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        <title><![CDATA[Geringonça Pt-Br - Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Quando as esquerdas se unem - Medium]]></description>
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            <title>Geringonça Pt-Br - Medium</title>
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            <title><![CDATA[Em Coimbra, “O Processo” é grito de alerta para a democracia]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 19 Jul 2018 14:11:02 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-19T14:11:01.731Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*HgcbEarDREU_pRbUl8VU7g.png" /></figure><p>O filme de Maria Augusta Ramos, que documenta o golpe contra Dilma Roussef, foi premiado no Festival de Berlim e venceu o Festival Visions Du Reel, na Suiça. Em Portugal, “O Processo” recebeu o prêmio de melhor longa-metragem pelo público e também pelo Juri Silvestre, no festival de cinema português IndieLisboa. Ele foi levado a Coimbra pelo Coletivo Vozes Importunas, que se propõe a discutir temas ligados aos direitos humanos, no mundo todo. Para as organizadoras do evento, além de discutir a realidade do Brasil, o filme é importante ao mostrar que com a democracia todo o cuidado é pouco.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F8E0zUgbvPDo%3Ffeature%3Doembed&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D8E0zUgbvPDo&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F8E0zUgbvPDo%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/87158007c173d70ab965887756bd79e7/href">https://medium.com/media/87158007c173d70ab965887756bd79e7/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8c7303190f96" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/em-coimbra-o-processo-%C3%A9-grito-de-alerta-para-a-democracia-8c7303190f96">Em Coimbra, “O Processo” é grito de alerta para a democracia</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A Geringonça em um verão instável]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 09 Jul 2018 21:39:35 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-09T21:39:35.507Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*mD-h2n8JSykxRcr8Yrg6Ag.jpeg" /><figcaption><strong>Sessão do Parlamento português em Lisboa. Foto: Miguel A. Lopes/LUSA</strong></figcaption></figure><p>Na sexta feira, dia 13 de julho, o governo português e os partidos debatem no parlamento os resultados das ações de governo, o chamado “estado da nação”. Essa é uma avaliação dos pontos positivos e negativos das ações governativas que ocorre no encerramento de um período legislativo, o que acontece agora em julho.</p><p>A discussão acontece num momento de tensão e tempo quente para a Geringonça, a aliança das esquerdas portuguesas — Partido Socialista (PS), Partido Comunista Português (PCP) e Bloco de Esquerda (BE) — que governa o país. O momento mais difícil já vivido, dizem alguns jornalistas e articulistas que se debruçam sobre o tema.</p><p>A abertura de uma matéria <a href="https://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2384/html/expresso/politica/ha-boas-abertas-com-ocorrencia-de-trovoadas">do jornal Expresso</a>, que se propõe a fornecer dados sobre o país da Geringonça, chega a ser bem humorada. Diz que se “a nação tivesse um perfil no facebook, era capaz de escrever que estava a ‘sentir-se confusa’”. Mas o clima não está para brincadeiras: os sorrisos leves deram lugar a rostos sérios e até carrancudos, entre os aliados, nas suas falas à imprensa e à população.</p><p>Há quem diga que a questão principal é que a aliança entre as esquerdas, para assegurar a governabilidade ao PS, em 2015, se deu apenas na base do não. Não à austeridade, não aos cortes salariais e aos direitos retirados no período de 2011 a 2015, quando Portugal se subordinou ao FMI, Banco Central Europeu e Comissão Européia. Agora chegou a hora do sim e aí as afirmativas dos partidos da Geringonça fogem ao consenso.</p><p>Se, por um lado, a idéia da união entre as esquerdas tem o seu encantamento, o embate frente à realidade é algo que sempre esteve anunciado. É na questão trabalhista, no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e no atendimento à reivindicação dos professores, que querem reaver as perdas dos anos de austeridade, que os desentendimentos se mostram, no momento.</p><p>O PS, no governo, não vive dias fáceis com seus parlamentares que também questionam algumas medidas e até uma possível aproximação com a chamada centro /direita. Os partidos mais à direita, por sua vez, também não estão em condições de comemorar as dificuldades da Geringonça. No Partido Social Democrata (PSD), os acenos feitos para uma aproximação com o primeiro ministro Antonio Costa, caso necessário um apoio para a aprovação do Orçamento de Estado, foram logo bombardeados internamente. Algo na linha do “quem pariu Mateus que o embale”, Costa que se entenda com seus aliados. Veja <a href="https://www.publico.pt/2018/07/06/politica/noticia/deputados-do-psd-receiam-ter-de-viabilizar-oe-e-acenam-com-revolta-1837033">matéria do Público</a>.</p><p>No caso do CDS, o Partido Popular, a aposta é a mesma, ele que se entenda com os seus. Ao mesmo tempo, ninguém quer excluir, de vez, a possibilidade de uma aproximação com o governo e o afastamento dele de seus aliados de esquerda.</p><p>Os desafios são grandes e o maior de todos deve ser a aprovação do orçamento para 2019, prevista para o segundo semestre. Mas, o que preocupa a todos os partidos são as eleições legislativas do próximo ano. (veja artigo de <a href="https://ionline.sapo.pt/artigo/618402/-a-plataforma-comum-de-esquerda-esta-a-ruir-?seccao=Opiniao_i">opinião de Alfredo Barroso</a>, para o jornal i)</p><p>A simpatia pela Geringonça tem seus motivos por vários sucessos mas o descontentamento que começa a surgir em setores importantes da população preocupam. A economia melhorou, o turismo alavancou setores importantes, criou postos de serviço, mas o mercado imobiliário tornou-se perverso para os moradores locais e os novos postos de trabalho têm salários baixos e situação precária.</p><p>O dinheiro circula mais em Portugal mas o custo de vida está mais elevado. Ao disto, a saúde pública vive uma crise grande, com profissionais pedindo demissão frente à ameaça de falência dos serviços. É acompanhar e torcer, mas o tempo está quente em Portugal.