por isso faz todo o sentido que uma organização da sociedade civil que quer influenciar a adoção de medidas alternativas à prisão para mulheres, por exemplo, decida investir na construção de uma plataforma online multimídia que aborde a realidade das mulheres encarceradas a partir de história e números.</strong></h4><p>Desde que os dados e fatos apresentados sejam verdadeiros, haverá contribuição para o debate, como mostra a <strong>plataforma “</strong><a href="http://mulheresemprisao.org.br/"><strong>Mulheresemprisão</strong></a><strong>”,</strong> desenvolvida pelo <a href="http://ittc.org.br/">Instituto Terra, Trabalho e Cidadania</a>, organização que atua há quase 20 anos no Brasil com foco na erradicação da desigualdade de gênero, na garantia direitos e no combate ao encarceramento<strong>. E, se essa plataforma estiver fortemente articulada a outras iniciativas de impacto, pode contribuir verdadeiramente para mudanças de cenário a favor da causa.</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*KcwUrVxs8NTZ3PaZvxXn1w.jpeg" /></figure><p>Você saberia dizer quantas são as brasileiras encarceradas? Por que a maioria delas está presa? Como são tratadas nas prisões? Que tipo de violações elas sofrem? E mais: como elas poderiam cumprir por crimes cometidos sem desamparar as famílias? O ITTC apura isso constantemente com pesquisa de campo, com o acompanhamento de relatos e testemunhos, analisando relatórios diversos, políticas públicas etc.</p><p>O que a plataforma <strong>Mulheresemprisão</strong> faz é compartilhar, em uma narrativa informativa e documental, dados e conteúdo de qualidade que resultam desse trabalho do instituto. No endereço online, é possível acessar histórias, contextos e…as ações propostas pelo ITTC para mudar a realidade do encarceramento.</p><p>E esse é outro ponto: algumas iniciativas de advocacy contam com ferramentas de mobilização online que alcançam seus públicos sem que nenhum esforço maior de comunicação para a contextualização do cenário seja feito. Esse projeto é um exemplo de esforço também para explicar, com números, vozes e gráficos, o porquê é tão importante inserir <em>o seu e-mail </em>lá naquele campo onde há um chamado para clicar em “<em>enviar carta às autoridades</em>”.</p><p>O “encarceramento feminino” segue fora da agenda da grande mídia? Sim. Mas a invisibilidade do tema passa a ser menor a cada usuário que alcança o endereço online, compartilha, comenta em seus perfis em redes sociais, envia por e-mail, por whatsapp etc. E até mesmo os repórteres contam com mais uma fonte de pesquisa para explorar essa realidade que muitos desconhecem</p><p>Além disso, no momento em que outras ações forem articuladas -seja pelo ITTC ou por outra organização- com o objetivo de se pressionar o judiciário pelo desencarceramento, mais pessoas estarão informadas e terão condições de debater, opinar e se mobilizar (ou serem mobilizadas…) exatamente porque iniciativas de comunicação como essa passaram a existir.</p><p>A motivação para que o público se coloque a favor de uma determinada causa pode ser reforçada sempre, com o trabalho de sensibilização que passa por informar. E para isso: produção de conteúdo, investimento em narrativas e em uma comunicação interessante são estratégicos e, em alguns casos, até imprescindíveis.</p><p>Abaixo, um dos vídeos que integram a plataforma <strong>Mulheresemprisão</strong></p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F_fEfdSnEDEs%3Ffeature%3Doembed&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D_fEfdSnEDEs&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F_fEfdSnEDEs%2Fhqdefault.jpg&amp;key=d04bfffea46d4aeda930ec88cc64b87c&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/2e46a68c20d5316464ab97c73d72ff9b/href">https://medium.com/media/2e46a68c20d5316464ab97c73d72ff9b/href</a></iframe><p><em>Para ler mais sobre “Comunicação e Advocacy” acompanhe também</em>: <br><a href="https://www.facebook.com/comunicadvocacy/"><strong>facebook.com/comunicadvocacy</strong></a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=870d8bec5933" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/comunica%C3%A7%C3%A3o-para-advocacy/como-a-comunica%C3%A7%C3%A3o-pode-ser-aliada-do-advocacy-para-desencarcerar-mulheres-870d8bec5933">Como a comunicação pode ser aliada do advocacy para desencarcerar mulheres?</a> was originally published in <a href="https://medium.com/comunica%C3%A7%C3%A3o-para-advocacy">Comunicação para Advocacy</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Anista Internacional e Greenpeace:
Duas hashtags alcançam muita gente.]]></title>
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            <category><![CDATA[advocacy]]></category>
            <category><![CDATA[direitos-humanos]]></category>
