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        <title><![CDATA[barbararmiranda - Medium]]></title>
        <description><![CDATA[barbara miranda - Medium]]></description>
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            <title>barbararmiranda - Medium</title>
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            <title><![CDATA[Até breve]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Barbara Miranda]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 14 Oct 2020 17:49:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-12-06T13:38:16.050Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>“Vamos tirar um selfie, vó?”. “Vamos!”, você respondeu. E sorriu, como se tivesse a mesma idade que eu, e perguntou: Ficou bonita?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*xCv_jfYVvlgQwFdW5nxQWQ.jpeg" /></figure><p>Se você me perguntasse, no momento em que tiramos a selfie, o que eu achava que iria acontecer nos 11 meses que se seguiram, eu inventaria todas as histórias possíveis, menos as que realmente aconteceram. Foram meses cheios de surpresas (ruins e boas), descobertas (ruins e boas), encontros, reencontros, desencontros e despedidas.</p><p>E a cada despedida eu me perdia, tentava fugir, achar refúgio e, por fim, acabava encontrando comigo mesma. E encontrando comigo mesma, eu precisava revisitar todas as memórias, todas as palavras ditas e não-ditas, todas as promessas e todas as heranças de uma história que continuava sendo contada, mesmo sem a minha vontade de continuá-la.</p><p>E a cada despedida eu ia me preparando, sem perceber, para esse momento. Momento esse que me fez questionar, através da sua história, absolutamente tudo o que eu vivi até então. E aprendi muito.</p><p>Aprendi que dizer adeus não significa nunca mais, mas até breve. Aprendi que família é de sangue e tudo mais que a gente quiser. Aprendi que a vida não termina quando vida acaba. A vida continua através das histórias, das memórias, dos ensinamentos, das risadas (e quantas risadas, né?). Porque eu nunca vou esquecer do barulho que o arroz faz na panela quanto está na hora de colocar a água, ou de como você se sentiu a primeira vez que usou uma calça comprida (minha favorita).</p><p>Porque sem você e suas histórias, não existiria a minha própria. E te agradeço, por toda a sua vida em todos os momentos, bons e ruins. Sempre sorrindo, sempre de batom no bolso (mesmo esquecendo de usar na maioria das vezes).</p><p>Até breve.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b317103569ad" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/barbararmiranda/at%C3%A9-breve-b317103569ad">Até breve</a> was originally published in <a href="https://medium.com/barbararmiranda">barbararmiranda</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O que eu gostaria de ter ouvido aos treze.]]></title>
            <link>https://medium.com/barbararmiranda/o-que-deveriam-ter-me-falado-aos-13-anos-f9c0817c9cda?source=rss----61f8ccb1c3c7---4</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Barbara Miranda]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 14 Oct 2020 17:47:56 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-04-02T20:11:51.258Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mamilos</strong> (de verdade, não polêmicas) começavam a aparecer e as meninas já ficavam todas alvoroçadas pra colocar um sutiã, pra se sentirem mulheres, mais velhas, adultas. Eu, com a genética que meu pai e minha mãe me deram, demorei uns três anos a mais que outras meninas pra começar a pensar neles.</p><p>Em meio a leituras da Capricho, filmes e as amigas da escola, eu achava que tinha problema com o tamanho dos meios seios. Eu repetia as frases de toda menina que tinha o corpo parecido com o meu diz(ia): <em>ah, como eu queria ter peitos maiores; mas eles ainda vão crescer e, se não crescerem, eu coloco silicone.</em></p><p><strong>Mentira.