</p><p>Celia Regina de Souza</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=ac6200f48512" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/a-geringon%C3%A7a-em-um-ver%C3%A3o-inst%C3%A1vel-ac6200f48512">A Geringonça em um verão instável</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Salazar: o construtor de fake-monuments]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 09 Jul 2018 16:42:22 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-09T16:43:15.780Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*hzM-0PzelL05Pcx3lGOkGw.jpeg" /><figcaption><strong>Vista de Lisboa, desde o bairro de Graça. Ao fundo o Castelo de São Jorge</strong></figcaption></figure><p>O viajante que chega pela primeira vez a Lisboa se deslumbra com a visão do castelo de São Jorge e suas muralhas medievais dominando uma colina que se debruça sobre o azul lustroso do Tejo. Surge logo a vontade de subir até lá para apreciar um monumento que remonta à Idade Média e, de quebra, ficar de queixo caído com a vista panorâmica. Herança medieval? Só que não!</p><p>O castelo foi praticamente construído durante os anos de 1938 a 1940 na ditadura António Oliveira Salazar (1932–1968). O soturno ditador queria dar a Portugal ares de heroísmo e para isso nada como criar monumentos fakes (falsos) para exaltar o patriotismo português, no momento em que se festejavam oito séculos da fundação de Portugal por D. Afonso Henriques, no ano de 1139, e a Restauração (quando Portugal se liberta do domínio espanhol 1580–1640). Nessa época o país se preparava para a grande Exposição do Mundo Português.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/630/1*0-RnvcQotbtwNAHu575yVQ.png" /><figcaption><strong>Fotografia de 1939 da colina ainda sem as torres e ameias do Castelo de S. Jorge</strong></figcaption></figure><p>Inaugurada em 23 de junho de 1940, a exposição foi mais um delírio megalomaníaco de Salazar para legitimar sua ditadura, afirmando o nacionalismo através de um grande evento.</p><p>Anteriormente, no local onde hoje se vê o imponente castelo, se encontravam ruínas e instalações militares, até Salazar ordenar a construção das muralhas, seguindo orientações puramente ideológicas e passando por cima da relevância do sítio arqueológico que ali se encontrava e que remetia aos séculos XVII e XVII.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/630/1*0-RnvcQotbtwNAHu575yVQ.png" /><figcaption><strong>Fotografia de 1939 da colina ainda sem as torres e ameias do Castelo de S. Jorge</strong></figcaption></figure><p>Nem a Sé de Lisboa escapou à intervenção de Salazar. Até o terremoto 1755 as torres do templo tinham formato cônico que foram abaixo com os fortes tremores. Nos séculos XVIII e XIX foram feitas várias intervenções que permaneceram até a ditadura salazarista. Para dar um ar mais “histórico” à igreja, derrubaram parte das torres e construíram as ameias (ameias são aquelas torrinhas nas muralhas onde os soldados se escondiam das flechadas inimigas) e a rosácea entre as duas torres que lá estão até hoje dando uma aparência mais medieval, combinando assim com o estilo do castelo de São Jorge.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/250/1*YGPtwk-6CvY7YorHh1CCng.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/205/1*TZWgoWOGPpyM2TMLkauGlg.jpeg" /><figcaption><strong>A primeira foto mostra a Sé de Lisboa antes da reforma de 1939. A segunda como ficou depois da intervenção salazarista</strong></figcaption></figure><p>Mas não parou por aí a furor salazarista de “reconstruir” o passado glorioso de Portugal. O castelo que teria pertencido a Afonso Henriques, na cidade de Guimarães, no norte de país, também passou por reformas (existe uma diferença abissal entre reforma e restauração). Aliás, no ano de 1836, as pedras que restavam do castelo quase viraram calçamento de ruas. As autoridades locais queriam aproveitar as pedras do castelo para pavimentar os logradouros de Guimarães. Por um voto a mais os vereadores desistiram do projeto insano e as ruínas escaparam… até a intervenção salazarista. Foram implantadas sobre as ruínas torres e ameias para dar um ar mais “heroico” ao sítio. Mas temos que reconhecer que a reconstrução ficou bem convincente.</p><p>Os portugueses mais críticos em relação ao seu passado dizem que autênticas mesmo de verdade só as ruínas do Convento do Carmo, no alto do Chiado. Um exagero, é claro, mesmo porque esse templo é também todo cheio de remendos, deixando o visitante confuso sem saber o que é original e o que é fake.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*YvVF-NBYR-Fy_0_I_x7gSA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*2NGXrtqLUNa2_oGX4nO_pQ.jpeg" /><figcaption><strong>Ruínas do Convento do Carmo, no alto do Chiado, Lisboa</strong></figcaption></figure><p>Salazar, como todo ditador, representou não só um atraso para Portugal, mas um perigo para o patrimônio histórico.</p><p>Irene Nogueira de Rezende</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c1383b3d52c4" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/salazar-o-construtor-de-fake-monuments-c1383b3d52c4">Salazar: o construtor de fake-monuments</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[TANTO MAR em Lisboa]]></title>
            <link>https://medium.com/geringon%C3%A7a/tanto-mar-em-lisboa-79fedbe3a29a?source=rss----a7bb5118ed00---4</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 08 Jul 2018 18:43:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-08T18:43:09.979Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*j7kbi-opOBSd6Ok7FZREQg.jpeg" /><figcaption><strong>Cartaz da exposição criado a partir de original de Fernando Lemos, artista gráfico que se define como português do país que o fez, brasileiro do país que ajuda a fazer.</strong></figcaption></figure><p>A rede do design Portugal Brasil em <a href="http://www.mude.pt/exposicoes/tanto-mar-fluxos-transatlanticos-do-design_80.html">exposição</a>, até 15 de julho</p><p>Da calçada portuguesa transformada em símbolo da bossa nova brasileira, às redes e rendas tão populares nos dois países, a exposição Tanto Mar, Fluxos Transatlânticos do Design traz uma malha de afinidades e influências entre Portugal e Brasil.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/798/1*vubrI_PasTfNFeaBpAyLzw.jpeg" /><figcaption><strong>Na calçada símbolo de Brasil, a arte portuguesa. Praia de Copacabana no projeto anos 70 de Burle Marx. Foto de Bruno Veiga (2015).