            <category><![CDATA[communication]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Giulliana Bianconi]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 07 Mar 2016 00:47:57 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-03-07T01:46:14.739Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Anista Internacional e Greenpeace:<br>Duas hashtags alcançam muita gente. Uma hashtag alcançaria muito mais</strong></h3><p>Entre as organizações ativistas que abraçaram o conceito de internet como <strong>“esfera pública”</strong> e que investem fortemente em estratégias visando reforçar o engajamento de cidadãos em causas e aumentar o alcance de suas ações ativistas, estão a <a href="https://anistia.org.br/"><strong>Anistia Internacional</strong></a> e o <a href="http://www.greenpeace.org/"><strong>Greenpeace</strong></a>. As duas têm agendas no Brasil, mantêm equipes atuando localmente e não raramente viralizam conteúdos na web, onde somam milhares de fãs e seguidores em suas páginas/perfis de redes sociais. Dificilmente as duas organizações falam sobre um mesmo assunto.</p><p>Referência de ativismo ambiental, o Greenpeace pode colocar na rua, no mar ou na internet uma campanha para boicotar marca de chocolate que usa óleo de palma vindo de florestas tropicais devastadas, mas prefere não se meter a falar sobre genocídio de jovens negros. Já a Anistia, com suas pautas de direitos humanos, estampa números desse genocídio em campanhas robustas, mas não gasta energia para mobilizar públicos contra a exploração ilegal de madeira na Amazônia. <strong>E assim as duas organizações coabitam o mundo dos engajados, sem dialogar diretamente na dinâmica dos <em>likes</em> do dia a dia, embora tenham o mesmo sonho dourado: a JUSTIÇA SOCIAL.</strong></p><h4>No fim de fevereiro, porém, uma hashtag quase uniu as organizações na web.</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/929/1*LIMudFOI07mzXja_U98LHQ.jpeg" /></figure><p>Diante da notícia da aprovação, pela Câmara dos Deputados, do <strong>projeto de Lei 2016–15</strong>, o mundo do ativismo progressista reagiu. A Anistia Internacional e o Greenpeace não demoraram a entrar no coro dos que pedem para que a presidenta Dilma vete o projeto de lei. Poderiam fazer um grande barulho juntos, mas não. <strong>As mensagens das hashtags usadas conflitam. Trazem posicionamentos diferentes para buscar o engajamento do público</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/593/1*8tAwuRNZAObu-qMNZiusZQ.jpeg" /></figure><p>Enquanto a Anistia lançou a hashtag “<a href="https://anistia.org.br/entre-em-acao/email/naosouterrorista/"><strong>#NaoSouterrorista</strong></a>” numa campanha que convida as pessoas a enviar, via plataforma da organização, um e-mail à presidenta, o Greenpeace preferiu o “<a href="http://www.souterrorista.org.br/?ref=p3_os&amp;utm_source=referral&amp;utm_medium=p3&amp;utm_campaign=terrorista&amp;utm_content=p3_os"><strong>#SouTerrorista</strong></a>” para permear as ações que também contam com ferramentas web para participação cidadã. A comunicação das campanhas acontece no facebook, twitter e em outras plataformas.</p><p><strong>As campanhas não se anulam, necessariamente</strong>.</p><p>Quem assina a petição da Anistia não será incoerente se assinar a do Greenpeace. O objetivo pretendido, no fim do dia, é o mesmo. Mas como se trata de comunicação na web, não só o entendimento do objetivo pelo público basta. Já se foi esse tempo. <strong>Na web social, a estratégia de comunicação pode e deve visar alcance, relevância e influência</strong>. As hashtags são recursos para busca porque elas funcionam como agregadoras de metadados, o que quer dizer que fornecem informação para que os sistemas de busca localizem e organizem informações. As hashtags ajudam a definir, entre outras coisas, o que é “mais relevante” dentro de um sistema. É essa a lógica que define o que é Trending Topics no Twitter. Quanto mais um dado for referenciado no sistema, mais relevância a informação que ele traz terá.<br> <br>Pensar comunicação em rede, na web ou fora dela, não significa necessariamente mudar o tom ou descaracterizar uma estética e um posicionamento já construídos.</p><p>O Greenpeace é combativo, é afirmativo e busca provocar reflexões com ações, por vezes, polêmicas. É assim que atua e consegue seus resultados há décadas. Ao fazer as críticas ao projeto de lei que abre brechas para a criminalização de expressões democráticas, usa a expressão “#SouTerrorista”. Não há nada aí que destoa do <em>script </em>Greenpeace.</p><h4>Mas fazer da hashtag uma marca identitária deve ser a prioridade?</h4><p>Independentemente da resposta que vc tenha a essa pergunta, <strong>buscar as sonoridades possíveis na web deve fazer parte da estratégia de comunicação</strong>. Afinal, as causas são sempre maiores que as organizações, e por isso uma mensagem comum na rede - que seja o mais relevante possível para os sistemas informacionais e que não gere dispersão nem ruídos junto aos cidadãos- deveria ser um objetivo pretendido, não?</p><p><em>Para ler mais sobre “Comunicação e Advocacy” acompanhe também</em>: <br><a href="https://www.facebook.com/comunicadvocacy/"><strong>facebook.com/comunicadvocacy</strong></a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=6ed54d29f604" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/comunica%C3%A7%C3%A3o-para-advocacy/anista-internacional-e-greenpeace-duas-hashtags-alcan%C3%A7am-muita-gente-6ed54d29f604">Anista Internacional e Greenpeace:
Duas hashtags alcançam muita gente.</a> was originally published in <a href="https://medium.com/comunica%C3%A7%C3%A3o-para-advocacy">Comunicação para Advocacy</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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