</strong></p><p>Eu não me me importava. Na verdade, sempre achei bom ter seios pequenos. Acho confortável. Sempre odiei sutiã com enchimento e arame, e nunca consegui me imaginar numa mesa de cirurgia pra fazer qualquer mudança estética no meu corpo.</p><p>Eu reproduzia aquelas frases e gestos pra me enturmar, afinal, <em>como eu poderia estar satisfeita com meu corpo?</em> Diga-se de passagem, de todas as coisas que eu gostaria de mudar nele, o seio não era/é prioridade, mas se todo mundo reclamava, eu tinha que reclamar também. Ou pelo menos eu achava isso, até descobrir <strong>que esse era o motivo da reclamação</strong>.</p><blockquote>Meus peitos são pequenos. Ponto final. Não tem um “mas” depois disso. Não tem um “eu vou esperar ter filho”, “eu vou esperar ficar mais velha”. Eu não quero mudá-los artificialmente e tá tudo bem.</blockquote><p>Em um país onde ocorre o segundo maior número de cirurgias plásticas do mundo (<a href="http://*http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/08/cai-numero-de-plasticas-no-brasil-mas-pais-ainda-e-2-no-ranking-diz-estudo.html"><em>1,22 milhão de procedimentos em 2015, sendo lipoaspiração e silicone os maiores números*</em></a>), é óbvio que as propagandas do corpo ideal são muito valorizadas. E a gente compra, cada uma delas, desde o nascimento. Eu compro, você compra, todo mundo compra. E assim, corremos eternamente atrás desses padrões, sem perceber que eles estão sempre mudando para algo que nunca conseguiremos ser.</p><p>Nosso corpo é inconstante, fluido, espelho da nossa mente. Ele responde a cada estímulo, seja bom ou ruim. Aprender a amá-lo é diferente de aceitá-lo, como alguém que se conforma com uma condição ruim que lhe foi dada. <strong>O importante é respeitá-lo.</strong> Respeitar os limites, conhecê-lo de ponta a ponta. É ok você não amar cada detalhe do seu corpo. <strong>Está tudo bem</strong>.</p><p>Devemos questionar cada um desses desgostos, para não nos deixar levar por caminhos que só vão nos transformar <em>externamente</em>, quando a verdadeira mudança ocorre de dentro pra fora. <strong>Cirurgia não leva a amor e respeito próprio.</strong> Quer muito fazer cirurgia plástica? Beleza. Mas se pergunte antes porque você quis mudar sua morada em primeiro lugar. <em>Será que não poderia modificá-lo de outra forma? Ou vê-lo sob outra perspectiva?</em></p><p>Eu gosto dos meus seios pequenos. Sempre gostei. Eu só passei muito tempo fingindo que não.</p><blockquote>Às meninas que estão na puberdade: vai ficar tudo bem, <em>tudo na vida é transitório</em>; Às mulheres que já passaram da puberdade: <em>seja gentis consigo mesmas e com seus corpos. Vocês merecem isso.</em></blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/933/1*BuDYQEsxLZ2Gz8DejDAMjA.jpeg" /><figcaption>Don’t worry, be happy. Flaws and all.</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f9c0817c9cda" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/barbararmiranda/o-que-deveriam-ter-me-falado-aos-13-anos-f9c0817c9cda">O que eu gostaria de ter ouvido aos treze.</a> was originally published in <a href="https://medium.com/barbararmiranda">barbararmiranda</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Eu não gosto de rosa.]]></title>
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            <category><![CDATA[feminism]]></category>
            <category><![CDATA[se-dê-o-respeito]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Barbara Miranda]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 14 Oct 2020 17:43:44 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-10-23T20:58:20.259Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ktU-3pkTQ10AIgQImTrNQg.png" /></figure><p>Quando era pequena, eu odiava rosa. Rosa era cor de menininha. Power Ranger rosa? Nem pensar! A amarela era muito mais legal. Ela era asiática, o que era bem diferente, e lutava muito melhor (certeza)! Ao mesmo tempo, eu gostava muito de organizar as coisas e de me arrumar — menina bonita tem que se cuidar né? E assim fui crescendo, brincando de organizar, cada dia um penteado diferente pra escola.