</strong></figcaption></figure><p>Estão lá a “nossa” Carmem Miranda, a portuguesa brasileira com sua estética exagerada e a exuberância da Gabriela de Jorge Amado, na pele de Sonia Braga, primeira novela brasileira a passar em Portugal, 41 anos atrás.</p><p>A leveza e modernidade dos móveis brasileiros na arte do português, radicado no Brasil, Joaquim Tenreiro, a arte popular em cestaria e couro e a criação de designers de moda, com uma leitura contemporânea, também fazem parte desta exposição organizada pelo Museu do Design e da Moda de Portugal (MUDE), sob a curadoria de Barbara Coutinho (Portugal) e Adélia Borges (Brasil).</p><p>A exposição fica no <a href="http://www.mude.pt/exposicoes/tanto-mar-fluxos-transatlanticos-do-design_80.html">Palácio dos Condes da Calheta</a>, Rua General João de Almeida, 15. O palácio fica dentro do Jardim Botânico Tropical, uma atração especial a ser visitada também, pertinho do Mosteiro dos Jerônimos e dos famosos Pastéis de Belém.</p><p>Celia Regina de Souza</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=79fedbe3a29a" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/tanto-mar-em-lisboa-79fedbe3a29a">TANTO MAR em Lisboa</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Flanar pelas ruas de Lisboa nos tempos da Geringonça]]></title>
            <link>https://medium.com/geringon%C3%A7a/flanar-pelas-ruas-de-lisboa-nos-tempos-da-geringon%C3%A7a-28a38c0eb17c?source=rss----a7bb5118ed00---4</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 05 Jul 2018 17:53:12 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-05T17:53:11.933Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*arR6iN9vGbEz5O164-Uw0A.jpeg" /><figcaption><strong>Beco de Santa Helena, Lisboa</strong></figcaption></figure><p>Flanar é um verbo que quase não se usa mais. Caiu em desuso. Talvez porque quase não se pode mais flanar pelas ruas das grandes cidades brasileiras sem correr risco de vida, mas no país da Geringonça pode (união das esquerdas que governa Portugal), afinal ele foi eleito um dos mais seguros do mundo.</p><p>O verbo flanar vem do francês flâner que tem como sinônimos errar, vagar, vadiar, deambular, divagar, passear, perambular. O poeta francês Charles Baudelaire definia o <em>flâneur</em> como uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la</p><p>Lisboa ainda é uma cidade para se flanar. Evitando, é claro, os locais onde abundam turistas do mundo todo. Mesmo assim, pela manhãzinha, é possível flanar pela Baixa e Chiado sem muitos percalços.</p><p>É nesse flanar, sentindo a brisa vinda do Tejo, entrando e saindo de ruas, que se depara com nomes que podem soar estranhos aos ouvidos brasileiros, acostumados com a toponímia das ruas nativas dominada por homenagens a políticos, na maioria das vezes sem merecimento. Mas, aos poucos, somos atraídos pelas travessas, becos, calçadas, escadinhas com nomes curiosos. Aliás, o diminutivo tão usado pelos portugueses é de um encanto à parte.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*duCQ2kB9OlHrQ_mgeplI-g.jpeg" /><figcaption><strong>Vista do Tejo desde a Calçada da Graça, Lisboa</strong></figcaption></figure><p>Tem as designações óbvias como a Rua dos Bacalhoeiros, dos Douradores, dos Sapateiros, da Padaria, do Forno do Tijolo … Mas Rua dos Fanqueiros? O que é um fanqueiro? Nada a ver com o funk como pode deduzir algum apressadinho. Descobri que fanqueiros são comerciantes de tecidos. E Rua dos Sapadores? Sapador? É o nosso bombeiro apagador de fogo e recolhedor de gatos em árvores. E vai por aí: Rua dos Correeiros, dos Douradores, da Prata, do Boqueirão dos Ferreiros, Travessa das Merceeiras e das Galinheiras (mulheres que vendiam galinhas vivas pelas ruas), Beco dos Agulheiros e muito mais.</p><p>Depois vêm ruas que comovem os mais sensíveis e românticos: Travessa da Água-da-Flor, rua da Saudade, das Flores, das Janelas Verdes e do Alecrim (coisa mais linda esse nome de rua!).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*J1ljQqe1OVYYfP0-P2jIPg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*citpjTDCD2-sQ0evbevqmw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*LvWXKmwCepv3gQC2lc-Awg.jpeg" /><figcaption><strong>Muitas ruas de Lisboa têm nomes curiosos</strong></figcaption></figure><p>Num passeio por Alcântara o <em>flâneur </em>pode intrigar-se com a placa da Triste-Feia. A explicação para o nome vem do Dicionário Toponímico de Lisboa e aqui reproduzo: “A origem do nome não é muito clara, mas deve-se a uma mulher triste, e por isso feia; ou feia, e por isso triste.”</p><p>E tem ainda o Jardim das Pichas Murchas, um pequeno largo na rua São Tomé, ao pé do Castelo de São Jorge: “Não é um jardim e não tem nada de murcho ou que possa murchar. Mas em tempos este pequeno largo (…) juntava a terceira idade do bairro em plena contemplação. Ora um calceteiro, de seu nome Carlos Vinagre, começou a chamar aquele sítio o jardim das pichas murchas, dada a quantidade de sistemas reprodutores ociosos que se sentavam naqueles bancos. O nome pegou, e nem mesmo uma tentativa da junta de mudar o nome demoveu os populares da zona que defenderam sempre este topónimo.”</p><p>Poderia falar da Rua do Sol ao Rato ou das Escadinhas da Porta do Carro, da Rua da Voz do Operário, mas é hora de finalizar lembrando que os lisboetas não se esqueceram dos nossos ilustres escritores: Rua José Lins do Rego (no bairro de Alvalade) e Largo Machado de Assis (no bairro de Areeiro).</p><p>Texto e fotos: Irene Nogueira de Rezende</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=28a38c0eb17c" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/flanar-pelas-ruas-de-lisboa-nos-tempos-da-geringon%C3%A7a-28a38c0eb17c">Flanar pelas ruas de Lisboa nos tempos da Geringonça</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Fado com samba]]></title>