</p><p>Todo mundo dizia, que eu era muito jeitosa, muito delicada. Delicada talvez não seja a melhor maneira de me descrever. E que era muito estudiosa. Na verdade, eu ia pra escola, encontrava meus amigos e não achava que estudar era chato. Eu tirava notas boas porque era o que eu tinha que fazer!</p><p>Enfim, veio o ensino médio, um ano de intercâmbio na Alemanha, volto por Brasil e…putz! Não passei no vestibular! E aí eu ouvi “você não estudou o suficiente” ou “porque não tenta logo uma particular pra entrar logo na faculdade?” Afinal, eu PRECISAVA fazer faculdade, pra conseguir um bom emprego e me tornar uma “mulher adulta independente”. Seja lá o que isso significa. Depois de um ano de cursinho, passei e, depois de uma faculdade, três estágios, três empregos e três namorados eu me vi, aos 25 anos, me perguntando: Por que é que eu não gosto de rosa mesmo?</p><p>Eu tinha acabado de ficar noiva daquele que minha mãe chamou de “o genro que toda mãe sempre sonhou”. Um cara bonito, legal e que gosta de trabalhar, ou seja, promessa de uma vida estável que resultava na tradicional família brasileira: classe média alta e feliz, que visita os pais nos almoços de domingo.</p><h4>E o que é que tem de errado nessa história?</h4><p>Aparentemente, nada.</p><blockquote>O problema dessa história, assim como o do rosa, está nas entrelinhas. Naquilo que não é dito, nos rótulos, nas vontades veladas, na falta de dizer um ao outro o que realmente se sente.</blockquote><p>A essa altura do campeonato, já não importava pros outros se eu tinha um bom emprego, se eu me sentia bem comigo mesma, ou se eu tinha me tornado a mulher independente. Eu já estava com a vida garantida, e não tinha do que reclamar!</p><p>Foi aí, que eu decidi pintar meu cabelo de rosa e, com isso, terminei um relacionamento de quase cinco anos! E foi bem difícil. Difícil porque não foi por falta de amor pelo outro, <strong>mas pela falta de amor que eu sentia comigo mesma</strong>.</p><p>E foi descobrindo esse amor, que surgiu o <strong>Se dê o respeito</strong>. A partir desse texto, decidi compartilhar essa jornada dentro do universo feminino e mostrar que não tem problema gostar de rosa, azul, verde ou qualquer outra cor! <strong><em>O importante é gostar de você.</em></strong></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4f3b9f232fe6" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/barbararmiranda/eu-n%C3%A3o-gosto-de-rosa-4f3b9f232fe6">Eu não gosto de rosa.</a> was originally published in <a href="https://medium.com/barbararmiranda">barbararmiranda</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Presente]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Barbara Miranda]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 14 Oct 2020 17:41:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-10-06T23:58:40.382Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Se parar para pensar.<br>Não pare, deixe fluir.<br>Pensamento é como o tempo. Passa.</p><p>E prender ao que passa só te faz refém. Estagna.<br>E vira refém de um tempo que não existe.<br>Nem passado, nem futuro. Tempo.<br>Possibilidade infinita de memórias, ações e sentimentos.</p><p>Prende-se na memória que já passou.<br>Prende-se na ação que nunca virá.<br>Reduz-se a um sentimento que não pertence.</p><p>Deixe fluir. Presente.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cb357d76090b" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/barbararmiranda/presente-cb357d76090b">Presente</a> was originally published in <a href="https://medium.com/barbararmiranda">barbararmiranda</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Se sua vida fosse uma série, quantas temporadas teria?]]></title>
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            <category><![CDATA[aniversário]]></category>
            <category><![CDATA[series]]></category>
            <category><![CDATA[temporada]]></category>