            <link>https://medium.com/geringon%C3%A7a/fado-com-samba-8abef91a6008?source=rss----a7bb5118ed00---4</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 02 Jul 2018 18:37:48 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-02T18:37:48.365Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/860/1*Im7J79l3CNfh-vk9tbSVHw.jpeg" /><figcaption><strong>Adiana Calcanhoto. Foto: Leo Aversa para Jornal Expresso</strong></figcaption></figure><p><em>Em Portugal, a música brasileira reina soberana nas rádios, nos restaurantes, nas lojas e até nas ruas.</em></p><p>Os brasileiros que vêm visitar, trabalhar ou morar no país da “Geringonça” se espantam ao perceber como os portugueses gostam da música popular brasileira. Tá ali, lado a lado com o fado. Na verdade, gostar não é o verbo exato para definir a admiração pela nossa música. Eles adoram! Graças aos céus, aqui nada de sertanejo — essa onda que tomou conta das rádios brasileiras. Sei que não é politicamente correto espinafrar o gosto musical alheio, mas pode-se lamentar.</p><p>Em Portugal quem reina soberana nas rádios, nos restaurantes, nas lojas e até nas ruas é a MPB: Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, João Bosco, Tim Maia, Jorge Benjor, João Gilberto, Bethânia, Gal Costa e, em menor escala, Ivete Sangalo e a popstar Anitta. Esta última foi sucesso no Rock’n Rio Lisboa há cerca de duas semanas.</p><p>Gilberto Gil foi o escolhido para fechar os festejos juninos de Lisboa, uma honra que não é para qualquer um, considerando a importância que os portugueses dão às suas festas do mês de junho. Chico Buarque fez apresentações no Porto e em Lisboa tudo “sold out”. Não esquecendo que a primeira versão buarqueana da belíssima canção <em>Tanto mar</em> é o segundo hino da Revolução dos Cravos de 1975; o primeiro é <em>Grândola Vila Morena</em>, da autoria do compositor português Zeca Afonso.</p><p>Impressiona como os jovens portugueses conhecem o nosso repertório de MPB. Conhecem as letras, a história de cada um e lamentam o estado de saúde de João Gilberto. As festas juninas são embaladas com músicas típicas portuguesas na mesma proporção que as canções brasileiras.</p><p>Para dar uma ideia da importância que tem nossa música popular no cenário português, a Universidade de Coimbra contratou Adriana Calcanhoto como professora visitante. E o jornal <em>Expresso</em> — um dos mais lidos daqui — veio com uma entrevista com a cantora e autora, onde ela fala de suas atividades, de poesia, da admiração dos brasileiros por Fernando Pessoa e do evento que participou na última sexta feira na tradicional (e badalada) Livraria Lello, na cidade do Porto.</p><p>Veja <a href="http://expresso.sapo.pt/cultura/2018-06-29-Adriana-Calcanhotto-A-minha-vida-em-Coimbra-esta-a-ser-incrivel-as-vezes-penso-que-estou-a-sonhar#gs.NFa3LJY">entrevista de Adriana Calcanhoto</a> para o jornal Expresso.</p><p>É a MPB mostrando seu valor nas terras lusitanas.</p><p>Por Irene Nogueira de Rezende</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8abef91a6008" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/fado-com-samba-8abef91a6008">Fado com samba</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A Lisboa que foi Olisippo]]></title>
            <link>https://medium.com/geringon%C3%A7a/a-lisboa-que-foi-olisippo-4f50eac43ae6?source=rss----a7bb5118ed00---4</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 30 Jun 2018 16:12:34 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-06-30T16:12:33.942Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*det9p3D_dNJQd74WHEjT6w.jpeg" /><figcaption><strong>Ruínas de um teatro romano na rua São Mamede, Lisboa</strong></figcaption></figure><p>Lisboa vai muito além do Chiado, do fado e do pastel de Belém. Os brasileiros que chegam aos magotes a Portugal, devem saber que Lisboa já foi uma importante cidade do império romano e naquela época era chamada de Olisippo. Ao passear pelas ruas do Chiado e as ladeiras de Alfama estaremos muito provavelmente pisando sobre uma parte da história de Roma. O país foi uma importante província — Lusitania — dominada pelos romanos do século I a.C até o século V d. C</p><p>Para se ter uma ideia, Portugal tem centenas sítios arqueológicos que remontam aos tempos dos césares. Cerca de 17 quilômetros de distância de Coimbra encontramos as ruínas de Conímbriga, um importante centro urbano do mundo antigo com fórum, termas, teatro e moradias.</p><p>Há poucos dias o jornal Público divulgou matéria com novas revelações sobre o sítio de Évora. Chamada pelos romanos de Ebora Liberalitas Iulia lá existe um templo dedicado ao imperador Augusto construído entre os séculos I e II d.C. Este são dois exemplos ente muitos.</p><p>Em Lisboa os sítios são literalmente ruínas porque as construções da antiga Olisippo tiveram que sobreviver às invasões bárbaras, à ocupação moura, à cultura católica medieval (que construía catedrais em cima dos vestígios “pecaminosos” dos romanos e mouros), ao grande terremoto de 1755 e a ausência de uma cultura de preservação de sítios arqueológicos, que só começaria a mudar no século XIX.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*CMz614Om-8ausFOmCjHYdg.jpeg" /><figcaption><strong>Galeria romana no museo da rua São Mamede, Lisboa</strong></figcaption></figure><p>A Sé de Lisboa é um exemplo de catedral construída sobre o que restava das construções romanas, que por sua vez já tinha ficado abaixo de uma mesquita no tempo dos mouros. No seu entorno é possível admirar ruínas no subsolo do Museu do Aljube-Resistência e Liberdade (vale uma visita na antiga cadeia onde se torturavam presos no regime salazarista) na rua Augusto Rosa.</p><p>Logo acima, na rua de São Mamede, há o que sobrou de um <a href="http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/museu-de-lisboa-teatro-romano">teatro</a> com muitos vestígios da ocupação romana. E na Baixa, na rua da Conceição, a dica é visitar o conjunto de galerias construídas no final do século I a. C. Segundo especialistas, estas galerias foram planejadas como suporte de casas por causa das condições do terreno na região.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/774/1*aN8EY0EbP5oAkRn6-_PFPg.jpeg" /><figcaption><strong>Pedra com inscrição em latim nas ruínas do teatro romano, Lisboa</strong></figcaption></figure><p>Carpe diem e carpe noctem em Olisippo, (aproveitem o dia e a noite em Lisboa) mas visitemos seus sítios arqueológicos. Vale a pena.</p><p>Irene Rezende</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4f50eac43ae6" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/a-lisboa-que-foi-olisippo-4f50eac43ae6">A Lisboa que foi Olisippo</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[A fábrica que não se sabe e o lugar que não existe]]></title>
            <link>https://medium.com/geringon%C3%A7a/a-f%C3%A1brica-que-n%C3%A3o-se-sabe-e-o-lugar-que-n%C3%A3o-existe-910a783a4e44?source=rss----a7bb5118ed00---4</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 29 Jun 2018 21:00:38 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-06-29T21:00:37.642Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/720/1*UmIkDh5VVdZ2Bfj-_Asv6g.jpeg" /><figcaption><strong>Interior da Fábrica Braço de Prata, espaço cultural em Lisboa</strong></figcaption></figure><p>Para quem quer conhecer um pouco mais de Lisboa, nomes como Xabregas, Beato, Marvila fazem parte de um novo roteiro turístico. São bairros com construções históricas que abrigaram grandes conventos, depósitos e fábricas, numa antiga região portuária, religiosa, de vinhas e operários, ao lado do Tejo. Por anos, ali ficou meio esquecido, muitos imóveis ficaram vazios mas, na última década, alguns deles vêm ganhando ares vintage, alternativos, criativos, modernos, numa ocupação cultural, comercial e de revitalização local.</p><p>Um dos pontos mais conhecidos da região fica em um endereço curioso: na Rua Fábrica de Material de Guerra 1, em Marvila. Ali está a <a href="https://www.bracodeprata.com/">Fábrica Braço de Prata</a>, um centro cultural que ocupa um pedaço das instalações do que foi a sede da antiga Fábrica Militar de Braço de Prata de Lisboa. Onde antes eram fabricados armamentos, agora é um espaço com salas dedicadas a filósofos, livros, teatro, música, cursos, oficinas e restaurante. Um local de encontros de cultura.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*wSs56uXG-EjfntLh6s-iQA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*0Us6U5-0BlTaDhz7At8PwA.jpeg" /><figcaption>Salas da Fábrica Braço de Prata, Lisboa</figcaption></figure><p>A apresentação da Fábrica cultural, que existe há 11 anos, diz que “Ninguém sabe muito bem o que a Fábrica é. E isso tem sempre jogado a favor do que aqui acontece”. O local mantém o aspecto de um improviso criativo sobre o bem antigo passado. O novo não está nas mudanças do espaço físico, mas nos seus usos, nas suas novas gentes, nas suas novas linguagens. Aos sábados, a partir das 14 horas, as crianças têm vez nas atividades do Bracinho de Prata. Para os adultos, nada de horário fabril. Ou melhor, só tem o turno da noite: quarta e quinta das 18 às 2h, sexta e sábado, das 18 às 4h. Aos domingos, não abre.</p><p>Em outros endereços da região, em velhos galpões, móveis antigos revisitados estão em exposição e à venda. É uma mistura de lojas de design, de peças antigas, de galerias de arte ou restaurantes que são uma conjunção do zen com o out, do in com o para além de qualquer coisa. Sem esconder suas ranhuras, sua história, o velho de Lisboa transforma-se em um atrativo moderno que tem de tudo. Tudo menos aquela coisa limpinha, menos aquele mobiliário e aquela decoração clean.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*2Lz8cUl6vaSgLCcvord_aw.jpeg" /><figcaption><strong>Construção da antiga “Catedral do Vinho”, em Marvila</strong></figcaption></figure><p>Quem quiser um lugar diferente, para comer e beber, ali tem “<a href="http://porquegosto1.blogspot.com/2016/07/afinal-existe.html?m=1">Aquele lugar que não existe</a>”. Você entra pensando que é mais um espaço criativo de decoração, só que não: é um restaurante de comida indiana e pizzas com combinações e nomes inusitados. Fica na rua do Açúcar, mas não procure placa. Ali também não existe wifii e nada de fotos, já avisam logo de cara. Quem não liga para spoiler, na internet existem informações e fotos até dos pratos. Mas, para quem quer manter a magia, o cardápio diz: “…de acordo com a ciência quântica apenas existimos quando cá estás…se cá não estás, passamos a ser… Aquele lugar que não existe”.</p><p>Celia Regina de Souza</p><p>Fotos: Ken Fonseca</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=910a783a4e44" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/a-f%C3%A1brica-que-n%C3%A3o-se-sabe-e-o-lugar-que-n%C3%A3o-existe-910a783a4e44">A fábrica que não se sabe e o lugar que não existe</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Entrevista com Manuel Loff]]></title>
            <link>https://medium.com/geringon%C3%A7a/entrevista-com-manuel-loff-355a1f7755bd?source=rss----a7bb5118ed00---4</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/355a1f7755bd</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 29 Jun 2018 20:59:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-07-02T18:42:42.078Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/996/1*YJ7kZ9bTcZOHMOEIHrLyTg.jpeg" /><figcaption><strong>Manuel Loff, professor e historiador português</strong></figcaption></figure><p>“<strong><em>Não se pode deter por motivos políticos representantes do povo. Não se pode e ponto final.”</em></strong></p><p><em>Manuel Loff é professor Associado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e investigador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Doutor em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu (Florença)</em></p><p>Em entrevista concedida a Irene Nogueira de Rezende, para a Geringonça Pt-Br, faz uma análise da situação do governo português, governado pela união de esquerdas, chamada de “geringonça”. Fala também da atual crise política do Brasil que considera uma ameaça à democracia.</p><p><strong>Como o senhor vê o governo da “Geringonça” no atual momento.</strong></p><p>No momento em que estamos a falar, se avolumam divergências. Todos sabemos que este conjunto de acordos à esquerda nem sequer configuram uma aliança global da esquerda, muito menos uma coligação governamental. Não há representação de nenhum partido à esquerda do Partido Socialista (PS) dentro do governo, não há uma assinatura de um acordo global entre os quatro partidos (PS, PCP, BE e PV). É sempre bilateral. São o BE com o PS, o PC com o PS, os Verdes com o PS, não há um acordo entre os quatro. É verdade que há três anos ou dois anos e meio, havia a perspectiva, sobretudo à direita, mas também à esquerda, de um grande ceticismo. Entendia-se que isso podia funcionar, eventualmente, durante um ano, para impedir que a direita voltasse ao poder. A direita tinha perdido as eleições, tinha perdido a maioria absoluta e é isso que conta, em Portugal. É evidente que tinha uma coligação de direita que tinha mais votos que o PS, isoladamente, mas o que contava é que a esquerda no seu conjunto era maioritária. Nós somos um sistema parlamentar, semi presidencial mas parlamentar, e o que conta é a maioria.