            <category><![CDATA[vida]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Barbara Miranda]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 14 Oct 2020 17:38:34 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-03-05T12:59:31.009Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Estou completando mais ano de vida e, como a maioria das pessoas, eu começo a refletir sobre tudo o que já me aconteceu e é sempre um misto de alegria e confusão porque já mudei tanto que não consigo me reconhecer em vários eventos que se passaram comigo, ao mesmo tempo, que sim, eu vivi e tenho essas memórias, diálogos e cenas ainda muito vivas na minha cabeça.</p><p>Eu sempre digo e acho que já falei no <a href="https://medium.com/outras-mamas-podcast">Outras Mamas Podcast </a>que a impressão que eu tenho é que são várias de mim em uma só vida ou talvez eu tenha várias vidas e estou vivendo todas elas paralelamente, em cada hora, uma <strong>eu</strong> sendo a protagonista da vez. Mas eis que, ouvindo <a href="https://open.spotify.com/episode/3JUwHT0btmhguOzaoiIRxu">o podcast é nóia minha sobre não se sentir com a idade que se tem </a>eu vi uma analogia ainda melhor e mais atual para esse sentimento: de que <em>a nossa vida é uma série, com várias temporadas</em>! Comecei a refletir então, sobre como algumas pessoas tem várias temporadas numa vida só, enquanto outras tem uma longa e única temporada e outras uma temporada curtíssima, mas ainda assim cheia(s) de reviravoltas e com um episódio final digno de cinema.</p><h3><strong>Aí comecei a escrever o roteiro da série da minha vida.</strong></h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*nsywqMO-sWHJCu7P4iM30Q.png" /><figcaption>Eu, com alguns dias de vida.</figcaption></figure><p><em>Minha primeira temporada eu acho que durou até os meus dezessete anos, logo após eu terminar meu intercâmbio na Alemanha. </em>Foi longa eu sei, mas é que apesar deu ter crescido de tamanho, mudado de escola várias vezes, aprendido um monte de coisa eu não sinto que eu mudei tanto assim (e isso você pode reparar pelo meu cabelo ao longo dos anos). Eu era muito tímida, boa aluna, boa filha, tive uns momentos de rebeldia na puberdade mas, no geral, minha vida era uma vida regular.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/300/1*fdDU572IneBkSCW2nlycBw.jpeg" /><figcaption>Na UnB</figcaption></figure><p><em>A segunda temporada começou quando eu aprendi que eu podia ser diferente e crescer.</em> Eu tive uma adolescência tardia, continuei tímida mas já questionava várias coisas que me incomodavam, arrumei um namorado, fiz vestibular e tinha certeza, como toda jovem, que meu plano de me formar na faculdade e seguir na carreira de designer ia dar certo — afinal, essa era a profissão do futuro. Curti bastante a universidade, peguei estágio cedo e a meta era clara: começar a trabalhar o quanto antes — e eu fui muito bem sucedida nisso: fiz vários amigos, viajava bastante, ganhava dinheiro e era elogiada por isso. Os episódios duraram uns quatro anos, até eu começar um novo relacionamento e entrar na vida adulta ou, pelo menos, <em>era isso o que eu pensava.</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/300/1*tDxzeWa4oB9OR8h76tnU4Q.png" /><figcaption>Fazendo a cenografia pro show do Móveis</figcaption></figure><p><em>Começa então a terceira temporada comigo apaixonada, me formando e de carteira assinada, trabalhando com o que eu gosto: música!</em> Na época, eu era designer da banda <a href="https://www.youtube.com/channel/UCHhfOkXTUI6nc7t7jWQ1LjQ">Móveis Coloniais de Acaju</a>, ia à shows, conhecia mais pessoas maravilhosas e tudo isso num relacionamento com potencial pra seguir por várias temporadas seguintes, quiçá todas! <em>Meu sonho de princesa, que eu nem sabia que tinha, estava se realizando. </em>Dois anos vivendo o sonho e aparece um sonho ainda maior: morar e trabalhar em Nova York. Sabe aquelas oportunidades que é pegar ou largar? Eu sei que não é oportunidade, é privilégio, mas na época parecia o destino me chamando pra algo maior e eu fui. Sonhando alto com o que eu poderia vir a ser naquela cidade que antes eu só via em filmes.