</p><blockquote><strong><em>Na Europa temos permanentemente a sensação, desde o final dos anos 70, que as grandes conquistas sociais pós Segunda Guerra Mundial estavam perdidas, era uma questão meramente de ritmo, mas estavam perdidas. E agora, em alguns pontos da Europa temos a sensação que isso não é verdade</em>.</strong></blockquote><p>Para 2019, os socialistas têm expectativas de obterem uma maioria absoluta no parlamento e essa maioria permiti-lhes prescindir deste acordo, nos termos que está, à esquerda. Na verdade, na ausência de uma tradição de convergências à esquerda, em 40 anos de democracia portuguesa, e num histórico de fosso muito profundo entre o Partido Socialista e a esquerda, essa foi a primeira vez que se tentou atravessar esse fosso e abrir pontes que funcionaram em algumas áreas estratégicas, mas em duas ou três claramente não funciona. Funcionaram naquilo que eu considero uma das maiores conquistas: dar às pessoas, aos mais desfavorecidos, a sensação de que é possível reverter os efeitos deletérios da política econômica neoliberal. Na Europa, temos a sensação, desde o final dos anos 70, que as grandes conquistas sociais pós Segunda Guerra Mundial estavam perdidas. Era uma questão meramente de ritmo, mas estavam perdidas. E agora, em alguns pontos da Europa temos a percepção que não é verdade. Isso se fez através da recuperação dos salários, da correção de alguns aspectos do que foi pior na precarização do trabalho, mas só alguns aspectos. No caso das precariedades no Estado, foram feitas correções significativas e uma parte substancial que foi tentar, do ponto de vista das políticas de prestações sociais, recuperar a perspectiva de solidez da segurança social e das pensões de aposentadoria que sofriam uma campanha alegando serem insustentáveis E ainda reverteram-se algumas privatizações. Uma simbólica reverteu só parcialmente e envolve capitais brasileiros também que é da TAP. A privatização já estava concluída no governo anterior antes de outubro de 2015 e o novo governo reverteu uma parte dela dizendo que o Estado deveria ficar com no mínimo 51% da companhia. Noutro caso travaram-se privatizações no caso dos comboios (ferrovias) e reverteram-se no caso dos transportes urbanos (metrô de Lisboa, do Porto), carris, transporte de ônibus de Lisboa e Porto. Este é o campo das convergências.</p><p><strong><em>A segunda grande área de divergências, que sempre se soube que não haveria acordo, são as políticas europeias.</em></strong></p><p>Há duas grandes áreas onde há divergências: uma trouxe mais novidades para esse acordo da Geringonça, no último mês, que é o campo da legislação laboral (legislação trabalhista). Os socialistas não tinham aceitado negociar alterações de fundo nas reformas laborais, mas admitiam a possibilidade de fazer adaptações no que diz respeito à precariedade, sobretudo no setor público. Agora, pela primeira vez, negociaram naquilo que chamam de Conselho de Concertação Social onde estão representados os sindicatos, as associações patronais e mais ou menos na postura de árbitro. Ao longo desses anos de funcionamento da Geringonça, os acordos de concertação social promovidos pelo Estado, pelo Governo garantiram sempre a assinatura das duas grandes centrais sindicais, uma mais à direita a UGT (União Geral dos Trabalhadores), outra mais à esquerda, maioritária, a CGTP, intersindical. Pela primeira vez, a negociação foi feita priorizando o acordo com o setor patronal e o sindicato maioritário, CGTP, não assinou. O acordo trata aprova uma série de medidas que desagradam e que, na opinião dos sindicatos, aumentam a precariedade e entra em contradição com medidas anteriores que tinham sido aprovadas para criar maior estabilidade no mercado de trabalho.</p><p>A segunda grande área de divergências, que sempre se soube que não haveria acordo, são as políticas europeias. Onde não há acordo é na construção da união econômica e monetária europeia e nas consequências que ela tem, do ponto de vista da vigência do euro, e em tudo o que diz respeito a ter que subordinar a política orçamental portuguesa e de todos os países membros da zona do euro à supervisão de Bruxelas. Estes sistemas mantêm-se, não foi alterado. Em segundo lugar é o problema da dívida. Um problema enorme que sempre dividiu a esquerda quando estava na oposição aos governos da direita, nos anos da intervenção estrangeira de 2011–2015, onde os socialistas entendiam que não se devia reestruturar a dívida e, seus parceiros de agora, sempre entenderam que era necessário reestruturá-la e forçar essa reestruturação. O acordo de 2015 nada menciona sob este aspecto.</p><p>A batalha do governo neste momento está centrada em reduzir o déficit público anual, mas o problema de uma dívida de 120 a 122% do PIB mantem-se intacta. Não se agrava (e agravou-se sempre com a direita), mas permanece e obriga anualmente a um serviço de juros que absorve uma percentagem enorme de riqueza que poderia ser disponibilizada para investimentos públicos. Um dos grandes argumentos críticos que, ironicamente, até a direita usa contra o governo Antônio Costa é o muito baixo investimento público.</p><p><strong>O senhor concorda que o Governo está preparando as negociações para o próximo orçamento no pior clima que a Geringonça já viveu? Tanto o BE como o PC não estão nada animados.</strong></p><p>Eu diria que sim. É o pior clima que agora se viveu. Não faço parte de nenhum dos partidos, mas tenho amigos nos quatro, no Bloco, no PC, nos Verdes e no PS. De tudo que sei de quem participou de negociações, este é o ano que está a negociar mais tardiamente o orçamento. No campo da saúde pública, há uma evidente degradação que não é responsabilidade exclusiva desse governo e, como mostram as estatísticas, há uma conquista gradual de espaço da saúde privada, em grande parte à custa dos serviços do Estado e pagamentos que SNS faz aos sistemas privados, o que tem motivado divergências sérias à esquerda. Por exemplo: agora o BE apresentou uma reforma de lei de base do sistema de saúde que os socialistas não votarão.</p><p>Em segundo lugar, há um discurso cada vez mais aberto, da parte dos socialistas, que entende que áreas como educação e saúde devem passar por grandes consensos nacionais. O que significa uma negociação entre o maior partido da esquerda e o maior partido da direita, o que na gíria política portuguesa significa o centrão (os grandes acordos entre os socialistas e o PSD). Provavelmente, os socialistas argumentarão que não vale a pena fazer uma reforma que não comprometa o essencial do maior partido da direita. Portanto uma reforma nessas condições não alterará aquilo que nós vimos nos últimos anos que é uma transferência substancial de recursos, e de pessoal, do SNS para o privado.