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*r2A7cd9yAkyRvaMfF_PM7w.jpeg" /><figcaption>Foto tirada do Dumbo em Nova York</figcaption></figure><p>Mas como todo carnaval tem seu fim, o sonho também não durou tanto assim (até rimou!). O emprego acabou. E o relacionamento? Me apagou. E como essa história merece um texto só pra ela, vou deixar pra depois, mas fica aqui o <em>spoiler</em> de que ela não me apagou por inteira! No fundo ainda tinha uma chama bem fraquinha que reascendeu na quarta temporada.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/300/1*-5vrrTVxFaOONR_Q8bR-Wg.jpeg" /><figcaption>Na minha festa de 27 anos</figcaption></figure><p><em>A quarta temporada começa com aquilo que todo mundo precisa, mas poucos conseguem ter e se entregar de verdade: terapia. </em>A verdade é que eu dei sorte de ter encontrado <a href="https://medium.com/outras-mamas-podcast/impostora-6bab896fd394">uma terapeuta maravilhosa </a>que em menos de dois meses me ajudou a mudar minha vida do avesso. Eu estava desempregada, tinha acabado meu relacionamento de princesa e, mesmo assim, feliz. Me sentindo livre, pela primeira vez desde que minha história começou. Nessa liberdade toda comecei uma busca incessante pela minha identidade, engatei num novo relacionamento, mudei de cidade com o boy e decidi começar <a href="https://linktr.ee/outrasmamaspodcast">um podcast </a>com <a href="https://www.instagram.com/thaisgoldkorn">uma mulher (maravilhosa) que eu mal conhecia na época</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*3bj8n33lkOcLT-2MmX8gxw.png" /><figcaption>Eu e Thais posando pro Outras Mamas Podcast</figcaption></figure><p>Por incrível que pareça essa está sendo a temporada mais curta em anos, mas a mais longa em mudanças internas e externas. Minha vida de designer? Nem sei mais o que significa isso: sucesso, trabalho, carreira. <a href="https://www.docdroid.net/gQQrlPI/trabalhoemtransicao.pdf">No momento, eu acho que são só coisas que a gente coleciona pra contar pros outros ao longo da vida.</a> Nesse meio tempo, aprendi a me politizar, e aprendi que eu tinha voz e poderia ser ouvida e compartilhada com milhares de outras vozes pelo sentimento de querer transformar. O podcast vai bem e a mulher que eu mal conhecia se tornou uma companheira e tanto! E o relacionamento? Tivemos várias crises como esperado, mas ele ainda cresce e já virou um laço muito maior do que eu jamais poderia imaginar existir entre duas pessoas. Seguimos caminhando juntos, construindo novas pontes, conhecendo novos lugares e formando novas famílias por aí.</p><p>Depois de tantos <em>plot twits,</em> estamos chegando na <em>season finale. </em>Não sei quantas temporadas serão ao todo mas, relaxa, que já garanti que a série será renovada e a nova temporada começa em breve: nova mudança, cidade antiga e amizades reencontradas e muitos, muitos lugares pra conhecer e visitar.</p><p>O que me aguarda pra essa quinta temporada, eu não sei. Só sei que hoje, dia 05 de março de 2020, ficará marcado como o dia que eu comemoro mais uma volta ao sol com o sentimento de que independente do que vier, tem sempre uma temporada nova pra recomeçar (e pode vir com reviravoltas e tudo, que eu to pronta e muito bem acompanhada!).</p><h4><strong><em>E você, está em qual temporada?</em></strong></h4><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4e2b015d5e07" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/barbararmiranda/se-sua-vida-fosse-uma-s%C3%A9rie-quantas-temporadas-teria-4e2b015d5e07">Se sua vida fosse uma série, quantas temporadas teria?</a> was originally published in <a href="https://medium.com/barbararmiranda">barbararmiranda</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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