</p><blockquote><strong><em>Seria lógico que os partidos de esquerda rompessem com o PS se as reivindicações não forem atendidas. Mas quem romper este acordo vai pagar eleitoralmente por ele. Acho que os socialistas estão convencidos que se romperem não perdem e, eventualmente, podem até ganhar votos à direita.</em></strong></blockquote><p>A segunda grande área é essa espécie de teimosia do governo na questão dos professores. Falamos de um dos subsetores profissionais mais numerosos e onde, eventualmente, os socialistas têm um grande êxito eleitoral. Na administração de 2009, uma das explicações para ter perdido a maioria absoluta foi esse choque aberto com os professores que agra se reproduz. Os socialistas estiveram de acordo, em 2017, para realizar uma atualização da carreira dos professores, do básico secundário, que contabilizasse, gradualmente, os nove anos que a carreira esteve congelada (perdi 28% dos meus rendimentos). Isso foi inscrito no orçamento de 2018. Entretanto, no Natal passado, o atual ministro das Finanças, Mário Centeno, passou a dirigir o Eurogrupo (conselho dos ministros de Finanças doa países da União Europeia que fazem parte da zona do euro), eu creio que houve uma mudança de atitude e aumentou seu controle na definição de políticas. Tudo indica que não vai querer cumprir o acordo feito no ano passado.</p><p>A questão é se podem os partidos de esquerda (que priorizaram a questão dos professores na campanha de 2015) manter seus acordos com o PS. Se os socialistas não cederem, fica muito difícil e a resposta é o orçamento que vai dar. Seria lógico que os partidos de esquerda rompessem com o PS se as reivindicações não forem atendidas. Mas quem romper este acordo vai pagar eleitoralmente por ele. Acho que os socialistas estão convencidos que se romperem não perdem e, eventualmente, podem até ganhar votos à direita. As sondagens (pesquisas) indicam que os socialistas estão a ganhar apoio eleitoral na direção do centro ou da direita, porque têm tido sucesso econômico com sua política e porque tem se beneficiado das desavenças internas do maior partido, o PSD.</p><blockquote><strong><em>No Brasil teve uma espécie de acordo tácito para não pôr em causa o papel dos militares na ditadura e na vida política brasileira. Depois do golpe contra Dilma e a criação deste governo tão frágil, tão ilegítimo recorre-se as forças armadas para simular uma capacidade de exercício de poder efetivo sobre a sociedade</em></strong><em>.</em></blockquote><p><strong>Em artigo no jornal Público o senhor falou da militarização da justiça no Brasil e sobre o perigo dos militares rondando o governo. Desde a era Vargas, há quase 90 anos, portanto, convivemos com essa aberração. Pode falar um pouco sobre o tema?</strong></p><p>A minha interpretação da transição da democrática brasileira é que ela tem as limitações típicas de um sistema autoritário. Ainda por cima, no caso brasileiro, fundamentalmente dirigido pelos militares e corporações militares. Isso significa que o grau de impunidade sobre a natureza política dos crimes de Estado praticados pela ditadura é superior a outros casos, porque no processo da transição a elite autoritária que aceita apear-se do poder, ceder o poder a um conjunto de atores políticos democráticos com os quais negociaram, aceitam com condições e uma dela é, evidentemente, a impunidade. Isso mostra o papel que as forças armadas desempenham no Brasil desde que a democracia foi restaurada. Teve uma espécie de acordo tácito para não pôr em causa o papel dos militares na ditadura e na vida política brasileira. Depois do golpe contra Dilma e a criação deste governo tão frágil, tão ilegítimo, recorre-se às forças armadas para simular uma capacidade de exercício de poder efetivo sobre a sociedade. O famoso <em>twitter</em> do comandante Villas Boas, com uma ameaça muito pouco velada 24 horas antes do julgamento do HC de Lula, o fato de Temer chamar o exército para ocupar o Rio de Janeiro e os comandantes anunciarem abertamente que assumiriam a tarefa, mas o governo se comprometeria a não abrir uma comissão da verdade para o que suceder, tudo isso é muito indicativo daquilo que nós enxergamos como uma transição autoritária. E sabemos como são as transições autoritárias, são sempre graduais do contrário não são transições, são golpes. Vai se criando sucessivos patamares de impunidade. É inadmissível que representantes das forças armadas possam interferir em sentenças ou decisões da justiça ou o exército não estar sujeito a qualquer controle ou verificação da legalidade de seus atos, num momento em que sabemos que há graves violações aos direitos humanos (a execução de Marielle Franco mostra bem isso).</p><blockquote><strong><em>Num momento como o fascismo que o inimigo é tão devastador que é quase obrigatório uma união (das esquerdas) e creio que o Brasil está numa situação muito semelhante. Desde a Constituição de 1988 esta é a situação mais longa e mais grave de crise porque passa a democracia brasileira.</em></strong></blockquote><p><strong>Com seu conhecimento da política brasileira o senhor vislumbra alguma possibilidade de aliança nas eleições de outubro? Qual sua percepção sobre esse cenário</strong>?</p><p>É muito difícil avaliar, mas eu diria que, na desafortunada tradição das esquerdas, elas têm muito mais dificuldades em aglutinar forças do que do lado das direitas. Só em momentos muito decisivos a esquerda soube fazer alguma aliança: as Frentes Populares contra o fascismo, durante e após a Segunda Guerra Mundial na construção do mundo do pós-guerra. O segundo caso mais emblemático é a Unidade Popular Chilena. Houve momentos que a esquerda demonstrou capacidade de unidade. Num momento como o fascismo que o inimigo é tão devastador que é quase obrigatório uma união e creio que o Brasil está numa situação muito semelhante. Desde a Constituição de 1988, esta é a situação mais longa e mais grave de crise porque passa a democracia brasileira. E nesse sentido por mais dificuldades que existam, eu diria que é prioritário encontrar uma plataforma conjunta, sentar à mesa porque a situação em que se encontra a esquerda brasileira — e a democracia — é bastante excepcional, bastante extrema. E ainda por cima num segundo turno pode a esquerda deparar-se, por hipótese, com dois candidatos como Bolsonaro e PSDB e o melhor seria tentar evitar esse cenário. Situação que os franceses tiveram que passar escolhendo entre Jean Marie Le Pen e Jacques Chirac, entre Marine Le Pen e Manoel Macron, ou seja escolher entre o mal menor, entendendo que esse mal menor pode ser um dos golpistas de Dilma. Imagine a situação de ter que pedir a milhões de eleitores indignados contra o golpe uma solução dessa natureza. Nestas circunstâncias é absolutamente central que as esquerdas brasileiras procurassem uma plataforma conjunta.</p><p><strong>Convivemos no Brasil com uma profunda crise econômica, política e social, enfim em todos os níveis. Agora dizem que a persistência de Lula manter-se candidato estaria congelando o processo. O senhor concorda?</strong></p><p>Depende do sentido de congelar. Eu tenho ouvido explicações de brasileiros que trabalham comigo que esta é a melhor forma de assegurar um maior número de eleitores que permaneçam mobilizados em torno da injustiça praticada contra Lula. Manter até o último momento e, se não for possível, que o próprio Lula peça a seus eleitores para transferir seu voto para outra opção. Eu tenho dúvidas sobre a eficácia dessa estratégia, porque num momento em que se pode confirmar que o judiciário impeça a candidatura de Lula, a indignação pode gerar profunda desilusão e desmobilização. Pode até haver um boicote: se não é Lula, não é ninguém. Não posso e não devo dar lições à esquerda brasileira, mas esse risco é elevado. Seria bom que a reflexão fosse feita e até obter alguns dados mais objetivos dos eleitores para saber se essa reação pode acontecer ou não.</p><p>Se a democracia representa direito sagrado aos direitos adquiridos, a democracia foi posta em causa, no caso brasileiro, de maneira muito evidente. Primeiro: no sistema presidencialista tirar um presidente com um procedimento completamente anômalo e golpista como no caso da Dilma. Em segundo lugar, por tentar impedir qualquer operação política do partido de Dilma, criminalizar Lula, estender a uma parte dos dirigentes do PT a operação Lava a Jato e tentar descartar o principal candidato do PT e o mais popular, por via judicial. Se não podemos evitar que ele se eleja a melhor forma é mantê-lo na cadeia. O cenário configura uma situação excepcional a tal ponto, que abre exceção à vigência da própria constituição e do sistema democrático. Isso deveria empurrar as esquerdas brasileiras para compreensão de que vivemos num estado de exceção e num estado de exceção se pode suspender direitos, manipular a justiça, manipular os processos eleitorais. Não se pode deter por motivos políticos representantes do povo. Não se pode e ponto final.</p><p><strong><em>Manuel Loff (Porto, 1965), Doutor em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu (Florença), Professor Associado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e investigador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Doutor em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu (Florença). Investigador em História política, ideológica e social do século XX. No âmbito dos Estudos da Memória, investiga sobre a construção social da memória da opressão ou das experiências da sua superação.</em></strong></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=355a1f7755bd" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/entrevista-com-manuel-loff-355a1f7755bd">Entrevista com Manuel Loff</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[5 minutos com Joana Mortágua]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Redação Geringonça Pt-Br]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 26 Jun 2018 16:42:32 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-06-26T16:42:32.272Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*mvnLJJ_ZNJWG0bsTMEyFeA.png" /></figure><p><strong>Deputada do Bloco de Esquerda fala da união das esquerdas em Portugal e no Brasil</strong></p><p>Joana Mortágua se apresenta como alentejana, marxista, fadisteira e deputada do Bloco de Esquerda (BE), na mídia social que aprecia informalmente, o <em>instagram</em>. Ela recebeu o Coletivo Geringonça Pt Br na sede do seu partido, em Lisboa, e falou sobre a geringonça portuguesa — a aliança entre as esquerdas — sua origem, seus limites. Formada em Relações Internacionais, com especialização em América Latina, conversou também sobre o Brasil. Em Portugal, Joana é uma das parlamentares mais atuantes nos movimentos contra o golpe em nosso país.</p><p>Com apenas 32 anos, a deputada do Bloco de Esquerda tem como companheira de Assembléia da República, Mariana Mortágua, sua irmã gêmea e também deputada do BE. Na sua casa, a política veio do berço: é filha de Camilo Mortágua, histórico ativista e revolucionário de esquerda de Portugal. Joana começou cedo na militância, em defesa dos direitos humanos e das mulheres. Aos 18 anos, filiou-se ao BE, participando na organização do Movimento Jovens pelo SIM, na campanha pela despenalização do aborto.</p><p>No parlamento, Joana Mortágua tem como temas de destaque a educação, o trabalho e a seguridade social. Em 2015, foi membro da comissão de negociações que veio a firmar a posição conjunta entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista, aliança que possibilitou garantir maioria para o governo socialista e a derrubada dos partidos de direita.</p><p><strong>Por Catarina de Sousa e Celia Regina de Souza</strong></p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FF_UX_n1-N8k%3Ffeature%3Doembed&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DF_UX_n1-N8k&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FF_UX_n1-N8k%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/3ac9f8b2d6a8b16af038e39fe2a327c0/href">https://medium.com/media/3ac9f8b2d6a8b16af038e39fe2a327c0/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f6c012f24ef" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a/5-minutos-com-joana-mort%C3%A1gua-f6c012f24ef">5 minutos com Joana Mortágua</a> was originally published in <a href="https://medium.com/geringon%C3%A7a">Geringonça Pt-Br</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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